quinta-feira, 28 de julho de 2016

Protecção contra as ondas electro-magnéticas (EMP)

Em 1859, uma tempestade solar provocou uma ejecção de massa coronal que atingiu a Terra.
Esta erupção é conhecida como Carrington Event.

 É frequente o Sol projectar massa coronal que, a maior parte das vezes, cai sobre si mesmo.
Por vezes esta massa escapa ao seu campo gravitacional e é lançada no espaço.
Como o próprio nome indica o espaço é uma zona essencialmente pouco preenchida, o que faz com que aquelas partículas prossigam o seu caminho sem perturbar ninguém.
No entanto, por vezes, o nosso pequeno planeta encontra-se no caminho desta massa…

Em princípio as nossas atmosfera e magnetosfera protegem-nos das mortais radiações solares. Na prática acontece que a quantidade de partículas é de tal forma elevada que consegue deformar o campo magnético terrestre deixando, assim, passar muitas partículas carregadas.

Consequências

Vamos ver auroras boreais em locais onde não é normal vê-las; vai haver perturbações nas comunicações por ondas ou, tal como em 1859, as consequências poderão ser maiores.
A tempestade (na verdade a segunda tempestade solar do Carrington Event) foi tão forte que o céu se iluminou ao ponto de ser possível ler o jornal na rua, à noite.
Mas o que nos preocupa é o impacto sobre o equipamento. Para nos situarmos melhor, o uso da electricidade em 1859 era incipiente, dava os seus primeiros passos. Contudo, em alguns países ocidentais já existia rede telegráfica.
Nessa altura as consequências foram muito perceptíveis: comunicações interrompidas, avarias eléctricas/falhas de energia, operadores electrocutados e estações telegráficas destruídas por incêndios causados pelas elevadas tensões eléctricas que se propagavam no solo.
Mas isso foi há muito…

Agora

Os equipamentos eléctricos estão omnipresentes na nossa sociedade e são essenciais ao bom funcionamento da mesma e da economia.
Se ocorresse, hoje,  uma impulsão elctro-magnética (EMP) ficaríamos ao nível da idade da pedra: sem electricidade doméstica, sem veículos a funcionar, sem comunicações, sem acesso às informações bancárias. Presumivelmente todo o equipamento informático deixaria de ter utilidade, sabendo nós como as tecnologias de informação estão em todo o lado…
Se um acontecimento de tamanha envergadura tivesse lugar, por exemplo, no continente americano seria uma verdadeira catástrofe : 90% da população morreria nos espaço de alguns meses e seria necessária mais de uma década para restabelecer uma rede eléctrica e informática semelhante à que existia previamente.

As tensões internacionais podem  tornar-se tensões electromagnéticas...

Vários países trabalham há anos em bombas EMP. A detonação de uma bomba atómica a alta altitude produzirá uma EMP à escala de um continente, mas cada vez mais as grandes potências ensaiam com bombas não-atómicas produzindo o mesmo efeito ou um efeito similar mas mais localizado.
Se acontecesse uma guerra entre as super-potências, sem dúvida nenhuma recorreriam a este tipo de armas para derrotar o inimigo sem luta, logo que um dos beligerantes percebesse que a mesma não poderia ser resolvida rapidamente ou sem grandes perdas.
Neste contexto convém saber como se preparar.
Deve-se salientar que as pilhas, em princípio, não serão afectadas pelas EMP, contanto que não estejam ligadas a um sistema (em circuito).

Gaiola de Faraday

É a única defesa possível e tem a vantagem de ser acessível.  Melhor do que isso: quase todas as casas possuem uma e é extremamente fácil de fabricar.
A gaiola de Faraday isola das correntes electromagnéticas exteriores, tudo o que se encontra no seu interior. É de grande eficácia.
As ondas circulam no ar ou no vazio mas, logo que encontram uma superfície condutora ficam presas. A ideia é, pois, criar um espaço protegido por uma superfície condutora de forma a que as ondas aí não penetrem.
Cada forno de micro-ondas é uma gaiola de Faraday, pelo menos quando lá colocamos alimentos. Esta gaiola conserva os impulsos do magneto no interior mas bloqueará os que vierem do exterior. Conserve o forno de micro-ondas avariado a fim de proteger os seus equipamentos sensíveis. Note-se, no entanto, que o forno de micro-ondas não protege das ondas cujo comprimento é menor do que o dos furos da grelha do vidro.
A razão é simples : a gaiola de Faraday protege contra os comprimentos de onda superiores ao tamanho das aberturas. No caso do micro-ondas, as aberturas são inferiores a 2mm, portanto as ondas de um comprimento menos longo que as aberturas passarão. Se a sua gaiola é hermética e feita de materiais condutores, não passará nenhuma onda electromagnética para o interior.
É possível fabricar uma a um custo muito baixo e em muito pouco tempo
 
O que se pode colocar no interior de uma gaiola de Fararay?


O que nós queremos é proteger os equipamentos importantes que sejam sensíveis, isto é, que um impulso electromagnético destruísse.
Muitos pensam colocar lá dentro os seus documentos electrónicos mais o seu portátil, o que se revela uma medida supérflua: se a informação é importante, já deverá estar na pen ou no cartão SD.  Se abrirmos e fecharmos a gaiola todos os dias para aceder ao portátil, o conteúdo estará em risco a cada abertura. Não esqueça que poderá acontecer uma tempestade solar sem nos apercebermos disso.
Poderemos lá colocar equipamentos importantes e insubstituíveis. Por exemplo discos duros com os nossos arquivos familiares (documentos digitalizados, fotos, vídeos), lanternas de emergência, velhos portáteis, já caducos, mas ainda capazes de correr apps, rádios AM/FM, material de comunicação, aparelhos para testar a água (concentração PPM), etc.

