terça-feira, 25 de abril de 2017

Um Treino com Calibre 12

O Grupo Legio aproveitou esse feriado para colocar a pontaria em dia. Sim senhor! Uma manhã muito agradável!

terça-feira, 11 de abril de 2017

Adaptação ao cenário de emergência e a outros imprevistos.

        

             Nos nossos dias, há grupos que se treinam e preparam para cenários caóticos e apocalípticos.  Temos assistido, ainda que de forma discreta, a agrupamentos de pessoas que se congregam em comunidades de número variável, denominados preppers, tendo em mente cenários de resistência e de sobrevivência. 
       Neste sentido, ensaiam actividades e procedimentos, tais como construção de Bunkers, armazenamento de comida para meses ou anos e treino de defesa contra possíveis atacantes ou invasores das suas propriedades. Isto para além das autoridades nacionais e de protecção civil que têm por objectivo a preparação e a reunião de meios para responder a acidentes localizados de grandes dimensões. Porém, estas últimas, na minha opinião, não reúnem condições para responder com eficácia e rapidez a acontecimentos de grande gravidade, como por exemplo um tremor de terra de elevada magnitude em Lisboa, pelo menos nas primeiras 24 horas, mesmo contando com uma possível ajuda de meios de todo o país e com o apoio dos três ramos das Forças Armadas. Daí que a própria protecção civil aconselhe as pessoas a ter certas provisões de reserva, que são assunto de muitos vídeos colocados no Youtube e descritos noutros sites.
Na minha experiência pessoal de situações de emergência, acidentes com familiares na estrada, emergências médicas e experiências pessoais, é valioso o conhecimento dos efeitos do stress e a exacta noção de como as pessoas reagem. O medo é o sentimento que prevalece e dá origem às mais diversas reacções, o que se intensifica nos nossos dias, pois todos contamos com as mais diversas facilidades no nosso dia-a-dia, proporcionadas por todo o tipo de dispositivos e equipamentos electrónicos e informáticos. 
      As pessoas, de um modo geral, não pensam nem se preparam - com previdência e treino - para grandes desastres, como sismos, ciclones, tempestades de grande magnitude, ataques terroristas de grande escala, guerras, acidentes químicos, pandemias, entre outros, pois de um modo geral estão convencidas de que as agências de protecção civil e de socorro tratarão delas atempadamente na maioria das situações, sendo que em alguns casos isto pode ser verdade. Por outro lado, certos meios tecnológicos de que dispomos, em especial o telemóvel, podem ser um instrumento de sobrevivência e em certas circunstâncias salvar muitas vidas. Contudo, devemos pensar melhor se não estaremos a depositar nestes meios demasiada confiança, sobretudo as gerações mais novas. Imaginemos, por exemplo, uma situação em que uma jovem, vendo-se presa por causa de uma intempérie numa estação de comboios, telefona aos pais em busca de transporte e socorro, mas devido a uma chuva muito forte, a linha de comboio fica inundada ou um poste é derrubado, um posto de transformação falha, os meios tecnológicos aqui não podem servir de grande ajuda. 
Não precisamos por isso de imaginar nenhum ataque terrorista nem noutra tragédia de grande magnitude. Basta um acidente que cause o bloqueio das vias terrestres. Lembremos a título de exemplo o que aconteceu no Verão passado no nosso país quando aquele casal português se tornou famoso, ao ter comprado e distribuído água às pessoas retidas na autoestrada, que foram apanhadas desprevenidas num dia de calor intenso de Verão. Por vezes, pequenos objectos como uma lanterna podem evitar situações de pânico, tais como um canivete ou um quebra-vidros dentro de um carro, imagine-se a situação de um acidente rodoviário, em que um sujeito se encontre preso pelo cinto de segurança e se encontre encarcerado com uma criança atrás.  Quanto tempo terá ele de esperar até a operação de socorro chegar? Ou numa situação de queda de árvores devido ao mau tempo. Ou quando se anda sozinho de bicicleta, aqueles que, com frequência saem da estrada, e têm acidentes e ficam feridos, quantos desses trazem algum objecto sonoro como um apito ou de luz para sinalizarem o alerta? 
Há toda uma panóplia de situações várias que podem ser colmatadas por aquilo que se designa por EDC (every day carry - objectos de sobrevivência que devem andar sempre connosco). Passamos então a descrever uma possível lista desses objectos EDC: 
-O telemóvel
-Um canivete com lâmina de dimensões legais, abaixo de 10 cm, os do tipo Suíço são melhores.
-Uma lanterna de boa marca e resistente a uma queda e úteis na defesa pessoal
-Carteira com pensos para feridas e um mínimo de dinheiro, pois se a luz falha não funciona o multibanco
-Uma garrafa com um pouco de àgua
-Um quebra-vidros
-Um assobio ou apito
-Um isqueiro (muito importante, podes ser preciso fazer fogo em várias situações com usos diversos)
-Luvas cirúrgicas
-Medicamentos usados em situações de urgência, como por exemplo anti-inflamatórios e analgésicos 
-Um cinto regulável que possa servir de torniquete ou ajudar a dominar um cão enfurecido
-Calçado resistente


