quinta-feira, 29 de setembro de 2016

Regras de comportamento em áreas desconhecidas (ou como evitar começar um motim)

Lembre-se, nestes dias de crescente "multiculturalismo" é perfeitamente possível meter-se em problemas ao "quebrar  regras culturais", mesmo sem viajar para um país estrangeiro...

A consideração primordial para este tipo de problema pode ser facilmente dividido em duas categorias.
Decidir sobre um curso de acção recomendado ou exibir um comportamento que sempre pode ser realizado com este simples teste decisivo...
1) Nenhum dano pode vir a partir deste ... (inserir acção)
2) Nada de bom pode vir de ... (inserir acção)

A seguir, vejamos como isso se aplica nesta lista das 10 melhores coisas a considerar:

1. Seja observador (esteja atento)
Quebrar regras em outras culturas pode significar penalidades, de moderadas a severas.  (Vá para Praça Deera na Arábia Saudita numa tarde de sexta-feira para ver exemplos flagrantes).
Devido á potencial severidade da punição, do que podemos ver como questões "pequenas" ou menores, a requintada arte da observação deve entrar em jogo o mais cedo possível.
Examine á sua volta, compare-se com os outros, e veja de que forma se destaca, ou irá destacar-se, e em seguida, tome as medidas para solucionar essas questões rápidamente.
Ser observador não lhe irá trazer nenhum mal.

2. Mantenha-se coberto
Isto aplica-se aos homens, mas mais ainda para as mulheres.
Nenhum dano advém de cobrir tanto do corpo quanto possível, numa área desconhecida.
Se acha que realisticamente vai encontrar-se numa situação "desconhecida" como a que estamos a mostrar, então assegure-se que calças e camisas de manga comprida estão imediatamente disponíveis. Uma observação anterior deve indicar se precisa de cobrir a cabeça.
Para lenços de cabeça e similares, a menos que saiba os identificadores locais, ou de gangues (por exemplo, padrões e conotações da cor num lenço) deve o mais possível escolher os neutros e sem estilo específico.
Um exemplo:  a sua gravata azul pode parecer de grande estilo no bar do seu clube, mas provavelmente vai causar problemas no centro-sul de Los Angeles.

3. Evite Comentários
Na realidade, provavelmente os moradores ou residentes já o “marcaram” como sendo um estranho. Tentar não se destacar vai ajudar, mas um comentário a algo (especialmente um negativo ou depreciativo), não importa se é excelente, se tem piada, se estranho ou humilhante, vai levá-lo rapidamente ao “radar” das pessoas, e não num bom sentido.
Nada de bom pode vir de mencionar como são "diferentes" essas pessoas de si, ou você é dessas pessoas.

4. Mantenha-se junto aos do seu sexo
Não se tente envolver, de forma alguma, com os membros do sexo oposto. Ponto Final.
Esteja á vontade para se sentir melindrado com este conselho, mas cumpra-o sem discussão.
Se decidir não o seguir, vai aprender a fazê-lo de outra maneira...
Também sabemos que isso não é apenas sobre si. Se é apresentado a uma mulher, não lhe estenda a mão. Espere que seja ela a fazê-lo. Se lhe segurar a mão num simples gesto de cortesia, pode estar a força-la a escolher entre, insultar um convidado (você) ou tocar um homem que não é casado com ela, ou até ambas, situações estas em que pode vir a ser duramente castigado por isso.
 
5. Mantenha-se fora de áreas e edifícios religiosos
Na ausência de um guia profissional, ou clara aceitação dos turistas, as possibilidades de quebrar uma regra importante são muito grandes, por isso não vale a pena o risco..

6.  Permaneça com a cabeça “limpa”
Se baixar a sua capacidade de estar atento, e a capacidade cognitiva para entender por que precisa de cumprir com essas regras, nada de bom pode vir dai... Por isso, por favor, note que só porque vê os locais a fazer algo, não significa que também o possa (deva) fazer...  e claro, não nunca ficar bêbado ou drogado em lugares perigosos.
Mais concretamente, NUNCA alterar o seu estado mental, excepto num lugar confirmadamente seguro.
7. Não se envolva com nenhum pedido
Não dê aos pedintes, não alimente os pobres. Da experiência pessoal, não pare a criança a correr para a estrada mesmo á sua frente (é um isco para uma armadilha que não quer cair).
Não fale com prostitutas, mesmo se estiver “apenas a perguntar uma informação”, evite vendedores de rua, auto declarados motoristas de táxi, etc... Bem, concerteza que já percebeu a ideia.
Se precisar de ajuda, pergunte a alguém num lugar de alguma confiança.
Procure assistência do pessoal de serviço, garçons, donos de lojas etc.
Não pare um estranho qualquer na rua para pedir indicações ou fazer perguntas, e não fique na rua à procura parecendo perdido e / ou desorientado.
Se “inadvertidamente'” se encontrar no lugar errado, vire-se e volte por onde veio.