Fabricar uma gaiola de Faraday rápidamente:

Materiais:
•    Uma lata vazia, 100% metálica,  grande (1 kg de café,  por ex.)
•    A tampa plástica da lata
•    Folha de alumínio para recobrir a abertura
•    Papel grosso ou cartão com cola ou película de  polypropyleno ("saran wrap")

Etapas:
1.    Lavar o interior da lata se não estiver limpa
2.    Secar a lata
3.    Forrar as paredes da lata com papel ou cartão ou, então, embalar os objectos a proteger em película de polypropyleno ou sacos Ziploc *
4.    Guardar os objectos na lata
5.    Cubra a abertura da lata com folha de alumínio de forma a tapá-la completamente
6.    Pôr a tampa de plástico por cima da folha de Al e fechar
* a película deve permitir embalar os objectos  de forma a que eles não contactem directamente com a parede interna da lata; é imperativo.


Os vossos equipamentos  estão protegidos contra as EMP, rápida e eficazmente, e de forma barata.

Sugestão

Se armazenar equipamentos electrónicos ou eléctricos de pequeno formato, sugiro guardá-los numa gaiola de Faraday.
Esta ocupa sensivelmente o mesmo espaço numa prateleira, não custa muito e protege os equipamentos importantes das consequências de um acontecimento catastrófico, caso ocorra em grande escala…



Fonte: preparationquebec.blog

segunda-feira, 13 de junho de 2016

Como fazer "SAMPA" (comida de sobrevivência)

Una comida de emergencia, llena de energía, creada por la necesidad de alimentarse e ideal para tiempos de escasez alimenticia.
Una comida de supervivencia que no puede faltar en nuestras despensas de emergencia.
Utilizada por Preppers y Supervivencialistas.
Indicada para llevar a nuestras salidas Bushcraft o rutas de senderismo, por su escaso peso y alto poder calórico.
No os perdáis esta receta del Sampa Tradicional explicada de una manera sencilla y paso a paso.

quinta-feira, 9 de junho de 2016

A Vitamina D poderia reparar danos Neurais na Esclerose Múltipla, sugere o estudo...

Uma proteína activada pela vitamina D pode estar envolvida na reparação de danos à mielina em pessoas com esclerose múltipla (EM), de acordo com uma nova pesquisa da Universidade de Cambridge.

O estudo, publicado no Journal of Cell Biology, oferece evidências significativas de que a vitamina D poderia ser um possível tratamento para a esclerose múltipla no futuro.

Os pesquisadores, a partir do MS Society Cambridge Centre for Myelin Repair, identificaram que a proteína receptora de vitamina D se pareia com uma proteína existente, chamada de receptor gama de RXR, já conhecida por estar envolvida na reparação da mielina, a bainha de protecção que envolve as fibras nervosas.

Pela adição de vitamina D para as células-tronco do cérebro onde as proteínas estavam presentes, eles descobriram que a taxa de produção de oligodendrócitos (células que produzem a bainha de mielina dos axônios) aumentou 80%.
Quando o receptor de vitamina D foi bloqueado para que não funcionasse, a proteína gama RXR por si só não foi capaz de estimular a produção de oligodendrócitos.

Na esclerose múltipla, o sistema imune ataca o próprio corpo e danifica a mielina, causando a interrupção das mensagens enviadas ao redor do cérebro e da medula espinhal; os sintomas são imprevisíveis e incluem problemas com a mobilidade e o equilíbrio, dor e fadiga severa.

O corpo tem uma capacidade natural para reparar a mielina, mas com a idade, este processo torna-se menos eficaz.

O professor Robin Franklin do MS Society Cambridge Centre for Myelin Repair e do Wellcome Trust-Medical Research Council Stem Cell Institute, que liderou o estudo, disse que: “Durante anos, os cientistas têm procurado uma maneira de reparar o dano à mielina. Até agora, a maioria das investigações sobre a vitamina D olhou para o seu papel na causa da doença. Este trabalho fornece evidências significativas de que a vitamina D está também envolvida na regeneração da mielina, uma vez que a doença foi iniciada. No futuro, poderíamos ver uma droga de reparação da mielina, que funcionaria por segmentação do receptor da vitamina D “.

Drª. Susan Kohlhaas, Chefe de Investigação Biomédica, no MS Society, disse: “Mais de 100 mil pessoas no Reino Unido têm esclerose múltipla, e encontrar tratamentos que podem retardar, parar ou reverter o agravamento da deficiência é uma prioridade para o MS Society. Nós agora gostariamos de ver mais estudos para entendermos se tomar suplementos de vitamina D poderia, com o tempo, ser um tratamento eficaz e seguro para as pessoas com esclerose múltipla”.

Ela continuou: “Por enquanto, esta é a fase inicial da investigação que tem sido feita no laboratório e mais trabalhos são necessários antes de sabermos se ele seria válido em pessoas com esclerose múltipla”.

Na sequência desta investigação, os cientistas precisam entender mais sobre a biologia subjacente deste receptor antes de considerar como o receptor da vitamina D poderia ser um alvo de estudos futuros, seguros e eficazes, em pessoas com esclerose múltipla.

Uma nova esperança!  Compartilhe!

Fonte: www.ageracaociencia.com


terça-feira, 24 de maio de 2016