Para complementar juntamos o link do excelente documentário "Britain Blackout". Este demonstra que sem electricidade a sociedade actual fica completamente vulnerável. 

terça-feira, 4 de abril de 2017

COMO NÃO SOBREVIVER



          Há seis anos, quando eu comecei a escrever O SOBREVIVENTE havia apenas débeis luzes sob os desastres mundiais confrontados pela humanidade. Como Historiador, eu poderia combinar as causas e efeitos que levaram à ruína civilizações do passado e traçar um paralelismo com as mesmas influências degenerativas que condenam a nossa própria civilização.
Entretanto, mais e mais pessoas despertaram ao menos para o facto de que o mundo está em terríveis apuros. A maioria, porém; se entretém com a crença de que a sabedoria prevalecerá - Um líder estará em algum lugar lá fora: O inimigo será exposto e destruído, etc. Tal coisa nada mais é do que ocupar-se de ilusão agradável. É a arrogância quase paranoica de acreditar que a nossa
geração é de alguma forma favorecida em relação a, ou superior a povos inteiros
destruídos pelas mesmas causas ao longo da história.
Muitas pessoas, mesmo sobrevivencialistas, são incapazes de aceitar o fim da civilização mundial: Eles o confundem com o fim do Mundo, ponto.
A queda de Atlântida foi o fim da última civilização mundial. Foi uma experiência tão rompante, tão completa que mesmo a maioria dos estudiosos consideram-na um mito. Contudo, não marca o fim do mundo. Sua totalidade residia no fato de que estava interligada e interdependente em relação a outras culturas da Terra, como na nossa presente civilização global.
Houve sobreviventes da queda de Ur dos Caldeus, Babilónia, Grécia e Egipto. Mas para a maioria de seus habitantes foi realmente o fim do mundo.
Quase como a Atlântida, o Império Romano espalhou uma teia de interdependência através de toda a Europa. À sua queda seguiram-se as centenas de anos de ignorância, miséria, despotismo, inquisição e degradação conhecida como a Idade das Trevas. Mas não foi o fim do mundo.
De 1348 a 1361 a Peste Negra envolveu a Europa. Uma metade dos britânicos morreram enquanto o resto da Europa sofreu uma perda de um quarto de sua população. A praga devastou as cidades, aniquilando as classes baixas mas deixando a Aristocracia e os camponeses relativamente seguros.
O DECAMERON de Boccaccio é uma coleção de histórias supostamente contadas por um grupo de afluentes e inteligentes Florentinos que durante a praga fugiram da assolada Florença para o campo; lá se reuniram e contaram histórias espirituosas até passar o pior. Não era o fim do seu mundo. Terminada a peste, eles voltaram aos seus lares. Como a classe trabalhadora foi dizimada, os sobreviventes tiveram de substituir as mãos por máquinas. A tecnologia e a ciência floresceram e o período foi chamado a Renascença ou o Renascimento.
Aceitemos portanto, o fim da civilização mundial com a esperança de não perecermos necessariamente junto com ela. Depois de fazer isso, você poderá ver o absurdo das seguintes medidas de emergência para sobreviver a uma calamidade temporária:
Investir em bens intangíveis, ouro, prata, diamantes, antiguidades,
pinturas:
Estes são dependentes do seu valor no desejo, não na necessidade.
Quando a necessidade é a maior consideração, o desejo é simplesmente uma emoção frívola.
Para trocar os seus bem preciosos por bens de primeira necessidade, você terá que esperar até que os excedentes de produção sejam criados. No entanto, digamos que você se aproxima de um fazendeiro e lhe oferece um Krugerrand de 600 dólares para seu valor em frangos. Se você tiver sorte, ele poderá oferecer-lhe um frango de 600 dólares...

