quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Plantas medicinais: Dente-de-leão (Taraxacum officinale)

O dente-de-leão, planta tão indesejada do ponto de vista agrícola e disseminada por todo o país, possui características medicinais e nutritivas bastante interessantes que, embora fazendo parte da sabedoria tradicional de outrora, com o passar do tempo caíram no esquecimento.

Esta planta é frequentemente encontrada em locais perturbados pelo Homem como campos agrícolas cultivados e incultos, caminhos, baldios, jardins, etc.

As suas folhas são ricas em vitamina A, vitaminas do complexo B, vitamina C e D, assim como cálcio, ferro e magnésio.

Podem ser utilizadas verdes em saladas e sandes (neste caso costuma-se utilizar as folhas mais jovens já que as mais velhas são amargas), mas também podem ser cozidas em sopas.
As raízes, se moídas e torradas, podem ser usadas como um substituto do café sem cafeína (café de dente-de-leão).  As flores podem ser usadas na produção de vinhos.

Em medicina, a planta foi tradicionalmente utilizada como diurético (remoção de excesso de excesso de fluídos) e no tratamento de problemas de digestão associados ao fígado e vesícula biliar.
Tem, também, efeito laxante, estimula o apetite e pode ajudar a baixar a pressão sanguínea.

Efeitos secundários: é raro ocorrer reacções alérgicas.
No entanto, pode causar diarreia, dor de estômago e baixar o nível de açúcar no sangue.

As folhas e flores do dente-de-leão podem ser colhidas da Primavera ao Outono.
A colheita das raízes deve ser feita no Inverno, quando a planta se encontra dormente em estado de roseta e, portanto, com o máximo de reservas energéticas armazenadas nas raízes.


sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Usar o Poncho como abrigo

O Poncho é um item que consideramos de grande importância para actividades ao ar livre, assim como no Bug Out Bag ou até no EDC (se houver espaço).

Existem muitos tipos de poncho e de diversos materiais, mas os que nós preferimos (e usamos) são do tipo militar,  que têm maior resistência e anilhas nos cantos e lados, não esquecendo o facto de ser leve, compacto e que cabe em (quase) todo o lado.
Marcha do Grupo Legio (usando poncho em dia de chuva)




Nós gostamos de equipamentos multi-uso, porque podemos usa-los com mais do que uma finalidade, e o poncho é um exemplo disso.
Além do uso normal para proteger da chuva, podemos utiliza-lo como abrigo (tarp), como cobertura para, por exemplo, manter madeira ou equipamentos secos, e muitos mais usos...

Sendo de utilização muito facil e pratica, porque se coloca sobre as roupas que temos, uma das suas vantagens, no uso normal, é também proteger a mochila da chuva.

Iremos aprofundar mais sobre como usar o poncho como abrigo (tarp), e para isso veremos em seguida, algumas formas de montar e usar em várias condições.

Se ainda não tem um poncho, está na hora de o adquirir... se precisar de alguma informação ou ajuda para o escolher, basta contactar-nos.

Tipo 1
Dormir, Abrigar da chuva, Abrigar do sol
Não adequado para vento moderado, Não adequado para chuva moderada.


















Tipo 2
Dormir, Abrigar da chuva, Abrigar do sol
Não adequado para vento forte, Não adequado para chuva forte

















 

Tipo 3

Dormir, Abrigar da chuva, Abrigar do sol
Para vento fraco,  Sem chuva

















Tipo 4
Dormir, Abrigar da chuva, Abrigar do sol
Não adequado para vento forte, Não adequado para chuva forte, Funciona bem com tempo frio.

















Tipo 5
Abrigar da chuva, Abrigar do sol
Não adequado para vento moderado, Não adequado para chuva moderada

















Tipo 6
Dormir, Abrigar do sol
Para vento fraco, Sem chuva


















Tipo 7
Dormir, Abrigar da chuva, Abrigar do sol
Para vento forte, Para chuva forte
 









segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Culturas sobrevivencialistas – Couve-Galega

No que diz respeito à agricultura num contexto sobrevivencialista, a escolha de culturas a plantar é uma
decisão algo subjectiva.
No entanto, nesta selecção deve-se ter em conta determinados parâmetros, nomeadamente a rapidez de crescimento das plantas, a resistência e adaptabilidade a condições adversas (como presença de pragas/agentes patogénicos ou escassez de nutrientes e água), e a sua capacidade nutritiva e facilidade de conservação.

