terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Top 5 das “surpresas” em cenários de sobrevivência

   Recentemente administrei um curso chamado 'A Mile In My Shoes' (Uma Milha nos Meus Sapatos). Nesse curso levei um pequeno grupo de estudantes para a cid­ade onde sobrevivi à guerra para mostrar-lhes fisicamente as realidades daquilo que foi enfrentado. Uma série de lições, é claro, foram aprendidas durante o curso e o mais importante (como eu já esperava): Os alunos chegaram muito mais perto de perceber a "realidade" de uma verdadeira situação de sobrevivência (SHTF). Pensei que deveria compartilhar com vocês as surpresas do "Top 5" que os alunos enfrentaram,significando coisas que eles não haviam pensado ou percebido antes do curso, mas tiveram que aceitar e chegar a uma conclusão...

1) Quão “perto” o combate estará 


     Esta foto, tirada muito próximo à minha casa, é a do que foi uma das "linhas de frente" por algum tempo. Um lado aquartelava-se em casas à esquerda da viela, outro lado (inimigo) nas casas do lado direito. Isto parece INCRIVELMENTE próximo (e é), mas depois de perceber; dá-se conta de que houve momentos em que as "linhas divisórias" estavam ainda mais próximas do que isso. Quando se coloca isso na perspectiva, então se pode começar a pensar sobre a nova realidade , porque não há nada muito estático e seguro quando se está a sobreviver à guerra ou à catástrofe. Um dia a casa ao seu lado pode ser completamente segura, no outro dia poderá haver lá alguém que te queira causar dano, ou simplesmente nunca terás a certeza do quão seguros estarão os seus arredores. Esse é o aspecto mais perigoso do “SHTF” urbano, haverá muitas pessoas numa área relativamente pequena e haverá uma maior demanda por recursos (muito limitados) porque o "sistema" desapareceu. Agora, quando se adiciona a esse cálculo o facto de que muitas casas serão destruídas, então chega-se ao ponto de nunca se saber ou ter certeza de nada, onde está alguém e quais as suas intenções. Isso é especialmente importante quando se planeia sobreviver sozinho no “cenário” urbano, (teoria do lobo solitário) pois terás a noção de como as coisas serão difíceis.
 

2) O 'Inimigo' vai parecer, agir e falar como você.

Eles até podem ter sido seus amigos de longa data, mas agora estão no lado oposto. A luta aqui foi dividida por todos os tipos de razões, raça, religião, afiliação, herança, política e muitas vezes uma grande mistura de tudo isso. Os "lados" estavam sempre a mudar também. São apenas o 'inimigo'. Quando se trata de sobrevivência, você lutará para conseguir o que precisa ou para proteger o que você tem de quem quer que seja ... Pensamentos de que algumas forças estrangeiras invadirão o seu país, forças essas que irão parecer, agir e falar de modo completamente diferente de você e das pessoas do seu entorno, são apenas fantasias, especialmente quando falamos sobre EUA. Isso até poderá ser o caso, mas haverá muita luta "local" e sobrevivência antes disso... Sistemas fortes terão uma queda "maior e mais acentuada", há muitas pessoas e armas nos EUA para alguma força estrangeira escolher invadir e pacificar o país ... é impossível. O que é possível é "empurrar" um país para o caos, para se voltar contra si mesmo, sofrer a fome, o caos prolongado, e talvez então invadir. No final, tudo virá para cima de ti e haverá pessoas que desejarão fazer-te mal. O fato de que as pessoas que querem causar danos serem pessoas que você conhece não torna as coisas mais fáceis. Não espere por marcianos ou Russos, espere pessoas que parecem, agem e falam como você, que querem sobreviver exactamente como você. Novamente chegamos ao ponto de que serás forçado a lutar com seus vizinhos e compatriotas por recursos.