8. Não tire fotografias
Se já percebeu que pode não estar num local confiável e seguro, então pare de andar como um turista e a tirar fotos da pessoas e locais.
A menos que esteja  a tirar fotos dos seus dentes para análise do registo dental mais tarde, nada de bom pode vir de andar pela rua a tirar fotos e a exibir uma câmara.
 
9. Não exiba riqueza
Se é brilhante e/ou vistoso e, possivelmente caro, não o use ou oculte-o.
Vista-se de forma sóbria, simples  e que não dê nas vistas.
Esforce-se nisto, este é um ponto muito importante.

10. Seja cortês
Não espirituoso, envolvente, divertido, fascinado, chocado, piedoso, ou empenhado em  "educar as pessoas", ou qualquer outra forma que possa pensar que quer dizer "cortês '.
Nada disso, apenas genuinamente cortês.
Não esqueça que é a “carta de fora”, está sob escrutínio, qualquer coisa que corra mal será vista como potencialmente sua culpa, então não tente fazer nada "errado" (mesmo que ainda não saiba o que é errado).
Seja sincero e respeitoso nas suas acções, até que perceba o que está a acontecer...

Com estas 10 simples medidas, esperamos que "compre tempo" para descobrir a melhor forma de agir e avançar numa área até então desconhecida para si.
Ficar em problemas numa área desconhecida, tem imensos riscos adicionais.
Incitar uma multidão é uma situação em que, muito provavelmente, nunca irá escapar.

Tem algumas "regras" que segue quando está em “áreas desconhecidas” ?
Por favor, comente e partilhe as suas experiências...

Traduzido e adaptado de: www.shtfschool.com

quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Fogo Primitivo com Arco e Broca

Fazer fogo por fricção com arco (bowdrill) no mato com materiais encontrados no local, não é algo fácil de se fazer.
Mas é possível, sobretudo com alguma experiência.
No entanto, existem dificuldades que este vídeo tenta ajudar a ultrapassar...

segunda-feira, 29 de agosto de 2016

Saber identificar os tipos de nuvens (e estado do tempo previsivel)

Para quem pratica actividade ao ar livre, saber identificar as nuvens, e ter a noção do estado de tempo previsivel,  é algo muito importante.

A formação das nuvens é o resultado da condensação do vapor da água que está na atmosfera e se transforma em gotículas de água, ou minúsculos cristais de gelo. 
Essa formação ou aglomerado de gotículas e cristais recebe o nome de nebulosidade.

A principal diferença entre os tipos de nuvens é a altura em que elas se formam ou onde está sua base, e essa altura varia de acordo com a posição geográfica. Ou seja, aqui em Portugal, as nuvens estão em uma altura diferente das que estão no Polo Norte, por exemplo.


Stratus
São as nuvens mais próximas do chão e não ultrapassam um quilometro de distância da superfície. Quando vistas no céu, parecem um tapete.
Podem dar origem ao nevoeiro, de acordo com o clima.


Stratocumulus
De formato arredondado, esse tipo de nuvem pode ser branco ou cinzento, e em geral parece um mosaico no céu.
Quando se formam, podem causar chuva leve.
Podem causar turbulência quanto atravessadas por aviões.
 


Nimbostratus
São nuvens baixas e verticais, sem formato definido, escuras e cinzentas.
Também são volumosas, podendo ocultar totalmente o Sol.
São as nuvens mais comuns em tempo chuvoso.


Cumulus
São o oposto da nimbostratus.
Têm forma bem definida, coloração clara e parecem chumaços de algodão.
Ver uma nuvem tipo cumulus é sinal de bom tempo, mas quando crescem muito verticalmente, podem causar temporais.
 