Uma planta que reúne de forma fantástica estes factores é a couve-galega.
De todos os vegetais, a couve-galega (tal como as outras variedades de couves de folhas) é a que contém as concentrações mais elevadas de fitonutrientes, especialmente carotenoides, luteína e zeaxantina.
É, também, uma fonte importante de vitamina A, cálcio e ferro.

Para além de se tratar de um vegetal altamente nutritivo, é bastante fácil de cultivar, preferindo temperaturas algo baixas e podendo resistir a ligeiras geadas.
Consegue desenvolver-se bem mesmo nos períodos mais frios do ano, letais para a maioria dos outros vegetais, chegando a resistir a temperaturas de -10ºC.
É pouco exigente em termos de textura e estrutura do solo mas, naturalmente, quanto mais rico o solo, melhor será a produtividade. Assim sendo, gosta de solos ricos em azoto e matéria orgânica.
Convém, ainda, assegurar uma drenagem adequada para não deixar o solo encharcado. Outro aspecto importante consiste na sua resistência a pragas e doenças, sendo a lagarta da borboleta-da-couve a praga mais problemática.

A couve-galega é frequentemente usada em sopas (como o caldo verde) mas pode ser servido como
esparregado ou fresco em saladas, especialmente se se tratarem de folhas jovens.
Pode também ser usada na alimentação de suínos, galináceos e outros animais de quinta.
Conserva-se facilmente por congelação ou desidratação.

Sementeira: Geralmente, semeia-se no fim de Abril ou início de Maio.
No entanto, em clima ameno, a sementeira pode ser efectuada em qualquer época do ano. Esta pode ser feita a lanço directamente na horta mas é conveniente semear em linhas com um espaçamento entre linhas de cerca de 50cm e um espaçamento entre plantas de cerca de 30cm, para garantir uma maior produtividade. As sementes devem ser colocadas a cerca de 1cm de profundidade.
Também é possível semear em sementeiras primeiro, fazendo posteriormente uma transplantação para a horta quando as plantas possuírem 4 a 5 folhas verdadeiras. Deve-se evitar realizar esta operação no período mais quente do dia. Convém fazer uma irrigação logo após o processo de transplantação.
Aquando da sementeira/plantação, é vantajoso que o solo se encontre bem estrumado.

Manutenção: controle as infestantes (ervas daninhas) regularmente.
Tal pode ser feito facilmente com uma enxada caso não se trate de uma cultura bastante extensa. Deve-se manter o solo húmido mas garantindo uma adequada drenagem para não o deixar encharcar. Solos encharcados favorecem o aparecimento de doenças.
É importante monitorizar regularmente o estado sanitário das folhas, removendo as lagartas presentes.
Adicionalmente, poder-se-á fazer uma adubação azotada de cobertura, visto estas plantas gostarem de solos ricos em azoto.

Colheita: deixe a couve-galega até realmente precisar dela, isto é, nos períodos em que não houver mais alimento disponível na horta.
Devido à sua resistência, a couve-galega sobreviverá mesmo em períodos letais para a generalidade dos outros vegetais. As folhas podem ser colhidas progressivamente ao longo do tempo.

Em condições óptimas, esta planta pode produzir durante alguns anos.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Cuidado com os contadores EDP "inteligentes"

Já ouviram falar dos “contadores inteligentes” que a EDP quer instalar nas nossas casas?

Leiam esta informação da EDP:
“Contadores inteligentes substituem os contadores tradicionais, facilitando a comunicação bidireccional entre consumidores e a empresa que presta os serviços.
Subestações digitais e outros equipamentos passam a ser geridos através de um sistema de controlo de informação remoto e centralizado.
As redes inteligentes são, sem dúvida, o futuro da distribuição de energia eléctrica em Portugal.”
 
( http://www.edpdistribuicao.pt/pt/rede/InovGrid/Pages/RedesInteligentes.aspx )

Então agora… Vejam este curto video legendado em Português.

Os futuros contadores de electricidade Inteligentes?
Talvez até "inteligentes" demais...

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Treino: o mais importante item do “equipamento” de sobrevivência

Treino de fogo do Grupo Legio

Gastar “pipas” de dinheiro com o equipamento melhor e mais recente, é algo que muitos fazem nesta área.  Atenção, não nos interpretem mal, nós também gostamos de bom equipamto.