3) Como os dias serão “agitados”  

   Lutar pela sobrevivência é uma tarefa diária que preencherá dias inteiros. Você estará constantemente a caçar, limpar, colectar, encontrar informações, olhar e verificar coisas. Tudo isso enquanto estará sob o maior stress que já viveu, sob constante ameaça, com fome e sede. Não há "dia de folga", ou "break". Esta é a grande diferença entre um soldado e um civil em guerra. Um soldado tem um trabalho a fazer, e todas as suas outras necessidades são atendidas. Ele pode apenas se concentrar em seu único trabalho.
   Numa guerra civil, você (e o seu grupo) precisam cobrir todas as tarefas, o tempo inteiro... Se serviu no Exército, recebia ordens claras, tópicos, fora dos quais você não precisava pensar em muitas coisas. Havia "backup" ou "retaguarda". Seu trabalho era realizar tarefas, e outra pessoa cuidar de todas as outras coisas para que você pudesse concluir suas tarefas com êxito. Em SHTF você é a primeira unidade, retaguarda e backup. Se fizer asneira e quebrar a perna, não há evacuação médica. Se não encontrar comida (ou quaisquer outros recursos) não há serviço que fará isso por você. Serão tempos difíceis, e o dia estará preenchido na tentativa de "adquirir" coisas e terminar trabalhos. Atirar em alguém pode parecer uma ideia divertida hoje, ou romântica de alguma forma. É talvez mais romântico, em seguida, pensar em como gerenciar seus dejetos, tomar um banho ou diminuir a febre do seu filho em meio a um cenário caótico. Quando a Merda Bate na Ventoinha (SHTF) você é TUDO, porque o sistema está fora.  

4) O nível da ameaça.

      Num cenário de sobrevivência urbana , quase tudo é uma ameaça. Sim, é fácil entender ameaças como atiradores furtivos, gangs, vizinhos zangados etc, mas a falta de comida, falta de higiene, nível de contaminação, risco de doenças e lesões, de ser encontrado, ser delatado, ser enganado, capturado e muitas , muitas mais situações que constituem uma quantidade de ameaças muito maior do que a maioria poderia pensar. Basta começar a imaginar todos os "suprimentos" tomados como garantidos (combustível, electricidade, água, armazéns, serviços de emergência, etc) sendo suspensos por tempo indeterminado sem que se saiba quando voltarão. Então imagine a pior pessoa que já conheceu, alguém em quem não confiaria para ajudá-lo em qualquer situação. Agora imagine que todos ao seu redor são como essa pessoa. Então imagine que todos os lugares onde poderás escalar,passar através ou caminhar sobre poderão magoá-lo, e que em tudo o que tocares há o potencial de deixá-lo enfermo ... Acompanhou até aqui? Em caso afirmativo, talvez estejas a cerca de 40% do caminho para imaginar a realidade ... O nível de ameaça será um grande choque para no início, se sobrevives a esse choque, isso é bom, porque assim entrarás no modo de sobrevivência real. Não importa o quanto você está bem preparado, você passará por esse choque, com boa preparação e a mentalidade correta você poderá minimizar esse choque e torná-lo mais curto, e esse é o ponto principal da preparação.  


5) O realismo em defender / manter os seus bens.


Eu sei. Todos os pontos mencionados não o incomodam muito, você tem uma casa agradável, toneladas de suprimentos e prontidão para lutar. Mas como ficará o seu plano de trabalho uma vez que a sua casa ou apartamento se pareça com isto ...?
E o interior se pareça com isso..?

 

Quem está 'apto' deverá sair muito para encontrar as coisas necessárias para cada dia de sobrevivência. Quem protegerá todas as suas coisas ...? Quando um dia um grupo maior vier lhe perguntar como é que você está passando tão bem, e o que é que tens aí... Tentar proteger suas coisas deles seria uma clara sentença de morte. Ter a mentalidade adequada sobre a diferença entre defender algo e ser morto e adaptar-se a fim de sobreviver sem esses bens talvez faça sentido aqui. Terá que se adaptar ao facto de que talvez seja forçado a sobreviver apenas com as suas habilidades. Você não sabe e não pode ter certeza. Entenda que em "SHTF", cada casa da cidade ficará assim, ou pior (não estarão mais lá). Na minha cidade há muitas casas assim. Ainda é possível vê-las porque são feitas de pedra ou betão. Não se vêem as construções de madeira, porque todas elas foram queimadas ... Havia muitas, muitas coisas mais percebidas e discutidas durante o curso, e eu quero parabenizar aos alunos por terem vindo com tanto entusiasmo terem feito essas boas perguntas no curso. Logo vou escrever mais sobre o grande problema de se "compreender mal" a realidade tão presente na comunidade prepper até agora. Até lá, você pode ler mais sobre o curso 'Mile In My Shoes' aqui: Http://shtfschool.com/a-mile-in-my-shoes/http://shtfschool.com/a-mile-in-my-shoes/ Estamos a tornar esses cursos tão acessíveis quanto possível. Se tiver interesse em juntar-se a nós, poderá adicionar seu nome à lista de espera e assim que tivermos alunos suficientes, definiremos a data para o próximo curso, ou você poderá reservar um curso "privado" exactamente pelo mesmo preço, tudo o que você precisará é de um mínimo de mais dois amigos. 