Altostratus
Consideradas nuvens de altura média, essas nuvens são identificáveis por cobrir o sol.
Geralmente são azuladas ou cinzentas e formam-se por cristais de gelo ou gotículas de água muito fria.


Altocumulus 
Estas nuvens são as causadoras do efeito algodão que às vezes aparece no céu.
Podem estar a até seis quilômetros de distância do chão.
Ver este tipo de nuvem pela manhã pode ser um sinal de trovoada à tarde.



Cirrus
Estas nuvens são consideradas altas, pois sua distância média do solo é de até oito quilômetros.
São feitas apenas de cristais de gelo e, por conta disso, adquirem esse aspecto enovelado.
Aliás, cirrus, em grego, quer dizer cachos de cabelo, daí o nome.



Cirrocumulus
Têm aspecto enrugado e formação parecida com as nuvens do tipo cirrus, mas são mais finas e verticais. A sua distância do solo pode atingir até doze quilômetros.
Diferente das altocumulus, não formam sombras.



Cirrostratus
Estas nuvens localizam-se logo abaixo das nuvens cirrus.
São finas e leves, a ponto de não encobrirem o sol.
Em vez disso, quando estão em frente ao Sol, formam este efeito



Cumulonimbus
São as nuvens de trovoadas e tempestades, uma versão maior das cumulus.
São densas, esbranquiçadas e formam-se quando surgem as frentes frias.
São facilmente identificáveis por seu formato de bigorna e, por serem altas, são sempre visíveis da janela do avião.
 


 

Fonte: adaptado de blogbirutagaivota.com.br

sexta-feira, 12 de agosto de 2016

Aquecimento Global... Realidade ou Mentira ?




Com:
Prof. Tim Ball - Departamento de Climatologia - Universidade de Winnipeg
Prof. Nir Shaviv - Instituto de Física - Universidade de Jerusalém
Lord Lawson of Blady - Ex-Chanceler do Tesouro do Governo Britânico
Prof. Ian Clark - Departamento de Ciências da Terra - Universidade de Otava
Dr. Piers Corbyn - Físico Solar, previsor do clima, Weather Action
Prof. John Christy - Departamento de Ciências Atmosféricas - Universidade de Alabama em Huntsville
Prof. Philip Stott - Departamento de Biogeografia - Universidade de Londres
Prof. Paul Reiter - Instituto Pasteur, Paris
Prof. Richard Lindzen - Departamento de Meteorologia - Instituto de Tecnologia de Massachusetts, MIT
Patrick Moore - Co-fundador do Greenpeace
Dr. Roy Spencer - Líder de Equipe de Satélites Meteorológicos da NASA
Prof. Patrick Michaels - Departamento de Ciências Ambientais - Universidade de Virginia
Nigel Calder - Ex-Editor da revista New Scientist - Co-Autor do livro "The Chilling Stars"
James Shikwati - Economista e Autor
Prof. Syun-Ichi Akasofu - Diretor do Centro Internacional de Pesquisas do Ártico, IARC
Prof. Frederick Singer - Ex-Diretor do Serviço Meteorológico Norte-Americano
Prof. Carl Wunsch - Departamento de Oceanografia - Instituto de Tecnologia de Massachusetts, MIT
Prof. Eigil Friis-Christensen - Diretor do Centro Espacial da Dinamarca
Paul Driessen - Autor do livro "Green Power, Black Death"

quinta-feira, 4 de agosto de 2016

Na dieta dos Templários, qual o segredo de sua longevidade ?

Jazigo de um cavaleiro templário, Igreja do Templo, Londres.
Fundo: a mesma igreja.
O estudo e a produção de alimentos saudáveis é uma área na qual a ciência vem aplicando seus melhores recursos e conhecimentos.

Diversas especialidades da Medicina também se aplicam na análise das dietas mais apropriadas para a saúde dos variados tipos humanos, sadios e doentes, crianças, jovens e velhos, moradores da cidade, desportistas, e até astronautas.

Na Igreja Católica, as Ordens religiosas têm – ou tinham – normas especiais para a alimentação de seus membros em função de suas respectivas vocações e missões.

Encontramos desde Ordens penitenciais contemplativas de uma austeridade e penitências admiráveis e impressionantes, até Ordens dedicadas às actividades apostólicas, inclusive manuais, que têm um regime muito mais farto.