Mas o problema, é que não vemos muitos a  gastar dinheiro ou esforço na sua formação e conhecimento sobre o seu equipamento.
Quando dizemos formação, não nos referimos apenas especificamente a participar de cursos (embora o recomendemos).  Acreditamos que a experiência é tão importante quanto o treino.
 
Quando nos defrontamos com uma situação que tinhamos enfrentado antes, geralmente sabemos como lidar com ela. Por quê? É claro, porque já lidamos com ela anteriormente.

Muitas pessoas pensam que quando se depararem com uma nova situação, irão conseguir e obter as competências para se “safar”.  Mas como já muitos se aperceberam, não é assim que se passam as coisas.
Realisticamente, irá recorrer ao seu nível de formação para enfrentar e tentar ultrapassar essa situação com os conhecimentos e experiencias que possui.


Marcha do Grupo Legio na Serra do Alvão
Vejamos isto sob um ponto de vista fisico.
Acredita que será capaz de fazer uma saída de emergência (bug out)  a pé de 40 km carregado com tudo o necessário, para chegar ao seu local preparado para esse fim ?

Temos a certeza de que existem muitas pessoas por aí que acreditam que conseguem.
Mas nós duvidamos…

Sempre haverá quem deixe que umas fantasias (ou visto na tv) leve a melhor sobre as suas reais capacidades.
Se nunca se esforçou e treinou para obter essa a capacidade física, muito provavelmente isso não irá  acontecer se alguma vez se tornar real a necessidade de tal saída.

Existem intermináveis recursos de sobrevivência online, e pode passar horas e horas a ver o grande número de "especialistas de sobrevivência" no YouTube.
Se está apertado de dinheiro, e essa é a única opção que tem, então é melhor do que nada.
Mas mesmo assim, nós incentivamo-lo a  sair e a praticar essas habilidades e a ganhar essa "experiência”, e a boa noticia é que pode faze-lo por pouco dinheiro.
Ao tentar e errar fazer algo é que pode aprender como fazê-las correctamente.
Um exemplo disto é o fogo por fricção. Provavelmente vai falhar muitas vezes antes de o conseguir fazer, mas a experiência irá ajudá-lo a conseguir noutras situações.

Se tem algum dinheiro para gastar, pode iniciar formação nas seguintes áreas:
• Sobrevivência (abrigos, fogo, agua, etc)
• Defesa pessoal (ou seja, Karate, boxe, etc ...)
• Jardinagem / Hortas /  Plantas medicinais

Algumas dessas competências  pode obtê-las com amigos, já para outras  terá que frequentar cursos.
Por principio, dinheiro em (boa) formação, é bem gasto.
Vai notar o quanto irá subir o nível das suas competências e experiencias.

E não esqueça -> Treino: o mais importante item do “equipamento” de sobrevivência


sábado, 24 de janeiro de 2015

Cientistas: Relógio do Juízo Final está cada vez mais próximo da meia-noite

O comité do Boletim de Cientistas Atómicos alertou, na quinta-feira (22-Jan-20015), para as ameaças à humanidade, como a guerra nuclear e as alterações climáticas, e adiantou os ponteiros do relógio do 'Juízo Final' para três minutos antes da meia-noite.

O relógio, que é uma imagem figurada em que a meia-noite representa o final, converteu-se num indicador universalmente reconhecido da vulnerabilidade do mundo às ações do homem e ao avanço da tecnologia.

A directora executiva do Boletim, Kennette Benedict, indicou, durante uma conferência de imprensa, em Washington, que a modernização das armas nucleares e o aquecimento global representam uma ameaça "extraordinária e desigual" para a existência da humanidade.

"A probabilidade de uma catástrofe global é muito alta", advertiu o grupo de cientistas, que inclui 17 Prémios Nobel, que se reúnem anualmente para avaliar o dano que a ação do homem pode causar ao planeta.

Os cientistas indicaram que os líderes mundiais falharam na redução dos arsenais nucleares para um nível necessário que garanta a segurança dos cidadãos perante uma hipotética catástrofe nuclear.

Pelo contrário, países como a Índia, o Paquistão ou Israel continuaram a investir na modernização das suas armas nucleares, indicou Sharon Squassoni, membro do programa de prevenção da proliferação do Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais, que destacou que os EUA e a Federação Russa ficaram aquém do necessário para reduzir os respetivos arsenais.