Fonte: http://shtfschool.com/general/top-5-shtf-surprises/

 
 

 

 
 
 

segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

... E o Caminho faz-se para Norte...

     Não precisamos da vaidade de participações em eventos de multidões sob os holofotes dos media, tais como meias-maratonas, corridas da época e outras provas mais ou menos folclóricas. Fazemos o nosso próprio caminho, ao nível físico, mental e espiritual.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

Actividade em Valongo - orientação com bússola e montagem de tarp

No dia 3 de Dezembro, o Grupo Legio organizou mais uma actividade em Valongo.



Para além da habitual caminhada pela serra, foram revistos princípios de orientação usando uma bússola prismática. Esta foi empregue para determinar o azimute de um ponto de referência. O azimute magnético consiste no ângulo horizontal que uma direcção faz com o Norte Magnético e é um dado precioso em Topografia, Astronomia, Náutica e, naturalmente, no sobrevivencialismo.



No final, houve ainda tempo para montar uma tarp improvisada a partir de um poncho. Para tal, primeiro passou-se uma corda pelos orifícios que se encontram ao centro do poncho. As pontas da corda foram atadas aos troncos de 2 árvores.


De seguida, usou-se uma faca para cortar e afiar estacas, 6 ao todo. Com recurso a uma pedra, as estacas foram enterradas no solo à volta da tarp nos pontos mais adequados para a sua montagem (3 estacas de cada lado da tarp).



Por último, foram usados nós do tipo taut-line para prender o poncho às estacas.


O tipo taut-line tem como vantagem a possibilidade fazer o nó deslizar com o intuito de ajustar a tensão do cordão. Para além disso, este nó é fácil de desfazer, simplificando o processo de desmontagem da tarp.


Após se prender a tarp às 6 estacas, cada uma com o seu cordão, o processo encontrava-se concluído.


segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

O "Enigma" dos Bancos.

                                                                   


  O sistema bancário internacional é visto como um enigma. Talvez pelo facto de existirem mais de 30.000 bancos diferentes ao redor do mundo que possuem quantidades inimagináveis de activos. Os dez maiores bancos, por si sós, contam com mais de 25 triliões de dólares.
Hoje em dia, os bancos parecem muito complexos, mas originalmente foram criados para deixar a vida mais simples.

                                                          Origem dos bancos

     No século XI, a Itália era o centro de comércio da Europa. Comerciantes de todo o continente aqui se encontravam para negociar as suas mercadorias. Mas havia um problema: moedas de mais em circulação.
Em Pisa, os mercadores tinham de lidar com sete moedas diferentes cambiavam entre si constantemente. Esse negócio de troca acontecia, em geral, ao ar livre, em bancos de rua. Daqui surgiu a designação de banco.