Os adversários da Igreja muitas vezes tentaram explorar os diversos graus de rigor das Ordens religiosas para debochar delas como exemplos de costumes atrasados, primitivos e em desacordo com a natureza humana, sua saúde e bem-estar.

Outras vezes, os mesmos difamadores espalham que os monges viviam uma vida desregrada em meio a comilanças e bebedeiras indescritíveis que lhes encurtavam a vida.

Agora, uma equipe internacional de professores de Medicina na revista científica ‘Digestive and Liver Disease’ apresentou um trabalho científico inesperado, cujo título diz tudo: “A dieta dos cavaleiros templários foi o segredo de sua longevidade?”

Os Templários – ordem extinta há séculos – pertenciam a uma categoria especial de Ordens religiosas: eram monges cavaleiros, portanto guerreiros, que se dedicavam a proteger os peregrinos na Terra Santa.

Nos tempos de paz mantinham hospedagens e hospitais imensos e modelares, gratuitos para todos. Também vigiavam estradas e locais perigosos, com tarefas análogas à das polícias militares e de fronteira modernas.

Em tempos de guerra, integravam as tropas de elite cristãs que combatiam contra o Islão e empreendiam campanhas em locais inóspitos ou insalubres, não raras vezes padecendo fome ou sede, constrangidos a comer miseravelmente ou beber água suspeita.

Essa vida peculiar os levava a seguir os conselhos de São Bernardo, de se manterem fortes e saudáveis para o momento de enfrentar os inimigos da Cruz.

Os autores do trabalho sobre a dieta dos frades templários são o Prof. Francesco Franceschi, docente do Instituto de Medicina Interna da Universidade Católica de Roma; o Prof. Roberto Bernabei, do Departamento de Gerontologia e Geriatria da Universidade Católica do Sagrado Coração de Roma; o Prof. Peter Malfertheiner, do Departamento de Gastrenterologia, Hepatologia e Doenças Infecciosas da Universidade Otto-von-Guericke de Magdeburg, Alemanha; e o Prof. Giovanni Gasbarrini, da Fundação de Pesquisas na Medicina ONLUS, de Bolonha, Itália.
Uma austeridade prudente mas sábia no comer
lhes proporcionava um vigor excepcional.
Jazigo de um cavaleiro Templário, Igreja do Templo, Londres

O facto é que os Templários, com uma vida guerreira e frequentes combates, tinham uma expectativa de vida de 30 anos acima da média de seus contemporâneos, cujas condições de vida eram muitas vezes muito mais folgadas e aconchegadas..

Os cientistas identificaram a explicação desse paradoxo no regime alimentar dos monges guerreiros.

Debruçando-se então nos documentos da era medieval em busca de uma explicação científica, chegaram à ideia de que a dieta ajudou esses monges-soldados a viver muito mais tempo que a média da época.

Naquela época, a expectativa de vida oscilava entre 25 e 40 anos. Mas, segundo as fontes históricas, muitos Templários não só viveram até 70 anos, mas eram também mais saudáveis e fortes.

Tudo isso contribuía a circundar a Ordem dos Cavaleiros do Templo com uma áurea de admiração e reverência. Nos afrescos e nas estátuas eles eram representados como homens altos e robustos, imponentes e cheios de vigor. E em geral eram assim.

Para isso não tinham nenhuma fórmula mágica, nem elixir fantasioso: sua excepcional longevidade e sua óptima saúde eram geralmente atribuídas a um dom divino, mas também se deviam muito provavelmente a sua Regra monástica, também inspirada pela graça.

O regime alimentar dos monges-guerreiros não era nada pobre, mas muito variado e, sobretudo, muito sadio quando analisado à luz do que ensina a dietética moderna.

Comiam pouca carne: não mais que duas ou três vezes por semana. Em seu lugar, muitos legumes e peixe, queijo, azeite e frutas frescas. Além do mais, deviam respeitar regras de higiene para ir à mesa, dispor o refeitório e os pratos, e dar grande atenção à qualidade do que comiam.

Os Templários, como os monges em geral, comiam com muita sabedoria e por isso se alimentavam melhor. As categorias sociais que não participavam dessa sabedoria podiam pecar por excesso ou carência num sentido ou noutro. Mas podiam bater sempre na porta dos conventos e serem acolhidos com generosidade na mesa dos religiosos.

