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segunda-feira, 14 de abril de 2014

Armas e munições

                                    

Na sobrevivência, a posse de armas de fogo e munições é fundamental. As armas nesse caso não servem apenas para a defesa, mas tambem para a obtenção de alimentos pelo processo que durante dezenas de milhares de anos pode ter constituido a principal actividade do macho da espécie: A caça. Costumo pensar que a caça é um instinto inato do homem, e que quando o cenário de desmantelamento da sociedade de consumo se apresentar, seremos forçosamente obrigados a dedicar algum tempo à caça, sobretudo na fase inicial da crise, embora saibamos que na fase posterior teremos de nos dedicar mais à pecuária e à agricultura.




     Outro factor importante num cenário de sobrevivência é a auto defesa, sobretudo nos grandes centros urbanos. É possível que dependendo da gravidade da situação, muitas pessoas não consigam abandonar as grandes cidades, sendo forçadas a ficar com a família e pequenos grupos.  Os gangs, algumas comunidades minoritárias já existentes que vivem de acordo com o direito consuetudinário, tratarão de fazer tudo o que esteja ao seu alcance para garantir a sobrevivência dos seus, ou mesmo para afirmarem o seu poder sobre as ruínas de uma sociedade colapsada. E como já estão acostumados à uma existência marginal, não será difícil para estes seguirem seus instintos naturais. E o que você tem a ver com isso? Bem... Você pode ser um obstáculo para o saque, pode estar numa zona privilegiada e alguém pode querer tirar tudo o que você tem, violar o seu cão e matar a sua mulher e filhas. Você deve ter em mente a necessidade de auto defesa. Além de possuir o seu pequeno arsenal, deverá estar física e psicológicamente preparado para agir e reagir caso seja necessário, inclusive treinando os seus entes queridos para defenderem a casa por meio das armas, ou colaborarem na defesa organizada de uma rua, de um edifício ou um ponto estratégicamente favorecido. É claro que não devemos esperar sempre o pior ou o melhor das pessoas, pois em situações como essas, pode acontecer de alguns "heróis" se tornem vilões e "vilões" ajam como heróis, e homens comuns se tornarem verdadeiros líderes enquanto os "líderes" se sentam e choram.


Na sociedade em que vivemos, na qual o sistema micro-gerencia quase todos os aspectos da vida dos cidadãos, sabemos que há restrições cada vez maiores à obtenção de armas de fogo, quiçá pelo temor que um Estado corrupto e as organizações plutocráticas possuem de uma possível (e mesmo justificável) reacção armada por parte dos povos aos quais pauperizam e tiranizam.


 Dadas as dificuldades burocráticas e impossibilidades legais, concluímos que só ha duas maneiras de obter armas e munições: legal ou ilegalmente. Tratemos apenas da primeira, enquanto ainda temos esse direito.

 Em Portugal e na maioria dos países do Mundo Globalizado, os entraves à obtenção de armamento por parte dos civis - como já dissemos - é maior a cada dia que passa. A própria legítima defesa é punível por lei e aberta a contradições judiciais. No entanto, em Portugal os nossos "benevolentes" políticos e legisladores ainda nos permitem algumas "liberdades" (que ainda assim, não teriam sido conquistadas sem a acção de grupos de pressão).

As maneiras legais do civil obter armas de fogo são:

A Licença de Uso e Porte de Arma para Tiro Desportivo e a
obtenção da Carta de Caçador com Arma de Fogo 

É recomendável a posse de ambas, mas em caso de limitações diversas, principalmente financeiras; é mais recomendada a segunda, pois essa é mais abrangente no que toca a obtenção de armas versáteis, (caçadeiras e carabinas) e oferece valiosas instrucções acerca de técnicas de caça, espécies cinegéticas e práticas ambientalmente sustentáveis.

segunda-feira, 7 de abril de 2014

Nova arma tecnológica que anula sistemas electronicos (sistemas informáticos., etc)

Quem quiser que abra os olhos e veja as implicações... quem quiser que continue a acreditar nos "bons rapazes"...

A Boeing e a U.S. Air Force Research Laboratory desenvolvem uma nova arma tecnológica que anula qualquer sistema electronico (computador, sistemas informáticos, etc).
 Todos os países que estão dependentes / usam as redes americanas ou outras por eles controladas ficam totalmente anulados.

No link em baixo têm alguma informação e video, sobre o desenvolvimento desta nova arma da Boeing que, sem efeitos colaterais (conhecidos) apaga as luzes e "redes informáticas" de edifícios.
http://www.boeing.com/Features/2012/10/bds_champ_10_22_12.html

quinta-feira, 6 de março de 2014

Porque o Sobrevivencialismo não é um alarmismo?



        A maioria das pessoas tendem a tomar como garantido esse sistema de consumo excessivo, obesidade mórbida, obsolência programada, desperdício de recursos valiosos e controle de natalidade unicamente voltado para determinados grupos sociais (mais propriamente, um auto-controle de natalidade)...  Quando os "60 minutos" se esgotarem, os iludidos com a pós modernidade serão as primeiras vítimas.

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Kit de Primeiros Socorros do LIDL

 A nosso filosofia de vida, como gente que pretende estar prevenida e preparada, leva-nos a adquirir determinados objectos e alimentos, é aquilo que nós chamamos de inverter dinheiro por coisas úteis, mesmo que essa utilidade, por vezes, não se faça sentir de imediato.

Para tal existem determinados sítios, quase prioritários, onde nos deslocamos com alguma frequência.
Um desses locais são as lojas Lidl, onde para além do habitual e permanente stock (…), aparecem também artigos interessantes com qualidade e a preços convidativos.

