terça-feira, 10 de março de 2015

Cultivo de cogumelos



O cultivo de cogumelos é uma boa escolha para quem estiver interessado em auto-suficiência e possuir espaço livre dentro de casa ou armazém.
Os cogumelos têm um teor mineral superior ao da carne e contêm mais proteína do que qualquer vegetal com a excepção de certos tipos de leguminosas. 
Outro aspecto positivo na produção de cogumelos (como complemento a uma horta) é a possibilidade de usar resíduos vegetais provenientes da horta como composto para o crescimento dos cogumelos.

Clima
Em tempo quente, pode-se cultivar cogumelos ao ar livre ou dentro de casa sem aquecimento artificial. Durante o Inverno, é necessário garantir uma temperatura ambiente superior a 16ºC. Nunca se deve deixar os cogumelos expostos à luz directa do sol.

Tratamento do substrato
A maioria das espécies de cogumelos cultiváveis podem ser produzidas em composto. No entanto, no caso de algumas espécies como o Shiitake é necessário usar troncos como substrato sendo o processo de cultivo algo diferente.
O cultivo de cogumelos em composto pode ser feito em canteiros, caixas, sacos ou outros recipientes. O método apresentado de seguida consiste no cultivo de cogumelos em caixas usando composto.

Cultivo de cogumelos em caixas
São necessárias caixas com, idealmente, 75cm de comprimento, 25 a 40cm de largura e 10 a 25cm de profundidade. Numa pilha de caixas, deve-se deixar pelo menos 15cm de espaço entre o topo de uma caixa e a base da outra.
É também importante que haja cerca de 10 a 15 furos na base de cada caixa. Caixas de madeira de cedro são bastante boas mas também pode usar outros materiais como fibra de vidro.


Produzir o próprio composto para uma área de cultivo de cerca de 6m2 não é difícil.
Espalhe quatro fardos de palha de trigo em camadas, encharcando-as completamente com água.
Nos 2 dias seguintes, vá deitando mais água ocasionalmente de forma a garantir que a palha se encontre saturada. 
Vai necessitar, também, de 3kg de gipsita (pedra de gesso), 13kg de estrume de galinha e, opcionalmente, 7kg de activador de compostagem (acelera o processo de compostagem).
Quando a palha estiver completamente molhada, espalhe parte desta numa camada de 30cm de espessura numa área de 1,5m2. Espalhe sobre esta camada 1/5 da quantidade total de gipsita, estrume de galinha e activador.
Repita o mesmo processo até obter uma pilha de 6 camadas (1,80m). Se a pilha se encontrar no exterior, cubra-a com um plástico.
Passados 3 a 4 dias, a temperatura no interior da pilha deverá situar-se por volta dos 70ºC. Deixe-a repousar mais 2 dias e depois revire-a de forma a que a parte mais superficial se desloque para o meio da pilha.
Se alguma parte da pilha parecer seca neste reviramento, regue um pouco, apenas o suficiente para humedecer sem que se perca nutrientes importantes. Quando fizer o reviramento da pilha, reconstrua-a com bastante cuidado.
Espere mais 6 dias e revire novamente. Evite regar.
Caso haja zonas mais secas na pilha, adicione uma quantidade mínima de água. Passados mais 4 dias, revire novamente. Se o composto parecer demasiado húmido, adicione mais gipsita.
Espere mais 6 dias e o composto estará pronto.

Inoculação
No final deste processo de compostagem, o composto deve estar consideravelmente seco. Deve consistir em pequenos pedaços de palha apodrecida mas não deve estar pegajoso. Encha completamente cada caixa com o composto, premindo-o bem de forma a ficar compacto.
De seguida, irá precisar de inóculo (semente) dos cogumelos a cultivar. (É usual comprar-se o inóculo, já que a sua produção é um processo algo delicado, devendo ser feito em condições de assepsia de forma a evitar contaminações. Visto se tratar de um tema mais complexo, a produção de inóculo de cogumelos não irá ser abordada aqui.)
Espalhe inóculo em grão ou serradura sobre o composto e cubra com folhas de jornal húmidas.

Manutenção
Até 2 semanas depois da inoculação, deve garantir que a temperatura não desce abaixo dos 16ºC; se se mantiver acima dos 20ºC, ainda melhor. Por outro lado, tenha cuidado para não sobreaquecer. Temperaturas acima dos 32ºC poderão matar o inóculo. Após 3 semanas, poderá começar a ver filamentos brancos do micélio dos cogumelos a crescer no composto. Nesta fase, adicione uma camada de 2-3cm turfa bem humedecida sobre o composto e pressione-a suavemente. Os cogumelos deverão aparecer 3 semanas mais tarde. Dê-lhes um bocado de água e mantenha a temperatura entre 16 e 18ºC.