Os perigos da viagem, o dinheiro falso e a dificuldade de obtenção de um empréstimo fizeram os mercadores pensarem na necessidade de um novo modelo de negócios. Os corretores dessa época começaram a dar crédito aos empresários, enquanto os comerciantes genoveses desenvolveram pagamentos em moeda escritural.
As redes de bancos de toda a Europa distribuíam crédito a várias entidades, inclusive para as igrejas ou reis europeus.
Desde sempre, e numa descrição mais simples as pessoas depositam o seu dinheiro e recebem uma pequena quantia de juros em troca. O banco com esse dinheiro empresta com taxas de juros muito mais elevadas. É um risco calculado, pois sabem que alguns dos devedores entrarão em incumprimento com o seu empréstimo.
Esse processo é essencial para nosso sistema económico, porque fornece os recursos essenciais para pessoas adquirirem coisas grandes como casas ou carros e negócios por conta própria, ou para a indústria se expandir e se tornar mais lucrativa, criando assim mais postos de trabalho.
Então, os bancos com os depósitos provenientes das poupanças de pessoas e das entidades criam recursos que a sociedade pode usar para os mais diversos negócios.
Outras fontes de renda dos bancos incluem a aceitação de depósitos de poupança, os negócios de cartão de crédito, as operações de câmbio, serviços de notação financeira e de gestão de caixa.
O principal problema dos bancos nos dias de hoje é que muitos deles abandonaram seu papel tradicional de fornecedores de produtos financeiros de longo prazo em favor de ganhos de curto prazo, que acarretam riscos muito mais elevados.
Durante o boom financeiro, a maioria dos grandes bancos adoptaram aplicações financeiras que eram de difícil compreensão e fizeram suas próprias operações em uma tentativa de fazer dinheiro rápido e ganhar milhões de lucros para os seus executivos e traders. Fizeram de alto risco, o que danificou a economia mundial, particularmente em vários regiões do Globo, com fortes implicações sociais.
Exemplo disto foi em 2008, quando bancos como o Lehman Brothers concederam crédito para, basicamente, qualquer um que quisesse comprar uma casa, e assim colocaram os bancos numa posição de risco extremamente perigosa. Isso levou ao colapso do mercado imobiliário nos EUA e em partes da Europa, fazendo com que o preços das acções baixasse drasticamente o que levou a uma crise bancária global e uma das maiores crises financeiras da história. Centenas de biliões de dólares simplesmente evaporaram. Milhões de pessoas perderam os seus empregos e muito dinheiro foi perdido.
A maioria dos principais bancos do mundo teve de pagar biliões de dólares em multas e os banqueiros viram deteriorada a sua imagem de credibilidade de que até aí ainda usufruíam. Os governos dos Estados Unidos e da União Europeia tiveram de criar enormes pacotes de resgate para comprar activos podres e impedir que os bancos fossem à falência.
Novas leis e regras foram postas em vigor para regular o sector bancário. Fundos compulsórios bancários de emergência foram aplicados para absorver os choques em caso de outra crise financeira. Contudo, as reformas mais profundas continuam por fazer.
Já em 2009, William White, reconhecido economista canadiano e presidente da OCDE, advertiu que o sistema financiero mundial vivia numa situação muito periclitante, uma vez que não tinha recursos económicos suficientes para fazer frente a outra crise. Segundo ele, “o mundo sobrevem uma perigosa avalanche de dívidas incobráveis e de bancarrotas que irão pôr à prova a estabilidade política e social mundial”. Acrescentando que “a situação actual é pior que em 2007, uma vez que os recursos e engenhos macroeconómicos necessários para combater a crise estão praticamente esgotados”.

               Cabe aqui revisitar a opinião de um dos maiores filósofos que produziu o Génio Europeu há mais de dois milénios, para que possamos meditar no seu pensamento perfeitamente sóbrio, imbuído em justiça e aplicável à actualidade:  
     "Assim, das duas maneiras de adquirir e de se enriquecer, uma pela economia e pelos trabalhos rústicos, outra pelo comércio, a primeira é indispensável e merece elogios; a segunda, em contrapartida, merece algumas censuras: nada recebe da natureza, mas tudo da convenção.
O que há de mais odioso, sobretudo, do que o tráfico de dinheiro, que consiste em dar para ter mais e com isso desvia a moeda de sua destinação primitiva? Ela foi inventada para facilitar as trocas; a usura, pelo contrário, faz com que o dinheiro sirva para aumentar-se a si mesmo; assim, em grego, lhe demos o nome de tokos, que significa progenitura, porque as coisas geradas se parecem com as que as geraram. Ora, neste caso, é a moeda que torna a trazer moeda, género de ganho totalmente contrário à natureza."  (Aristóteles - "Política" - Apreciação dos Dois Modos de Aquisição)

 

domingo, 20 de novembro de 2016

Plantas herbáceas: Erva-moura


Erva-moura (Solanum nigrum)



Descrição botânica: Planta anual de 30 a 120 cm de altura, de caule glabro (sem pelos) ou mais ou menos piloso, frequentemente anguloso. As folhas encontram-se distribuídas ao longo do caule e dos ramos. Têm forma ovalada, com margens sinuosas ou dentadas, são glabras ou mais ou menos pilosas.
 
 
As flores, dispostas em grupos de 3 a 6, nascem no extremo de um pedúnculo comum que não surge da axila de uma folha, mas sim do meio de um entre-nó. O cálice tem a forma de sino e possui 5 sépalas. A corola apresenta 5 pétalas e tem 6 a 12 mm de diâmetro. As pétalas são de cor branca e curvam-se com o tempo. No centro da corola é possível ver-se anteras amarelas com 5 estames e, no seu meio, o estigma de cor verde. Os frutos são bagas de 6 a 8 mm de diâmetro, de cor negra, alaranjada ou amarela-esverdeada, consoante o estado de maturação.