Sem duvida que este kit é uma excelente aquisição...





quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

Sobre alguns mitos de sobrevivência

O mundo da sobrevivência e prepper,  é cheio de preconceitos e equívocos para que possa ler e ver imensas coisas, sendo que algumas delas nada têm  a ver com a realidade, até porque as pessoas estão muito acostumadas a acreditar apenas naquilo que querem.

Outras opiniões estão lá porque motivos mais “escuros” , por exemplo, alguém quer que você ( nós) pense que algo é verdade apenas porque tem boa apresentação. Por exemplo:  “Obtenha esta mais recente  arma
especial  e você está seguro!”.
Quando na verdade todas as armas, em mãos de quem sabe, podem fazer isso.

Há alguns anos atrás, eu li um artigo em que alguém escreveu num fórum de sobrevivência, que usar um skate como meio de transporte para mover-se em ambiente urbano, num cenário de SHTF é uma boa ideia.
Outras pessoas comentaram (principalmente) de forma positiva sobre essa ideia.
Na verdade, o facto é que a pessoa  que escreveu esse artigo nunca experienciou um  SHTF urbano importante, aliás, nem ele nem os outros que  apreciaram a ideia.

Mas depois de  ler esse post, e os comentários positivos, você poderia facilmente concluir que andar de  skate pela cidade num cenário SHTF é uma boa ideia.
Assim irá formar a sua opinião com base numa ideia de uma ou mais pessoas, e de outras que a comentaram positivamente. Repare que todas elas concordam e que o seu raciocínio também faz sentido. Então agora essa nova ideia, pode espalhar-se.

É claro que as pessoas vão descobrir que andar de skate através da cidade, num cenário SHTF, faz tanto sentido como gritar "Eu sou um idiota , por favor dêem-me  um tiro " .
Bem, talvez mais tarde você o possa  usar como combustível para o fogo, ou fazer algum tipo carrinho simples,  e então eu concordo que ter um skate é melhor do que não ter nada .
Usar um skate num ambiente urbano perigoso, onde se deve mover de forma  lenta e cuidadosa ?
Boa ideia, porque isso acelera a selecção natural ...
Os exemplos são numerosos, e enquanto alguns deles são apenas engraçado, outros são mais graves, e pode matá-lo num mundo pós colapso .
Muitas vezes encontra-se artigos e discussões sobre defesa, confronto, combate e similares em blogs e fóruns, e depois de ler a maioria deles,  você pode tomar muitas  ideias e decisões  e porque a maior parte das discussões sobre estes temas são um absurdo, provavelmente você irá tomar algumas decisões erradas.
Andar de skate num cenário  SHTF soa estúpido, e provavelmente você vai perceber rapidamente que é uma ideia errada, mas lembre-se que se tomar decisões erradas hoje, isso  provavelmente irá matá-lo num futuro SHTF.

Ninguém irá perdoar as  suas decisões erradas num SHTF. E isso pode ser  a sorte de outra pessoa…   Fiz-me entender ?

Bem, vamos passar por cima das habituais poucas "verdades" sobre defesa, combate, batalha , luta, violência , etc.

O Bem (a verdade, Deus ... ) está do meu lado , eu (nós) irei prevalecer, vencer, sobreviver ...

Esqueça isso.  Ninguém se interessa pelas razões e motivos porque é certo ou é errado,  num cenário de SHTF.
Se acha que tem alguma vantagem, só porque é um bom homem, está muito errado.
A primeira coisa que, quebra completamente, é o conceito de que o bom irá vencer ou ter "justiça" .
Nós só temos essas ideias porque vivemos muito afastados da natureza.

A natureza é brutal e o bom homem morto continua a ser um homem morto. Você irá encontrar-se em situações em que se vai perguntar por que esta  pessoa morreu e por que aquela  família desapareceu.
As pessoas agora têm esperança no sistema , como uma luta épica do bem contra o mal . Isso não vai acontecer.
A vida de todos está em perigo,  e estamos apenas a preparar-nos para tornar mais difícil, para a natureza e para os outros, conseguirem o que é nosso.

A história é escrita pelos vencedores , por isso não confio muito nela. Muito raramente irá ver uma história completa e verdadeira de sobrevivência, sem “retoques” seja porque razões políticas ou comerciais.
Aqueles que estão preparados e estão dispostos a adaptar-se irão sobreviver. Aqueles que conseguirem rapidamente atirar fora as convenções da sociedade e verem todas as possibilidades, terão vantagem.

É claro que eu sugiro fortemente fazer o bem, com ou sem cenário SHTF , mas por favor não espere que ser bom o salve .

A violência é apenas reservada  para um certo tipo de pessoas

Por que as pessoas são violentas é tema para uma outra discussão mais alargada, mas é errado pensar que apenas  certo tipo de pessoas podem ( efectivamente ) usar a violência .
Tenho visto professores escolares esfaquearem outras pessoas, ou senhoras magras dispararem
metralhadoras. Aquela senhora mal humorado a conduzir na estrada? Pode tornar-se um assassino cruel .

Especialmente quando as coisas começam a piorar após as primeiras semanas, não vire as costas a  alguém em quem não confie a 100%.

Você também tem que ter a certeza de que é capaz de usar a violência. E o que é mais importante, de que precisa de estar pronto para usar a violência, física e psicologicamente .
Se pensar "Oh, eu não posso fazer isso " estará a um pequeno passo de perder o jogo da sobrevivência logo no início do SHTF . Na sociedade regular, a violência não é normal, no pós colapso ou situação de sobrevivência. a violência é  parte da vida ( mesmo que seja apenas na caça ou esquartejar animais, se tiver a sorte de viver no campo ) .