O grupo entendeu também que não se fez o suficiente para evitar o aquecimento global, que pode elevar a temperatura média do planeta entre três e oito graus centígrados até ao final do século, algo que, assegurou, será "catastrófico" para a Terra.

A gravidade destes perigos levou os cientistas a adiantar o relógio em dois minutos, dos cinco em que tem estado nos últimos três anos.

Os cientistas pediram aos políticos e aos cidadãos que tomem medidas quanto antes porque, fundamentou um investigador da Instituição Scripps de Oceanografia, da Universidade da Califórnia, Richard Somerville, "ainda não é tarde para agir no combate às alterações climáticas, mas as oportunidades [também] acabam".

Este cientista acrescentou que as alterações climáticas "não têm nada que ver com política ou ideologia, mas sim com as leis da química, da física e da biologia", as quais, sublinhou, "não são negociáveis".

Somerville disse ainda que a ciência já demonstrou "amplamente" que a ação humana é a causa do aquecimento global e alertou que a falta de recursos naturais, como a água devido a secas, pode ser um fator de agravamento de conflitos internacionais.

Desde que foi criado, em 1947, o relógio já foi ajustado 18 vezes.
A última vez que o relógio foi alterado foi em janeiro de 2012, quando avançou um minuto dos seis para os cinco para a meia-noite.
A vez em que esteve mais perto da meia-noite foi em 1953, quando os EUA e a então União Soviética estavam a desenvolver a bomba de hidrogénio.
Ao contrário, as mudanças políticas na Europa de Leste permitiram que os ponteiros fossem afastados da meia-noite para os 17 minutos, em 1991.

Fonte: noticiasaominuto.com (agencia Lusa)

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

O Homem Cinza (Gray Man)


O “Homem Cinza” é, essencialmente, uma pessoa que pode “desaparecer” numa multidão e movimentar-se de forma  despercebida.
É alguém que, por exemplo, não entabula conversas, que não pára uma outra pessoa para lhe dizer que perdeu algo, ou seja, não chama a atenção sobre si.

Algumas  pessoas têm a ideia errada de que o Homem Cinza não pode usar vestuário do tipo táctico. Existe alguma verdade nisso, mas o conceito vai muito mais além.

O objectivo principal é para não criar estímulos para aqueles que o rodeiam. Se isso acontecer, pode fazer com que de alguma forma se destaque e alguém se lembre de si.
Na próxima vez que entrar numa loja, restaurante, etc, atente que há pessoas em que não se repara, que passam despercebidas, a quem não se presta atenção.  Eles são completamente “cinzentos” e não transmitem qualquer sinal de ameaça.  Este é o “Homem Cinza”.

Como podemos fazer isso?

• Não usar qualquer tipo de logotipo, seja daquela marca famosa, de clubes desportivos, da empresa onde trabalha, etc. O ideal seria estar "higienizado", isto é, não ter qualquer material de identificação nas roupas ou equipamentos. Por exemplo, se estiver a usar um boné do seu clube de futebol, alguém pode se também um fã, observá-lo (a criação de estímulo) e pode até mesmo iniciar uma conversa. O que seria o pior cenário possível de falhanço para o “homem cinza”.

• Vista jeans, calças clássicas, polos normais, t-shirt, camisas, etc em cores neutras. Evite as calças militares, serão notadas. Não vista nada chamativo ou exótico. Basicamente, quer-se um estilo “normal”, daqueles que nunca saem de moda.  Estes principios, é claro, aplicam-se igualmente ao calçado.

• Vista-se para a ocasião., ou seja, para onde vai e para o que vai fazer.

• Use roupas de acordo com a época do ano,

• Não estabeleça contacto visual e ande num ritmo normal.

• Não use penteados do ultimo estilo da moda. Com um corte de cabelo extravagante não irá conseguir passar despercebido, mesmo com roupas “normais”.

 • Para as senhoras: Evitem roupas reveladoras que podem chamar a atenção dos homens.

• Lembre-se sempre de nunca parecer ameaçador.

No entanto. para alguns ser um "Homem Cinza" pode ser uma tarefa mais  difícil.
Se, por exemplo, a sua altura sobressai da média, tem excesso de peso, é excessivamente musculado, tem cicatrizes que se vejam, marcas de nascenças, provavelmente irá ser notado e lembrado.

Num próximo artigo iremos aprofundar este assunto do “Homem Cinza”.