Colheita
Para colher basta torcer a base do pé do cogumelo e puxar para cima.
Quando parecer que a produção de cogumelos parou, tente-a forçar aplicando uma solução salina diluída. No final, despeje o composto na pilha de compostagem, lave as caixas com uma solução de formaldeído e deixe as caixas ao ar livre durante várias semanas antes de as voltar a usar.

terça-feira, 3 de março de 2015

Urina como recurso para a sobrevivência



 
A urina pode ser útil em situações de sobrevivência. Duas das suas principais utilidades podem ser como um colírio de emergência ou como fertilizante para plantas. A urina tal como sai da uretra é uma solução estéril (a menos que haja alguma infecção na bexiga, rins ou trato urinário) e salina com um pH que ronda os 6 (entre 4.8 – 8.5).    
Isto possibilita a sua utilização como um colírio perfeitamente satisfatório em situações nas quais a água encontra-se indisponível ou é de qualidade questionável. No entanto a urina contém nutrientes que podem favorecer o desenvolvimento de organismos potencialmente prejudiciais, pelo que os olhos devem ser enxaguados com uma solução de ácido bórico ou outro tipo de colírio assim que seja possível.
O volume de eliminação de urina está entre 600 – 1,600 ml/24 horas e cerca de 55 -70 gramas/24 horas de sólidos totais.
Os electrólitos típicos por 24 horas são:
Sódio                                                  130-260 mEq
Cloreto                                               110-250 mEq
Potássio                                               25-100 mEq
Cálcio                                                  100-250 mg.
Magnésio                                              15-300mg.
Fósforo inorgânico                                 9-1.3 g.
      Componentes que contém Azoto
Amónia                                                    20-70 mEq
Creatina                                                   0-100 mg.
Creatinina                                                .8-1.9 g.
Proteína                                                   10-150 mg.
Ureia nitrogenada                                    6-17 g.
Ácido úrico                                                .25-.75 g.
Isso não parece suficiente, mas experimente pegar ¼ de urina e adicionar 3 ou 4 quartos de água e despejar em alguma relva que não foi previamente fertilizada, apenas uma vez, e o resultado será surpreendente. Não use urina sem diluição, porque as doses elevadas de nitrogénio “queimarão” as plantas. Uma vez que a urina é rica em azoto, pode ser adicionada numa pilha de compostagem que seja rica em carbono, mas pobre em nitrogénio.
            Em condições absolutamente desesperadoras a urina pode ser utilizada como bebida, se estiveres com pouca água e em risco de desidratação. Isso não deve ser levado a extremos, mas há seitas religiosas na India que recomendam que as pessoas bebam a própria urina uma vez por dia por razões místicas e não parecem sofrer nenhum efeito negativo. Não cremos que te vás beneficiar das alegadas “vantagens místicas” disto, mas sem dúvida será mantido vivo. É desnecessário dizer que você não poderá depender unicamente de urina para a reposição de líquidos por um longo período de tempo, uma vez que a urina contem substâncias residuais…
            De qualquer forma, a urina pode ser usada para prevenir a desidratação, do mesmo modo que a água do mar ou outras águas salinas ou contaminadas. Você poderá usar água não-potável para arrefecer a sua pele reduzindo a perda de líquidos pela transpiração. Quando a desidratação for iminente, use água salgada para arrefecer a sua pele e roupas.
A frase “racione o seu suor, não a sua água” é a ideia aqui. Cada copo de água que puderes evitar que se perca é tão bom quanto um copo de água adicional que você bebe para se manter adequadamente hidratado.

Autor desconhecido


                                              

           



segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Biscoitos de Sobrevivência

Esta é uma receita já há muito tempo usada pelos marinheiros em longas viagens, e mesmo por militares, por exemplo, na Guerra Civil Americana.

Conhecido como hardtack (biscoito duro) ou ship’s biscuits (biscoitos de navio), numa referência ao local onde eram bastante usados.
O facto de ser “duro” também é algo que define bem este alimento, que tem uma dureza incomum para algo a ser comido.

Iremos ver como se prepara este tipo de biscoito, que apesar da sua preparação muito simples, é extremamente durável.
Pensa-se, que mesmo passados 50 anos, o biscoito  permanece em condições de ser consumido (desde que armazenado correctamente).

Como é compreensível, tanto os ingredientes como a preparação deste biscoito sofreram várias alterações ao longo dos anos. No entanto, a sua essência continuou a ser a mesma, sendo que as modificações ficam por conta das quantidades e métodos de preparação.