Como as pessoas REAGEM à violência é algo diferente. E você precisa de estar pronto para ter problemas depois de usar  (ou  sofrer ) a violência . É algo a que não pode fugir.
Eu vi pessoas a chorar como bebês após fazê-lo , outros  a vomitar , outros a ter pesadelos ...
Mesmo as pessoas mais “duras”,  que passaram por todo esse período  como "valentões " sofrem anos depois.
Você não pode escapar disso, por isso esteja, igualmente, preparado para essa situação.

Eu tenho o mais bonito (caro) equipamento, armas, munições ... Eu vou sobreviver.

Sim, é fixe ter o melhor material. Mas não se veja numa situação em que o material é o seu dono, em vez de ser você a possuir o material. Bom equipamento não compensa a falta de habilidades e conhecimentos.
Tenho visto homens (mulheres e crianças também) a serem mortos só porque não estavam dispostos a
deixar as suas coisas e partir quando chegou a hora . É estúpido ser morto apenas porque gosta muito de tudo o que possui.

Quando se trata do seu material., tenha a certeza de que está pronto para o deixar rapidamente, se a situação assim o exigir.

O que é que isso significa na realidade?
Se optar por defender a sua casa de saqueadores, mesmo que isso signifique que vai ser de certeza  ser morto, é algo muito estúpido.
O seu plano de fuga é tão importante como o plano de defesa  do perímetro.
Da mesma forma, que se tem uma arma que é muito preciosa, ou diferente , também não faz muito sentido.

Sou atirador muito hábil , e sei como é que isto vai ser , eu já o vi ( em filmes , documentários ... )

Posso escrever páginas e páginas sobre o que é estar num campo de batalha e mesmo assim você não poderia imaginar a realidade , porque é algo praticamente único.
É o caos.

Esqueça os filmes onde os actores fazem piadas enquanto disparam as metralhadoras sobre outras pessoas. Às vezes eu passava por um prédio em ruínas, disparando ao mesmo tempo, e mais tarde eu realmente não me conseguia lembrar de todos os detalhes.

É tão intenso que está a “queimar” esses breves momentos com um enorme stress físico e mental, a fim de permanecer vivo, e para sobreviver a essa luta. É como estar numa espécie de túnel em que você se torna muito como um animal.
As pessoas dizem que isso é bom, porque é um lado ancestral, primitivo e real de nós que aparece e tenta nos proteger.

Um exemplo: Eu sabia quem era a pessoa que gritava enquanto ele e alguns mais lutavam com outro grupo. Ele gritou durante todo tempo que durou essa luta, talvez cerca de 20 minutos ou meia hora, mas não estava ciente de que estava a gritar. Quando tudo terminou, ele descobriu que tinha a boca aberta, e continuava a tentar gritar, mas nenhum som saia da sua boca.
Ficou sem voz durante alguns dias.

Depois de algum tempo eu vou-me acostumar com a violência

Bem, sim e não ao mesmo tempo.
Você pode usar melhor a  violência (de forma mais eficaz ) depois de algum tempo a fazê-lo, mas não se vai acostumar a isso em termos de que deixa de se importar  com ela, ou que não vai ter alguns problemas por causa disso.
São raras as pessoas capazes disso. Você provavelmente irá ter alguns períodos de "insensibilidade" sobre a
violência, ou na verdade, períodos sem sentimentos,  mas isso vai passar.
Eu não sou "bom companheiro" trazendo somente boas notícias e soluções definitivas para mantê-lo vivo. (Não há nenhum, você apenas pode ter menos hipóteses ser morto ou morrer, tendo mais conhecimentos e tomando melhores decisões)

Mas é importante compreender este lado da sobrevivência.
Não é romântico, nem se pode tornar confortável, não importa quão duro nos preparamos.
Se gostaria de ouvir mais sobre isto, junte-se ao meu curso de sobrevivência em que falo sobre o meu ano inteiro a sobreviver numa cidade sitiada.

Traduzido e adaptado de: www.shtfschool.com

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

3 Fases do SHTF

O Terreno Escorregadio

A primeira fase do SHTF começa com uma assustadora normalidade e a mudança da linha de base.
Neste momento isto já se está a desenrolar, e de forma acelerada.
E está a acontecer, lentamente, desde há muitos anos... tendo como base a incapacidade
geral para reagir a mudanças significativas que ocorrem gradualmente.
As pessoas que não se tornam cientes da mudança gradual e lenta, sofrem eventuais consequências indesejáveis.
Quem está no poder (politico, financeiro, etc), sempre soube que a mudança para ser aceite, tem que ser gradual, isto pelo menos até ao momento em que uma massa crítica de úteis "idiotas " a aceitaram, o que resulta num rápido impulso final para a definitiva mudança ou mudanças.
Esse ponto já foi alcançado, e já nos estamos a mover para além dele..


O Colapso

A próxima fase do SHTF é o colapso.
As sociedades, e os seus sistemas de suporte, sofrem falhas abruptas após um longo período de "terreno escorregadio”, o declínio da sua cultura, das suas instituições civis ou outras das suas características importantes como sociedade, e, eventualmente, um repentino colapso depois de accionado ou passado um determinado ponto, “quando caem  do
penhasco”, por assim dizer .
Não há como voltar atrás.
Os factores que podem combinar-se e contribuir para o colapso são económicos, sociais e culturais, a sobrepopulação, o esgotamento de recursos, ou uma grande catástrofe natural ou provocada pelo homem, incluindo guerra ou invasão.
Durante o colapso, e por um tempo, o poder torna-se descentralizado e as pessoas tendem a ser mais auto-regulamentadas e têm muito mais liberdade pessoal com a falta de regras sociais, muito embora o que sobrou da sociedade, como um todo, esteja a sofrer o caos.
Geograficamente falando, as comunidades tornam-se mais isoladas.