Os monges hospitalários de São João de Jerusalém, mais conhecidos como Ordem de Malta, ainda hoje existentes, não podiam tomar refeições até terem garantido as dos doentes e romeiros dos quais cuidavam. Pela Regra, deviam tratá-los como se fossem o próprio Jesus Cristo.

Em todas as classes a obesidade era considerada símbolo de riqueza e bem-estar. As categorias sociais mais ricas em geral exageravam o consumo de carnes e gorduras. Por isso, observa o estudo, na nobreza eram frequentes a gota, a obesidade, a diabete e as doenças provocadas por altos níveis de colesterol e triglicerídeos.

Placa de bronze do século XII com três cavaleiros Templários das origens da Ordem.
Burrell Collection, Glasgow, Escócia.
Mas os Templários, que provinham em geral de famílias nobres, em virtude de uma dieta nutritiva, sã e equilibrada, gozavam de uma saúde decididamente melhor.

Assim diz o Dr. Franceschi no referido estudo: “A dieta dos Templários é muito moderna e prenuncia a dieta mediterrânea. Combatia todas essas doenças [acima mencionadas]: comiam pouca carne (duas vezes por semana), muitos legumes (três pratos por semana) que hoje se consume pouco, mas que incluem poderosos probióticos [“organismos vivos que, quando administrados em quantidades adequadas, conferem benefício à saúde do hospedeiro”]; o peixe era muito frequente e na água acrescentavam suco de laranja para obter um efeito antibacteriano”.

Estavam proibidos de caçar e se dedicavam preferentemente à criação de peixes. Consumiam muitos frutos do mar e os especialistas consideram que agindo dessa maneira “se beneficiavam do efeito positivo dos ácidos gordos ómega-3 sobre os níveis hemáticos de colesterol e triglicerídeos, além do efeito antioxidante e antidepressivo dos moluscos”.

Mas não era só isso: os Cavaleiros Templários, obedecendo às disposições de sua Regra, lavavam as mãos antes das refeições, mantinham o refeitório sempre bem arrumado e as toalhas muito limpas.

Aqueles que executavam tarefas manuais de tipo camponês, por exemplo, não podiam servir os alimentos na mesa. Trata-se obviamente de regras de boa conduta que favorecem a higiene na mesa e previnem a difusão de infecções.

Nos documentos históricos transparece que também seu modo de beber era muito saudável. Bebiam em quantidades moderadas um vinho de palmeira de baixa graduação alcoólica, típico da Terra Santa, que, segundo o estudo, “tem uma propriedade antiplaquetária inteiramente semelhante à cardioaspirina”.

Acrescentavam polpa de Aloe vera, uma planta dotada de efeitos antissépticos e fungicidas muito útil nos países de clima desértico cálido. Bebiam a água misturada com suco de laranja para desinfetá-la e aproveitar o necessário aporte de vitamina C.

São Bernardo de Claraval escreveu a Regra dos cavaleiros templários.
Nela, definiu o regime alimentar que eles deviam cumprir religiosamente.
 Os Cavaleiros Templários seguiam a Regra De laude novae militiae, de São Bernardo de Claraval. Entre as cláusulas, várias são relativas à nutrição, aos alimentos e às formas de consumi-los:

VII – Sobre o refeitório do mosteiro: “Desejamos que façais vossas refeições em comum, num mesmo local, a saber, o refeitório”.

IX – Sobre a carne: “Na semana, exceptuados o Natal, a Páscoa ou a festividade de Nossa Senhora e de Todos os Santos, bastar-vos-á a carne em três ocasiões, porque comer habitualmente carne favorece um indesejável desgaste de vossos corpos. Porém, se um dia de jejum cair num dia de abstinência, guardareis uma quantidade abundante para o dia seguinte. Nos domingos, porém, parece-nos correto e viável que todos os cavaleiros professos e os capelães recebam dois pratos de carne para honrar a Santa Ressurreição”.

X – Como devem comer os cavaleiros: “Os irmãos em geral devem comer em pares, a fim de que um possa zelar pelo outro com cuidado para evitar os excessos e a falta de moderação na bebida”.

XI – Como nos demais dias, três pratos de vegetais serão suficientes: “Nos outros dias, quer dizer, segunda-feira, quarta-feira e sábado, acreditamos que dois ou três pratos de vegetais ou outros alimentos como sopas serão suficientes para todos”.