Receita Original

Ingredientes
•    3 copos de farinha de trigo
•    1 copo de água (fria)
•    2 colheres sobremesa de sal

Modo de preparação
•    Numa tigela, juntar todos os ingredientes e misturar bem até que se forme uma massa seca e uniforme
•    Formada essa massa, coloca-la sobre uma superfície e, com a ajuda de um rolo de massa (ou algo alternativo, como uma garrafa de vidro limpa), esticá-la para que fique com aproximadamente 1 centímetro
de espessura
•    Com a ajuda de uma faca (ou cortador de pizza), cortar a massa pedaços quadrados (7cm x 7cm) , ou com um copo (ou similar) cortar em pedaços redondos
•    Utilizando um garfo (ou algo pontiagudo), fazer furos na massa para evitar que o ar fique acumulado dentro dela
•    Pré-aquecer o forno  a 190º
•    Levar os pedaços cortados ao forno, numa bandeja sem gordura, por 30 minutos,
•    Após esse tempo, virar os biscoitos e cozinhar por mais 30 minutos

Quando se retira os  biscoitos do forno, eles devem estar extremamente duros e de cor dourada.

A seguir é armazená-los em pacotes, bem fechados, para que durem muitos e muitos anos.

O unico cuidado a ter é com os dentes na hora de os comer :)



Também é possível fazer uma versão menos dura deste biscoito.

Ingredientes
•    4 copos de farinha de trigo
•    2 copos de água (fria)
•    2 colheres de sopa de manteiga ou margarina
•    4 colheres sobremesa de sal

Modo de preparação
•    Numa tigela, juntar todos os ingredientes e misturar bem até que se forme uma massa  uniforme
•    Formada essa massa, coloca-la sobre uma superfície e esticá-la para que fique com aproximadamente 1 centímetro de espessura
•    Cortar a massa pedaços quadrados (7cm x 7cm) , ou em pedaços redondos
•    Fazer furos na massa para evitar que o ar fique acumulado dentro dela
•    Pré-aquecer o forno  a 190º
•    Levar os pedaços cortados ao forno, numa bandeja sem gordura, por 30 minutos

Por causa da gordura adicionada, estes biscoitos têm um tempo de duração relativamente curto.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Plantas medicinais: Dente-de-leão (Taraxacum officinale)

O dente-de-leão, planta tão indesejada do ponto de vista agrícola e disseminada por todo o país, possui características medicinais e nutritivas bastante interessantes que, embora fazendo parte da sabedoria tradicional de outrora, com o passar do tempo caíram no esquecimento.

Esta planta é frequentemente encontrada em locais perturbados pelo Homem como campos agrícolas cultivados e incultos, caminhos, baldios, jardins, etc.

As suas folhas são ricas em vitamina A, vitaminas do complexo B, vitamina C e D, assim como cálcio, ferro e magnésio.

Podem ser utilizadas verdes em saladas e sandes (neste caso costuma-se utilizar as folhas mais jovens já que as mais velhas são amargas), mas também podem ser cozidas em sopas.
As raízes, se moídas e torradas, podem ser usadas como um substituto do café sem cafeína (café de dente-de-leão).  As flores podem ser usadas na produção de vinhos.

Em medicina, a planta foi tradicionalmente utilizada como diurético (remoção de excesso de excesso de fluídos) e no tratamento de problemas de digestão associados ao fígado e vesícula biliar.
Tem, também, efeito laxante, estimula o apetite e pode ajudar a baixar a pressão sanguínea.

Efeitos secundários: é raro ocorrer reacções alérgicas.
No entanto, pode causar diarreia, dor de estômago e baixar o nível de açúcar no sangue.

As folhas e flores do dente-de-leão podem ser colhidas da Primavera ao Outono.
A colheita das raízes deve ser feita no Inverno, quando a planta se encontra dormente em estado de roseta e, portanto, com o máximo de reservas energéticas armazenadas nas raízes.


sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Usar o Poncho como abrigo

O Poncho é um item que consideramos de grande importância para actividades ao ar livre, assim como no Bug Out Bag ou até no EDC (se houver espaço).

Existem muitos tipos de poncho e de diversos materiais, mas os que nós preferimos (e usamos) são do tipo militar,  que têm maior resistência e anilhas nos cantos e lados, não esquecendo o facto de ser leve, compacto e que cabe em (quase) todo o lado.
Marcha do Grupo Legio (usando poncho em dia de chuva)




Nós gostamos de equipamentos multi-uso, porque podemos usa-los com mais do que uma finalidade, e o poncho é um exemplo disso.
Além do uso normal para proteger da chuva, podemos utiliza-lo como abrigo (tarp), como cobertura para, por exemplo, manter madeira ou equipamentos secos, e muitos mais usos...

Sendo de utilização muito facil e pratica, porque se coloca sobre as roupas que temos, uma das suas vantagens, no uso normal, é também proteger a mochila da chuva.

Iremos aprofundar mais sobre como usar o poncho como abrigo (tarp), e para isso veremos em seguida, algumas formas de montar e usar em várias condições.