O Bloqueio

A terceira fase da SHTF é o bloqueio, um estado de contenção ou uma restrição de movimentos para evitar que pessoas ou informações escapem
Isto é ordenado por alguém no comando e implementado pela força.
A lei marcial ou uma lei de contenção é imposta a uma população instável.
Isto é acompanhado pelo recolher obrigatório, a suspensão de determinadas leis, e dos
direitos civis.
Esta fase final pode ser a mais perigosa, na medida em que irá abranger um período de cumprimento total dessas imposições ou distúrbios graves ou guerra civil, ou até uma mistura de todos.
Preparar-se para isto, e funcionar em cada uma das três fases do SHTF envolve diferentes métodos, escolhas e comportamentos.
Enquanto estamos definitivamente na fase 1, “o terreno escorregadio”, muitas pessoas sabem instintivamente que não estamos longe da Fase 2 , “o colapso”
Você pode ter vantagens importantes se considerar cada uma destas três fases e formar um plano de como se preparar e sobreviver, através de cada uma delas.
O tempo está-se a esgotar. Por favor, passe esta mensagem.


Traduzido e adaptado de: www.modernsurvivalblog.com

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Superar a “Tendência da Normalidade”

A “tendência da normalidade” é perigosa, e quase todas as pessoas a têm. Pode dizer-se que é algo normal ter a “tendência da normalidade”, mas aqui ficam as razões  porque deve fazer o seu melhor para a superar ...

A “tendência da normalidade” é um estado mental que as pessoas têm frente á possibilidade de uma crise ou desastre. Porque isso nunca lhes aconteceu antes, assumem que isso nunca irá acontecer.

Isso faz com que as pessoas subestimem a possibilidade da ocorrência de um desastre e os

seus possíveis efeitos. Muitas vezes isso acontece  em situações em que as pessoas não conseguem   preparar-se adequadamente para um desastre.

O pressuposto  em que se baseiam,  é que uma vez que um desastre nunca ocorreu, então nunca irá ocorrer .

Isto também resulta na incapacidade das pessoas para lidar com um desastre uma vez queele ocorra.  

As pessoas com uma “tendência da normalidade” têm dificuldade em  reagir a algo que não tenham experienciado  antes .

Também tendem a interpretar os avisos da forma mais optimista possível, convencendo-se de que é uma situação menos grave. Portanto , elas pensam que tudo vai ficar bem.

É semelhante ao efeito da avestruz , evitam a aceitação dos riscos, fingindo que eles não existem. O efeito avestruz vem da lenda popular, de que as avestruzes enterram a cabeça num buraco para evitar o perigo.


Ter uma grande “tendência da normalidade”  irá impedir a pessoa de se preparar ou ter planos para um desastre.

Talvez a primeira habilidade de sobrevivência que alguém pode ter, é a de eliminar a sua “tendência da normalidade”; ter a percepção de que as coisas podem mudar, e rapidamente. É completamente impossível pensar ou ter planos para um desastre se a sua mente não puder aceitar o que pode realmente acontecer.

As pessoas são criaturas de hábitos . Nós vamos trabalhar da mesma forma todos os dias. As nossas rotinas são praticamente sempre  as mesmas ( a rotina da  semana  e a rotina do fim-de-semana ) . Temos tendência para fazer tudo da mesma forma, ou semelhante á que fizemos da última vez. Pense sobre as coisas que faz na sua vida durante uma semana. A maioria das pessoas fazem as mesmas coisas todas as semanas, até da mesma forma  e com a mesma regularidade. E isto, ano após ano...

Isto vai contra a nossa natureza de pensar ou agir, para além da nossa "normalidade" . No entanto, posso dizer-vos  que uma vez que a pessoa  tomar a "pílula vermelha" (referência a Matrix) e romper com  a sua velha maneira de pensar ( o que é emocionante, e pode ser um pouco assustador), para ver o que deve  perceber e ver, às vezes fora da sua zona de conforto.  Só então é que a pessoa pode realmente começar a perceber o que está a acontecer do lado de fora da sua “parede”, assim como os riscos ( e oportunidades) que lá estão presentes.
Fonte: traduzido de http://modernsurvivalblog.com 

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Fukushima: Palco do momento mais perigoso para a humanidade

Estamos agora a cerca de um mês e meio do que pode ser o momento mais perigoso para a humanidade desde a crise dos mísseis em Cuba. Não há desculpas para não agir. Todos os recursos precisam estar focados no tanque de combustível do reactor quatro de Fukushima.

A empresa proprietária de Fukushima, a Tokyo Electric (Tepco), diz que daqui cerca de 45 dias eles começarão a tentar remover mais de 1.300 tubos de combustível de um dos tanques que está bastante danificado a cerca de 50 metros do chão. Este tanque está em cima de um prédio muito danificado que está
a afundar, e a entortar e pode facilmente cair com o próximo terremoto ou até mesmo sozinho.

As quase 400 toneladas de combustível naquela piscina podem derramar 15 mil vezes mais radiação do que foi derramada em Hiroshima.

A única coisa certa sobre essa crise é que a Tepco não tem os recursos financeiros ou científicos para lidar com a situação. Nem mesmo o governo japonês. A situação necessita de um esforço mundial coordenado dos melhores cientistas e engenheiros que a humanidade tem.

Por que é  isto é tão sério?