XII – O que pode ser comido nas Sextas-feiras: “Recomendamos a abstinência durante a Quaresma em honra da Paixão, a ser feita por toda a congregação exceptuados os débeis e doentes, e que assim seja até a Páscoa”.

XIII – Ação de graças após cada refeição: “Frações de pão devem ser distribuídas com amor fraterno aos servidores e aos necessitados”.

XV – A colação será por decisão do Mestre: “Quando o sol desce para o Ocidente, ao som de um sinal, como é costume na região, devemos rezar Completas, mas podemos tomar uma colação antes de ir para o acto. Esta colação fica a juízo e decisão do Mestre, que decidirá se vai ser tomada com água ou, se julgar com compaixão, com uma quantidade razoável de vinho temperado. Verdadeiramente a quantidade não deverá ser muito grande; deve ser moderada, uma vez que o vinho faz com que até os sábios esqueçam a sua religião”.

LXII – O alimento deve ser servido por igual: “Para todos os irmãos professos o alimento deve ser distribuído por igual, em função dos recursos do local”.

Como conclusão, os professores de medicina acreditam que a dieta e o estilo de vida podem ser a explicação da extraordinária longevidade dos Cavaleiros Templários.
E, se isto for verdadeiro, o ditado “aprender do passado” nunca se aplicou com tanta propriedade.

Fonte: Luis Dufaur





quinta-feira, 28 de julho de 2016

Protecção contra as ondas electro-magnéticas (EMP)

Em 1859, uma tempestade solar provocou uma ejecção de massa coronal que atingiu a Terra.
Esta erupção é conhecida como Carrington Event.

 É frequente o Sol projectar massa coronal que, a maior parte das vezes, cai sobre si mesmo.
Por vezes esta massa escapa ao seu campo gravitacional e é lançada no espaço.
Como o próprio nome indica o espaço é uma zona essencialmente pouco preenchida, o que faz com que aquelas partículas prossigam o seu caminho sem perturbar ninguém.
No entanto, por vezes, o nosso pequeno planeta encontra-se no caminho desta massa…

Em princípio as nossas atmosfera e magnetosfera protegem-nos das mortais radiações solares. Na prática acontece que a quantidade de partículas é de tal forma elevada que consegue deformar o campo magnético terrestre deixando, assim, passar muitas partículas carregadas.

Consequências

Vamos ver auroras boreais em locais onde não é normal vê-las; vai haver perturbações nas comunicações por ondas ou, tal como em 1859, as consequências poderão ser maiores.
A tempestade (na verdade a segunda tempestade solar do Carrington Event) foi tão forte que o céu se iluminou ao ponto de ser possível ler o jornal na rua, à noite.
Mas o que nos preocupa é o impacto sobre o equipamento. Para nos situarmos melhor, o uso da electricidade em 1859 era incipiente, dava os seus primeiros passos. Contudo, em alguns países ocidentais já existia rede telegráfica.
Nessa altura as consequências foram muito perceptíveis: comunicações interrompidas, avarias eléctricas/falhas de energia, operadores electrocutados e estações telegráficas destruídas por incêndios causados pelas elevadas tensões eléctricas que se propagavam no solo.
Mas isso foi há muito…

Agora

Os equipamentos eléctricos estão omnipresentes na nossa sociedade e são essenciais ao bom funcionamento da mesma e da economia.
Se ocorresse, hoje,  uma impulsão elctro-magnética (EMP) ficaríamos ao nível da idade da pedra: sem electricidade doméstica, sem veículos a funcionar, sem comunicações, sem acesso às informações bancárias. Presumivelmente todo o equipamento informático deixaria de ter utilidade, sabendo nós como as tecnologias de informação estão em todo o lado…
Se um acontecimento de tamanha envergadura tivesse lugar, por exemplo, no continente americano seria uma verdadeira catástrofe : 90% da população morreria nos espaço de alguns meses e seria necessária mais de uma década para restabelecer uma rede eléctrica e informática semelhante à que existia previamente.

As tensões internacionais podem  tornar-se tensões electromagnéticas...