Veículos “Bugout”: Eu me divirto com as fantasias de alguns tipos urbanos
que enchem autocaravanas com tudo o que poderia ser necessário para sobreviver! Quando a coisa atingir a ventoinha (SHTF), eles sairão apenas quando os tumultos se tornarem demasiado ferozes ou as nuvens dos cogumelos atómicos pairarem directamente sobre as suas cabeças. Estradas bloqueadas por veículos sem combustível e / ou destruídos
selarão o destino da maioria dos “bugouters”. Os bandidos darão conta de muitos daqueles que conseguirem ultrapassar os congestionamentos.
As pessoas nas áreas rurais, ameaçadas por multidões de refugiados,
alvejarão quem quer que não se mantenha em movimento. Você não poderá carregar combustível suficiente para se manter em movimento.
Levarão semanas, talvez meses, para os habitantes rurais ficarem sem suprimentos em suas aldeias e vilas. Afugentando os forasteiros, como é óbvio, haverá pouquíssimas chances de que seja concedido refúgio entre eles antes que teus próprios suprimentos esgotem, independentemente do que tenhas para barganhar.
O melhor é abastecer um um U-Haul* e dirigir-se para as Ozarks agora mesmo.

Abrigos Nucleares: Estes são para áreas urbanas. Executivos e homens de negócios presos ao sistema acreditam que poderão abrigar-se antes de que a precipitação nuclear os atinja. Depois de um par de semanas eles imaginam que sairão para algum tipo de “Admirável Mundo Novo”, onde voltarão para suas mesas e continuarão o seu trabalho como o costume.
Quando as cidades se forem, as pessoas presas em abrigos terão o mesmo destino daquelas que não têm abrigos. A chance de viver mais um par de semanas de vida não vale a despesa. Nos anos 50, os abrigos teriam sido práticos na eventualidade de uma guerra nuclear mas nos anos 80 a devastação será tão maior, que a reconstrução em ruínas nucleares será impensável por anos. (imaginem agora, entre 2017 e 2020!)
Fora das grandes cidades, um bunker poderá ser agradável e uma proteção contra o pior da precipitação nuclear. Ainda assim, seria um abrigo para meses, senão anos.
Hiroshima e Nagasaki provaram a falácia das mutações, obliteração por doenças relacionadas à radiação, esterilidade e câncer anos depois. A maioria sobreviverá sem abrigos, a menos que toda a vida seja destruída.
Arsenais: Adoro armas, mas só tenho o suficiente para mim. Eu não terei que armar os meus vizinhos porque nunca conheci ninguém aqui que não estivesse bem armado.
Tenho uma estação de recarga completa, abrangendo cada rifle, tamanho da espingarda e pistola das variedades mais comuns. Esqueça o exótico! Estou preparado para recarregar para a comunidade. Isso é tudo que é necessário.
No entanto, eu li a respeito de “fanáticos por armas” a comprar de tudo o que dispare projéteis, como se armas fossem tudo o que importa. Eles devem pensar que o tiroteio durará por anos a fio. Talvez até estejam certos se ficarem presos entre as grandes cidades
e as áreas rurais bem defendidas. Nesse caso, esses “fanáticos por armas”
tornar-se-ão justamente naquilo o que eles imaginam que estão a se armar contra.
Assim, a menos que sejas um armeiro ou um colecionador honesto, você não tem
nenhuma razão para adquirir armas apenas para tê-las. Melhor gastar o seu dinheiro em itens mais úteis. Sim, você deve ter uma boa caçadeira, carabina e pistola.
Você deve obter uma cópia do livro de Mel Tappan, “SURVIVAL GUNS” e escolher as melhores armas que possa pagar e nas variedades adequadas às suas reais necessidades... Mas considerar um arsenal mais importante do que as ferramentas necessárias à sobrevivência de longo termo é pura imaturidade.