Nós já sabemos que milhares de toneladas de água extremamante contaminada estão a vazar de Fukushima desde 2011 e a ir directo para o oceano Pacífico. Já foram encontrados cardumes de sardinha com traços de contaminação na costa da Califórnia… E devemos esperar coisas muito piores.

A Tepco continua a lançar mais e mais água na região dos três núcleos dos reactores destruídos para de alguma forma mantê-los resfriados. O vapor que sai destes indica que a fissão nuclear pode ainda estar ocorrendo no subsolo. Mas ninguém sabe exactamente onde estes núcleos estão.

Esta água torna-se radioactiva ao entrar em contacto com o núcleo. Como não pode ser atirada fora,

na sua maioria está agora armazenada em milhares de enormes, mas frágeis, tanques que foram montados á pressa em volta do local. Muitos já estão a vazar. Eles podem simplesmente  desmontar-se no próximo terremoto, libertando milhares de toneladas de veneno de forma permanente no Pacífico.

A água que está sendo lançada no local está a prejudicar as bases das estruturas que sobraram, inclusive a do prédio que suporta o tanque de combustível da unidade quatro.

Mais de 6.000 barras de combustível estão num tanque apenas a cinquenta metros da unidade quatro. Algumas destas contendo plutónio. O tanque não tem nenhuma contenção extra, está vulnerável à perda do isolamento estrutural, ao colapso de algum prédio próximo, outro terremoto, outra tsunami e mais.

No geral, mais de 11.000 barras de combustível estão espalhadas ao redor da Fukushima. De acordo com o especialista do departamento de energia Robert Alvarez, há cerca de 85 vezes mais césio no local do que o
que foi libertado em Chernobyl. Pontos de radioactividade continuam a ser encontrados em todo o Japão. Há indicações de áreas com grande incidência de problemas na tiroide de crianças.

A missão principal é que estas barras de combustível devem sair de alguma forma com segurança deste tanque de combustível do reactor o mais rápido possível.

Qual o risco que estas barras de combustível apresentam?

O combustível gasto têm de ser mantido de alguma forma debaixo da água. É revestido em uma liga de zircónio que irá entrar em ignição se espontaneamente exposto ao ar. Usado por muito tempo em lâmpadas de flash de câmaras fotográficas, o zircónio queima com uma chama extremamente clara e quente.

Cada bastão emite radiação o suficiente para matar alguém próximo a ela em questão de minutos. A ignição de uma poderia forçar toda a equipe a abandonar o local e deixaria equipamentos eléctricos inutilizados.

De acordo com Arnie Gunderson, uma engenheira nuclear com quarenta anos de experiência numa indústria que fabrica estas barras de combustível, as que estão dentro do reactor da unidade quatro estão
tortas, danificadas e rachadas ao ponto de quebrarem. As câmaras mostraram quantidades preocupantes de destroços no tanque de combustível, que parece estar bastante danificado.

Os desafios de esvaziar este tanque são cientificamente enormes, diz Gundersen. Mas deverá ser feito com 100% de perfeição.

Se a tentativa falhar, as barras podem ser expostas ao ar e pegar fogo, libertando quantidades terroríficas de radiação na atmosfera. O tanque pode cair no chão, derrubando as barras juntas numa pilha que poderia activar a fissão e explodir. O resultado seria uma nuvem radioactiva que ameaçaria a segurança e saúde de todo o mundo .

Os primeiros vestígios de radiação que Chernobyl emitiu chegaram á Califórnia em dez dias. Os vestígios de Fukushima chegaram em menos de uma semana. Um novo incêndio no tanque de combustível do reactor quatro pode dar origem a uma corrente contínua de radiação venenosa durante séculos.

O embaixador reformado Mitsuhei Murada diz que se esta operação der errado, “destruiria o ambiente
mundial e nossa civilização. Não é ciência astronómica ou liga-se com debates sobre plantas nucleares. Esse é um assunto sobre a sobrevivência humana”.

Nem a Tokyo Electric nem o governo do Japão pode fazer isso sozinho. Não há desculpas para não organizar um esforço conjunto mundial dos melhores engenheiros e cientistas disponíveis.

O relógio está a contar e não podemos evitá-lo. O desfecho de um possível desastre nuclear mundial está quase a bater á porta. Para ajudar, a melhor coisa que você pode fazer é passar esta informação para outras pessoas afim de mobilizar e consciencializar o mundo do perigo que estamos a enfrentar  e assim pressionar as autoridades a  organizarem-se.

(adaptado para PT-PT)

Fonte: Blog Sobrevivencialismo.com
http://sobrevivencialismo.com/2013/10/10/fukushima-palco-do-momento-mais-perigoso-para-a-humanidade/#more-3979

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Actividades de pesca de sobrevivencia e fogo



 Pesca de sobrevivência com garrafas de plástico... e muita paciência.

Com pederneira (ou firesteel), praticando o acender do fogo de très formas: com acendalha natural, com algodão envolto em vaselina e com algodão carbonizado

Pequeno kit de sobrevivência



Após as actividades, fomos ao "Homem do Mato", uma loja de artigos de sobrevivência, bushcraft, outdoor e campismo. Além disso, a loja fisica tem uma excelente variedade de surplus militar.
Como habitualmente, fomos muito bem recebidos pelo dono, que está sempre disposto a tirar qualquer duvida e a aconselhar sobre os materiais que vende.
Bons preços, boa qualidade, grande simpatia e profissionalismo, pelo que recomendamos a visita á loja fisica ou á virtual em www.homemdomato.com


quinta-feira, 4 de julho de 2013

Caminhada de 7 km sob 37º




Entre mortos e feridos, todos se salvaram, com alguns arranhões e um pé torcido (do mais bisonho saltador de pedras do planeta!) depois de escalada.