 
Habitat: Campos de cultivo ou terrenos baldios.

Perigos conhecidos: Não existe consenso quanto à toxicidade das folhas e bagas desta planta para o Homem. Segundo algumas fontes, podem ser relativamente tóxicas mas outras consideram-nas totalmente seguras para comer. Em algumas partes do mundo, esta planta é cultivada com o intuito de usar as suas folhas e frutos na alimentação humana e é provável que a sua toxicidade varie com o local onde cresce. Os frutos verdes contêm a concentração mais alta de toxinas neste planta. No entanto, são raramente fatais. Sintomas podem incluir dores abdominais, vómitos e diarreia.

Usos alimentícios: As bagas podem ser usadas em conservas, geleias e pastéis. Têm um sabor almiscarado, parecido com o tomate mas menos agradável. Só se devem usar os frutos totalmente maduros pois quando estão verdes possuem a toxina solanina. Os frutos contêm 2,5% de proteína; 0,6% de lípidos; 5,6% de hidratos de carbono; 1,2% de cinzas.
As folhas jovens e os rebentos podem ser ingeridos crus ou cozinhados, como hortaliças ou adicionados a sopas. Como já foi referido, deve-se prestar atenção à sua possível toxicidade.
Composição nutricional das folhas (por 100 gramas de peso fresco):
Água: 86,4 g
Proteínas: 4 g
Lípidos: 0,7 g
Hidratos de carbono: 7,6 g
Fibras: 1,6 g
Cinzas: 1,7 g
Cálcio: 210 mg
Fósforo: 70 mg
Ferro: 5 mg
Vitamina A: 2000 mg
Tiamina: 0,15 mg
Riboflavina: 0,15 mg
Niacina: 1,2 mg
Vitamina C: 43 mg

Outros usos: Estas plantas são capazes de remover bifenilpoliclorados (compostos organoclorados tóxicos) do solo. São mais eficazes caso sejam inoculadas com a bactéria Agrobacterium tumefaciens.
 
Propagação: Pode-se fazer a sementeira em estufa no início da Primavera e fazer a transplantação das plantas no final da Primavera.

segunda-feira, 14 de novembro de 2016

Remover pesticidas e outros químicos dos alimentos

Apesar de serem uma grande ajuda para os agricultores, os pesticidas não são nada benéficos para a saúde. Por isso, se ainda não compra alimentos biológicos e orgânicos há sempre formas de tentar reduzir ao máximo o risco de ingestão de vestígios destes químicos. O site Health Digezt listou algumas formas simples que, apesar de não terem o sucesso absoluto garantido no que toca à eliminação destes vestígios, podem fazer uma grande diferença:


 Descascar. Nas frutas e vegetais cuja casca é fácil de remover, descascá-los é a forma mais eficaz de eliminar os pesticidas. Passar por água morna. Os especialistas sublinham que deve passar a água morna e não quente. Faça-o nas frutas e nos vegetais que não dão para descascar mas faça-o também naqueles que acabou de descascar, para garantir que remove todos os vestígios de pesticidas.

 Esfregue-os com um pano ou papel. Depois de lavada, esfregar bem uma peça de futa ou um vegetal com um pano limpo ou um pouco de papel de cozinha vai ajudar a remover qualquer pesticida.

Mergulhe-os em água salgada. Se receia que alguma fruta ou vegetal tenham demasiados pesticidas, mergulhe-os durante uns minutos numa bacia de água morna com uma colher de chá de sal grosso antes de os passar por água morna e de os limpar.

 Mergulhe-os em água com vinagre. Alguns pesticidas contêm certos químicos que são absorvidos pela casca do alimento. Uma boa forma de os remover é mergulhando os alimentos numa bacia com água e uma colher de sopa de vinagre.

 Spray DIY. Já há produtos para eliminar os pesticidas à venda no mercado mas pode fazer a sua própria versão caseira com uma colher de sopa de sumo de limão e duas colheres de sopa de bicarbonato de sódio. Coloque num frasco de spray, abane bem e borrife as frutas e os vegetais depois de os passar por água morna e antes de os secar. (fonte -NOTÍCIAS AO MINUTO)

 Iodo. Talvez um dos métodos mais eficazes, que pode inclusivamente ser utilizado em combinação com outros métodos citados acima. Ver vídeo do médico brasileiro Dr. Lair Ribeiro.