Vários países trabalham há anos em bombas EMP. A detonação de uma bomba atómica a alta altitude produzirá uma EMP à escala de um continente, mas cada vez mais as grandes potências ensaiam com bombas não-atómicas produzindo o mesmo efeito ou um efeito similar mas mais localizado.
Se acontecesse uma guerra entre as super-potências, sem dúvida nenhuma recorreriam a este tipo de armas para derrotar o inimigo sem luta, logo que um dos beligerantes percebesse que a mesma não poderia ser resolvida rapidamente ou sem grandes perdas.
Neste contexto convém saber como se preparar.
Deve-se salientar que as pilhas, em princípio, não serão afectadas pelas EMP, contanto que não estejam ligadas a um sistema (em circuito).

Gaiola de Faraday

É a única defesa possível e tem a vantagem de ser acessível.  Melhor do que isso: quase todas as casas possuem uma e é extremamente fácil de fabricar.
A gaiola de Faraday isola das correntes electromagnéticas exteriores, tudo o que se encontra no seu interior. É de grande eficácia.
As ondas circulam no ar ou no vazio mas, logo que encontram uma superfície condutora ficam presas. A ideia é, pois, criar um espaço protegido por uma superfície condutora de forma a que as ondas aí não penetrem.
Cada forno de micro-ondas é uma gaiola de Faraday, pelo menos quando lá colocamos alimentos. Esta gaiola conserva os impulsos do magneto no interior mas bloqueará os que vierem do exterior. Conserve o forno de micro-ondas avariado a fim de proteger os seus equipamentos sensíveis. Note-se, no entanto, que o forno de micro-ondas não protege das ondas cujo comprimento é menor do que o dos furos da grelha do vidro.
A razão é simples : a gaiola de Faraday protege contra os comprimentos de onda superiores ao tamanho das aberturas. No caso do micro-ondas, as aberturas são inferiores a 2mm, portanto as ondas de um comprimento menos longo que as aberturas passarão. Se a sua gaiola é hermética e feita de materiais condutores, não passará nenhuma onda electromagnética para o interior.
É possível fabricar uma a um custo muito baixo e em muito pouco tempo
 
O que se pode colocar no interior de uma gaiola de Fararay?


O que nós queremos é proteger os equipamentos importantes que sejam sensíveis, isto é, que um impulso electromagnético destruísse.
Muitos pensam colocar lá dentro os seus documentos electrónicos mais o seu portátil, o que se revela uma medida supérflua: se a informação é importante, já deverá estar na pen ou no cartão SD.  Se abrirmos e fecharmos a gaiola todos os dias para aceder ao portátil, o conteúdo estará em risco a cada abertura. Não esqueça que poderá acontecer uma tempestade solar sem nos apercebermos disso.
Poderemos lá colocar equipamentos importantes e insubstituíveis. Por exemplo discos duros com os nossos arquivos familiares (documentos digitalizados, fotos, vídeos), lanternas de emergência, velhos portáteis, já caducos, mas ainda capazes de correr apps, rádios AM/FM, material de comunicação, aparelhos para testar a água (concentração PPM), etc.

Fabricar uma gaiola de Faraday rápidamente:

Materiais:
•    Uma lata vazia, 100% metálica,  grande (1 kg de café,  por ex.)
•    A tampa plástica da lata
•    Folha de alumínio para recobrir a abertura
•    Papel grosso ou cartão com cola ou película de  polypropyleno ("saran wrap")

Etapas:
1.    Lavar o interior da lata se não estiver limpa
2.    Secar a lata
3.    Forrar as paredes da lata com papel ou cartão ou, então, embalar os objectos a proteger em película de polypropyleno ou sacos Ziploc *
4.    Guardar os objectos na lata
5.    Cubra a abertura da lata com folha de alumínio de forma a tapá-la completamente
6.    Pôr a tampa de plástico por cima da folha de Al e fechar
* a película deve permitir embalar os objectos  de forma a que eles não contactem directamente com a parede interna da lata; é imperativo.


Os vossos equipamentos  estão protegidos contra as EMP, rápida e eficazmente, e de forma barata.

Sugestão

Se armazenar equipamentos electrónicos ou eléctricos de pequeno formato, sugiro guardá-los numa gaiola de Faraday.
Esta ocupa sensivelmente o mesmo espaço numa prateleira, não custa muito e protege os equipamentos importantes das consequências de um acontecimento catastrófico, caso ocorra em grande escala…



Fonte: preparationquebec.blog