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Preparado para situações de emergencia ?

 Cinco Níveis de Preparação


Qual o nosso nível de  preparação para  lidar  com uma  situação de emergência ?


Nivel 0: Todas as situações de emergências são um desastre
  • Menos de duas semanas de comida em casa
  • Nenhum sistema de purificação de água
  • Não tem mochila de evacuação (bug-out-bag)
  • Sem armas de defesa
  • Sem meios de produzir a própria comida
  • Não possui nem ouro nem prata
  • Não tem bens tangíveis para trocas

Nivel 1: Pode sobreviver duas semanas a uma situação de emergência menor (como um temporal de neve)
  • Tem agua e comida suficiente para duas semanas em caso de emergência
  • É capaz de aquecer a casa durante duas semanas, sem depender da rede electrica, usando um aquecedor de querosene ou lareira
  • Pode cozinhar as suas refeições durante duas semanas, sem depender da rede electrica
  • Tem um kit de primeiros socorros
  • Provavelmente, não tem armas de defesa
  • Tem que abandonar a sua casa, após duas semanas, devido á falta de preparação

Nivel 2: Pode sobreviver um mês a uma situação de emergência (como um grande tornado)
  • Provavelmente, possui um gerador portátil e combustível suficiente para um mês de funcionamento
  • Tem uma pistola ou caçadeira para defender o local
  • Tem armazenada comida enlatada para um mês
  • Tem medicamentos necessários e suficientes para um mês
  • Tem armazenadas pilhas suficientes para manter um radio portátil em funcionamento durante um mês

Nivel 3: Pode sobreviver durante 3 meses a uma situação de emergência (como uma lei marcial ou um grande terramoto)
  • Tem uma dispensa bem abastecida
  • Provavelmente, tem um sistema de purificação de agua
  • Provavelmente, tem armas de defesa para cada membro da família
  • Provavelmente, tem algum tipo de vigilância ou sistema de segurança em casa ou na vizinhança
  • Tem armazenada madeira suficiente queimar na lareira ou no fogão a lenha
  • Tem equipamento de comunicações para acompanhar os acontecimentos locais e mundiais
  • Tem meios para  recarregar baterias, sem depender da rede electrica
  • Tem medicamentos necessários e suficientes para três meses

Nivel 4: Pode sobreviver 1 ano a uma situação de emergência (como a desvalorização da moeda ou um colapso económico)
  • Tem armazenada comida, tanto para um curto prazo, como para um longo prazo.
  • Provavelmente, tem a sua própria horta para produzir comida
  • Provavelmente, tem pequenos animais de quinta para produzir carne (proteínas) (galinhas, coelhos, cabras)
  • Tem uma boa  reserva de munições para as suas armas (+/- 2.000 por arma)
  • Tem peças de substituição para uma das suas armas, no caso de esta avariar
  • Tem meios de produzir medicamentos naturais para substituir os recitados pelos médicos
  • Tem armazenado antibióticos suficientes para um longo prazo
  • Provavelmente, tem um cão de guarda
  • Na casa, para garantir a segurança, tem 24 horas de vigilância em turnos (requer 6 adultos)
  • Tem um local secundário, para armazenamento de comida, armas e munições
  • Está preparado para uma evacuação do local (bug-out),  se a situação assim o requerer (tem equipamento de caminhada, campismo e outros relacionados, de forma a poder sobreviver fora da sua casa)
  • Ser capaz de educar as crianças em casa

Nivel 5: Pode sobreviver indefinidamente na sua casa durante uma situação prolongada de emergência
  • Tem uma grande horta ou uma pequena quinta para produzir a sua própria comida
  • É capaz de fazer conservas, para armazenar as colheitas que teve, para todo o ano
  • Sabe guardar e conservar as sementes, para as usar no ano seguinte
  • É capaz de criar diversas gerações de animais de quinta
  • Tem cavalos para usar como meio de transporte
  • Tem uma reserva de munições para as suas armas que durem uma geração (+/- 10.000 por arma)
  • Tem peças de substituição para todas as suas armas, no caso de estas avariarem
  • É capaz de produzir o seu próprio combustível (bio-diesel, álcool)
  • Provavelmente, tem um sistema de energia solar completo e com baterias de grande capacidade
  • Existe uma fonte natural de agua, para abastecimento da casa e regadio da horta ou quinta
  • Tem um negócio em casa, que gera receitas financeiras
  • Pode fazer novas construções, e fazer reparações e melhoramentos nas existentes
  • Produz comida em excesso, para poder doar ou vender
  • Possui uma segunda casa para uma evacuação total (como uma cabana na montanha)
  • Está preparado para efectuar pequenas cirurgias ou fazer um parto em casa
  • Ter armazenado ouro e prata para fazer trocas
  • Ser capaz de fabricar a sua própria roupa (de lã virgem ou algodão, com uma roca e um pequeno tear)
Traduzido do blog Survival5x5.com

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Leitura obrigatória - "Patriots" de James Wesley Rawles


          Comecei a ler o livro Patriots - independentemente do desenrolar da novela ser ou não interessante (vamos ver) aquilo que li é um verdadeiro Manual (manancial) de sobrevivencialismo. Já comecei a riscar (sublinhar ) o livro todo... e estávamos "ligeiramente" errados sobre a durabilidade e conservação dos combustíveis (gasóleo tem que ser do mais rasca - pode chegar a 8 ou 10 anos....) E quantas outras coisas que vêm ao encontro do que já abordamos e temos realizado. Leitura obrigatória para todos. Encontramos no livro muitas referências sobre os livros do lendário Kurt Saxon, pai do sobrevivencialismo moderno (o próprio termo survivalism foi cunhado pelo mesmo) e figura extremamente carismática e polémica. Ao contrário de Rawles, quase todos os livros de Saxon abordam os aspectos práticos do sobrevivencialismo, desde a construção de abrigos improvisados e métodos de conservação de alimentos, ao fabrico artesanal de armas, munições e explosivos - Outro manancial de informações úteis para os sobrevivencialistas e leitura obrigatória!