Se ainda não tem um poncho, está na hora de o adquirir... se precisar de alguma informação ou ajuda para o escolher, basta contactar-nos.

Tipo 1
Dormir, Abrigar da chuva, Abrigar do sol
Não adequado para vento moderado, Não adequado para chuva moderada.


















Tipo 2
Dormir, Abrigar da chuva, Abrigar do sol
Não adequado para vento forte, Não adequado para chuva forte

















 

Tipo 3

Dormir, Abrigar da chuva, Abrigar do sol
Para vento fraco,  Sem chuva

















Tipo 4
Dormir, Abrigar da chuva, Abrigar do sol
Não adequado para vento forte, Não adequado para chuva forte, Funciona bem com tempo frio.

















Tipo 5
Abrigar da chuva, Abrigar do sol
Não adequado para vento moderado, Não adequado para chuva moderada

















Tipo 6
Dormir, Abrigar do sol
Para vento fraco, Sem chuva


















Tipo 7
Dormir, Abrigar da chuva, Abrigar do sol
Para vento forte, Para chuva forte
 









segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Culturas sobrevivencialistas – Couve-Galega

No que diz respeito à agricultura num contexto sobrevivencialista, a escolha de culturas a plantar é uma
decisão algo subjectiva.
No entanto, nesta selecção deve-se ter em conta determinados parâmetros, nomeadamente a rapidez de crescimento das plantas, a resistência e adaptabilidade a condições adversas (como presença de pragas/agentes patogénicos ou escassez de nutrientes e água), e a sua capacidade nutritiva e facilidade de conservação.

Uma planta que reúne de forma fantástica estes factores é a couve-galega.
De todos os vegetais, a couve-galega (tal como as outras variedades de couves de folhas) é a que contém as concentrações mais elevadas de fitonutrientes, especialmente carotenoides, luteína e zeaxantina.
É, também, uma fonte importante de vitamina A, cálcio e ferro.

Para além de se tratar de um vegetal altamente nutritivo, é bastante fácil de cultivar, preferindo temperaturas algo baixas e podendo resistir a ligeiras geadas.
Consegue desenvolver-se bem mesmo nos períodos mais frios do ano, letais para a maioria dos outros vegetais, chegando a resistir a temperaturas de -10ºC.
É pouco exigente em termos de textura e estrutura do solo mas, naturalmente, quanto mais rico o solo, melhor será a produtividade. Assim sendo, gosta de solos ricos em azoto e matéria orgânica.
Convém, ainda, assegurar uma drenagem adequada para não deixar o solo encharcado. Outro aspecto importante consiste na sua resistência a pragas e doenças, sendo a lagarta da borboleta-da-couve a praga mais problemática.

A couve-galega é frequentemente usada em sopas (como o caldo verde) mas pode ser servido como
esparregado ou fresco em saladas, especialmente se se tratarem de folhas jovens.
Pode também ser usada na alimentação de suínos, galináceos e outros animais de quinta.
Conserva-se facilmente por congelação ou desidratação.

Sementeira: Geralmente, semeia-se no fim de Abril ou início de Maio.
No entanto, em clima ameno, a sementeira pode ser efectuada em qualquer época do ano. Esta pode ser feita a lanço directamente na horta mas é conveniente semear em linhas com um espaçamento entre linhas de cerca de 50cm e um espaçamento entre plantas de cerca de 30cm, para garantir uma maior produtividade. As sementes devem ser colocadas a cerca de 1cm de profundidade.
Também é possível semear em sementeiras primeiro, fazendo posteriormente uma transplantação para a horta quando as plantas possuírem 4 a 5 folhas verdadeiras. Deve-se evitar realizar esta operação no período mais quente do dia. Convém fazer uma irrigação logo após o processo de transplantação.
Aquando da sementeira/plantação, é vantajoso que o solo se encontre bem estrumado.

Manutenção: controle as infestantes (ervas daninhas) regularmente.
Tal pode ser feito facilmente com uma enxada caso não se trate de uma cultura bastante extensa. Deve-se manter o solo húmido mas garantindo uma adequada drenagem para não o deixar encharcar. Solos encharcados favorecem o aparecimento de doenças.
É importante monitorizar regularmente o estado sanitário das folhas, removendo as lagartas presentes.
Adicionalmente, poder-se-á fazer uma adubação azotada de cobertura, visto estas plantas gostarem de solos ricos em azoto.

Colheita: deixe a couve-galega até realmente precisar dela, isto é, nos períodos em que não houver mais alimento disponível na horta.
Devido à sua resistência, a couve-galega sobreviverá mesmo em períodos letais para a generalidade dos outros vegetais. As folhas podem ser colhidas progressivamente ao longo do tempo.

Em condições óptimas, esta planta pode produzir durante alguns anos.