LINK - PATRIOTS PDF EM ESPANHOL
LINK TORRENT - THE POOR MAN'S JAMES BOND, Kurt Saxon - Todos os volumes em inglês

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Porque sou um sobrevivencialista ?

Nestes tempos dificeis, de incertezas, agitação económica e social, onde a precariedade e falta de emprego é uma constante, a maior forma de sobrevivencialismo é aquela que é praticada todos os dias, por pura necessidade. E, infelizmente, isto tende a aumentar.
Este é um testemunho impressionante... vale a pena ouvir, e reflectir.



fonte: canal youtube Guiadosobrevivente

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Questões e respostas típicas sobre mochilas de fuga (BoB)

Este vídeo demonstra uma típica conversa dos iniciados em sobrevivencialismo que preferem o caminho mais fácil para aprender as técnicas de sobrevivência, apresentando ideias desconexas e fantasiosas acerca da prática. Além de uma piada, serve como um pequeno aviso para que não sejamos como ele.



Fonte: http://sobrevivencialismo.com

domingo, 7 de outubro de 2012

Actividade de campo / Construção Rocket Stove

Mais uma actividade de campo, desta vez em dia de aguaceiros e chuva.
Aproveitamos parte do dia para fazermos uns Rocket Stoves, em diversos tamanhos, para os participantes.

segunda-feira, 4 de junho de 2012

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Reflexões sobre o Sobrevivalismo - 3ª Parte

      Já sabemos que a água é de primordial importância mas provavelmente
numa situação de colapso económico esta não irá faltar nas torneiras,
ou dito de outra forma, pensamos que haverá mais risco de esgotarem
mais depressa os bens alimentares, o combustível (incluindo o gás de
nossas casas) e depois a electricidade, e aí sim parará de circular a
água em nossas torneiras.
      No entanto é de primordial importância termos água potável em
abundância na nossa reserva de sobrevivência. Não devemos esquecer ter
outra reserva para lavar as mãos e despejar na sanita.


     A nossa dispensa deve estar abastecida com alimentação suficiente para
um mês, o que é pratica normal “na maioria” dos lares, mas atenção
para não confundirmos a nossa habitual dispensa com a nossa reserva de
sobrevivência pois esta terá uma gestão diferente, ou mais particular
se preferirem, e deve dar à nossa família, no mínimo, mais um mês de
autonomia. Ou seja, a nossa reserva básica será de dois meses de
autonomia alimentar.
Convém fazermos uma ressalva que estas situações de crise tem sempre
maior impacto no ambiente urbano onde a generalidade das pessoas vivem
nas cidades em apartamentos e dependem, na sua totalidade, das compras
que fazem no supermercado. Numa situação “banal” de greve dos
transportes as mercadorias deixam de chegar ao supermercado. Numa
crise de combustível (falha, ou vertiginosa subida de preços) a
situação será igual.
Só para recordar e terem bem a noção do que estamos a falar – Há pouco
tempo atrás um boato sobre uma presumível falha no açúcar fez, em
apenas três dias, esgotar os stocks existentes em todas as mercearias
e grandes superfícies.

As cidades são tanto mais vulneráveis quanto maior for a sua dimensão
e distanciamento das zonas produtivas rurais, acresce a isto a sua
implementação geográfica como por exemplo Lisboa que está numa zona
sismológica com antecedentes históricos catastróficos.
As convulsões sociais são outro factor importante a ter em conta,
basta recordar-nos dos recentes tumultos em Londres que puseram a
capital inglesa a ferro e fogo. Perante toda a vaga de vandalismo e
assaltos onde as instituições estatais (policia…) se mostraram
impotentes, a noticia, a reter, que nos chegou foi de que num bairro
onde havia uma comunidade etnicamente homogénea (a turca), os seus
habitantes uniram-se e armaram-se para defender os seus negócios, as
suas casas, e suas famílias. A turba anárquica viu-se assim
confrontada com uma resistência “instantaneamente” organizada e teve
de recuar.
Em Portugal as coisas poderão ser um pouco diferentes mas os habituais
acontecimentos de vandalismo, arrastões, e assaltos vários em tempos
de paz faz-nos ter uma ideia do que poderemos esperar numa catástrofe,
sobretudo em Lisboa onde o tão bem apregoado cosmopolitismo da capital
(como em Londres) por determinados sectores, pode facilmente
converter-se no maior pesadelo após uma catástrofe natural.
No entanto poderemos dizer que, excluindo a Grande Lisboa, no resto do
território nacional uma situação de verdadeira crise terá efeitos
menos malignos.


       Há dias quando conversávamos entre nós sobre esta temática um
companheiro nosso saiu-se com uma frase interessante, porque
verdadeira e porque nos mostra um caminho senão mesmo a solução:
- Aqui toda a gente é da terra!
Ou seja uma grande parte da população não é (só) das cidades. São
migrantes no seu país e deixaram família, casa, e quinta, lá na terra
o que pode sempre funcionar como uma espécie de BAD (Base Autónoma
Durável) para onde poderemos ir e recomeçar.
Quem não “é da terra” é bom que comece a pensar no seu BAD.

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Reflexões sobre o sobrevivencialismo - 2ª parte

Os recentes tumultos nos supermercados Pingo Doce após uma campanha de saldos de 50%, levou-nos a reflectir melhor sobre o país onde vivemos, os nossos (des)governantes, empresários, vizinhos, etc. (…) Deveríamos aproveitar para fazer uma análise a nós próprios em relação com o que nos rodeia.



Não é novidade que qualquer promoção aumenta o interesse do consumidor, vimos isso na época de saldos e nas imagens que nos vêm igualmente do estrangeiro quando uma grande loja promove o dia de abertura de saldos. Digamos, portanto, que é um filme já visto. A situação aqui teve todo este impacto porque as pessoas não foram comprar roupas mas sim, essencialmente, alimentos, os chamados produtos de primeira necessidade, ou seja; coisas para encher a barriga.

O grande impacto mediático foi precisamente esse: prateleiras de supermercados “saqueadas” por uma população em “fúria”. Uma imagem de um país em estado de sítio com os seus “eleitores” a tentarem fazer pela vida num desordenado salve-se quem puder. Daí podemos depreender, como sobrevivalistas, aquilo o que nos esperaria num cenário catastrófico.


Nós sabemos que cada pessoa teve a sua particular razão para passar por aquela confusão e esperar de quatro a seis horas para chegar às caixas e pagar. Da mesma forma se espera em enormes filas nas bombas de gasolina para abastecer com desconto os carros, e vimos lá viaturas de todas as marcas e modelos.

Será a “nossa” eterna mentalidade de pobre…? Não! Neste caso, genericamente, é mesmo pobreza, á qual se tem associado, de forma alarmante, uma nova.


 - Nada é garantido, nada é seguro, e o emprego para a vida e a subsequente reforma passaram a ser frases humorísticas. E como o humor e a piada são provavelmente a maneira mais camuflada de “justificar” o mal nós vamo-nos rindo com os bobos da corte, seus colegas “jornaleiros”, e formadores de opinião.

Concluindo por hora – O que todas estas situações têm vindo a reflectir é a total desconfiança na chamada classe politica. Ou será "pulhitica"?

O futuro é incerto e cada vez mais os Homens de bem e de palavra precisam de seus iguais. Os Espartanos auto denominavam-se homoici, quer dizer, os semelhantes, os iguais; ou, melhor ainda, os homogéneos, unidos pela filia… a camaradagem.

sábado, 28 de abril de 2012

Algumas Reflexões...

Este texto é o início de algumas reflexões que pretendemos levar aos nossos amigos e leitores com alguma periodicidade e pretende ser o pequeno grito de alerta para pessoas diferenciadas que se preocupam com o seu futuro, da sua família, dos seus amigos, e da sua comunidade. 
Começamos por não fazer nenhuma resenha ou introdução sobre survivalismo pois uma consulta pela net vos colocará, com certeza, a par de suas “origens modernas” – Guerra Fria, apocalipse nuclear, etc.

Vamos directos ao assunto para poupar tinta…

 Chegados a este ano de 2012 que muitos vêm como o possível “fim do mundo” (alguns assim o crêem na verdade), é inevitável que o mais cego dos cegos não veja o que temos no presente e o que nos espera no futuro.
 
A modernidade com todas as suas utopias de paraísos na Terra levou o planeta a beira do caos.
O emprego ou trabalho para todos, deixou de ser um dado adquirido.
 
Como o próprio paradigma se alterou e irá ser totalmente suplantado, e muito provavelmente, o sistema capitalista vigente irá provar do seu próprio veneno, quando a máquina suplantar “completamente” o homem, fazendo por este (homem) a esmagadora maioria do seu trabalho: nas fábricas, no campo, nas escolas, etc, e quem sabe até nos parlamentos - aqui com certeza que não seria preciso muito para as coisas correrem melhor tendo em atenção o material humano que por lá se passeia. 

Esta é portanto uma possibilidade séria de futuro – milhões de pessoas sem ocupação (mas com tempo para elas, dirão os mais optimistas) e portanto sem dinheiro.

Outra possibilidade é o colapso de todo o sistema financeiro – e aí lá se vão as máquinas, a energia, a vida (moderna), tal qual a conhecemos, e teremos então milhões de pessoas a tentar salvar-se como puderem.

Existem outros cenários, alguns muito próximos destes apontados, pois não podemos excluir a movimentação de grandes massas humanas para fora das suas regiões naturais, como acontece frequentemente no continente africano, e mais preocupante para nós, as migrações de África e da Ásia para a Europa.

Associado a isto mencionamos também os fundamentalismos religiosos e deixaremos para outra altura - os mais que certos ataques de zombies (estamos a brincar).

Bem! O que fazer? Pergunta-se.

- 99% terá a normal atitude
– Não fazem nada pois acham que alguém o fará por elas.
- Curtir ao máximo enquanto se pode.
- Ir para um convento.
ou
-pensar como um survivalista e preparar-se, tentando minimizar para si e para os seus, os riscos de um mais que provável colapso.   

De momento só lhe vamos adiantar aquilo que para nós é de extrema importância – ninguém sobrevive sozinho por mais bem equipado que esteja. O sentimento de pertença e de Comunidade tem que ser levado muito a sério, treinado e posto em prática.

Mas também cada vez mais deve ser cultivado o distanciamento com o efémero, decadente e catastrófico mundo moderno e procurar viver Tradicionalmente.

Viver de forma Tradicional não significa voltarmos a tempos demasiado remotos no que concerne a técnicas e práticas (embora as devamos exercitar) mas sobretudo mudar de atitude recuperando a nossa AUTONOMIA, que não é mais que o verdadeiro controlo da Nossa Vida.