Luta contra o comunismo: Com o atual comunismo marxista em declínio, o dinheiro e oesforço gasto na luta contra essa ideologia estúpida é um desperdício. É claro que o termo "comunismo" está a se tornar "Bildeberger", "Trilateralismo", etc. que é supostamente a mesma coisa. Parece que tudo é parte de um enorme enredo. A crença em tal enredo é comumente conhecida como “Teoria da conspiração". Comunistas, Bildeberger, Trilateralistas e talvez uma dúzia outros grupos vagos estão a receber o crédito por quase tudo o que está errado no nosso planeta. Se um culpado pudesse ser encontrado, identificado, combatido e finalmente neutralizado, toda a "luta" seria razoável.Mas esse absurdo tem acontecido há anos sem nada para demonstrar além das exposições de todos os "patriotas".
Quando Roma foi cercada pelos bárbaros e arruinada pelas revoltas de proletários e
escravos libertos, os justos cidadãos desperdiçaram tempo valioso a seguir as suas próprias teorias de conspiração. Roma caiu sem que nenhum dos "conspiradores" fosse incomodado.
O ponto é que a degeneração não precisa de nenhum rótulo. Rotulá-la apenas dá a falsa esperança de que um rótulo é de alguma forma como um alvo contra o qual se possa disparar. Este é um falso conforto já que o alvo em si é falso.
A manipulação política e internacional dos párias do mundo devem ser ignoradas neste momento. Quanto melhor preparado você estiver para cuidar de seus próprios problemas, melhor você será capaz de lidar com os vermes quando o colapso vier. Enquanto isso, não comprometa os teus esforços para a sobrevivência, ficando indignado com o que uma chusma de predadores condenados e parasitários têm feito.
REVOLTA CONTRA A CIVILIZAÇÃO, de Lothrop Stoddard, está a ser disposto neste volume. Ele mostra como os comunistas são simplesmente inteligentes, perdedores engenhosos a incitar perdedores ineptos contra os melhores indivíduos. No que me diz respeito, os perdedores tomaram as cidades e destruíram as suas economias. Que eles fiquem com as cidades! A maioria deles morrerá nelas.
 
                                                                                                                       Kurt Saxon -1980

*                                         * U-Haul: espécie de atrelado de pequenas dimensões muito popular nos EUA sobretudo nos anos 80/90. 


                                                              THE SURVIVOR - KURT SAXON

domingo, 26 de março de 2017

A importância do desempenho cognitivo intelectual para a sobrevivência.

                                                                     

        Num contexto de sobrevivencialismo, em todos os cenários valorizamos com justeza a preparação e as capacidades físicas, assim como aspectos logísticos em relação ao meio que nos rodeia.
 Em todos os cenários, valoriza-se sempre a possibilidade de contarmos com um considerável armazenamento de medicamentos de actuação SOS como antibióticos, anti-inflamatórios e analgésicos, alimentos, ferramentas, entre muitas outras coisas. A suplementação alimentar é vista como um luxo proveniente de tempos de paz e de estabilidade, uma espécie de sinal dos tempos modernos dos países industrializados e urbanos.
       Provavelmente muitos ignoram que num cenário de possível escassez alimentar , os suplementos e alguns tipos de medicamentos poderão desempenhar um papel essencial para nos mantermos mais tempo aptos e saudáveis. Outro aspecto também muito negligenciado é o desempenho cognitivo e emocional. Sem esquecer que o potencial intelectual de cada um vem em esmagadora percentagem da sua herança genética, não devemos esquecer que até esse mesmo potencial pode degenerar-se facilmente, seja em tempos de paz ou em tempos mais conturbados.
    A propósito disto, vivemos numa época em que a esperança de vida tem aumentado em relação a décadas anteriores. Hoje em dia, a percentagem de população com mais de 70 anos cresceu bastante na maioria dos países industrializados do Hemisfério Norte, e não são raros os casos em que um indivíduo chega aos 90 anos. Porém, as doenças degenerativas relacionadas com o desempenho cognitivo e psíquico também aumentaram, afectando as pessoas a partir de determinada idade. Surgem cada vez mais casos do mal de Alzheimer e de demência vascular em famílias sem antecedentes dessas doenças. Segundo os entendidos, este problema deve-se em muito a um estilo de vida sedentário e a alimentação desequilibrada. Outras teorias muito divulgadas acusam o papel nefasto de certas substâncias presentes em alimentos processados , tais como o aspartame e o glutamato de potássio, em pesticidas que se encontram na fruta e nos legumes, tais como o fluor, assim como a poluição atmosférica.
      Por outro lado, a sociedade dos dias de hoje, sendo bastante competitiva , recorre com frequência a estimulantes enrgéticos para o cansaço físico e mental e não é de espantar a popularidade e a procura que os estimulantes cerebrais, naturais e sintéticos têm tido um pouco por todo o mundo industrializado. São os denominados nootrópicos (nootropics, mais popularmente, em inglês). Noo em grego significa mente, tropo significa direcção. Quase todos nós, numa ocasião ou noutra, já tivemos de tomar algum tipo de suplemento, natural ou menos natural, com o objectivo de reduzir o cansaço, melhorar a memória ou propiciar boa disposição. Até mesmo às crianças e aos adolescentes em alguns casos, lhes foram ministradas drogas sintéticas, denominadas de “inteligentes”, tais como a Ritalina, com o fim de lhes melhorar o rendimento escolar.   
    Em muitos países estas drogas foram proibidas, pois os efeitos negativos tornaram-se evidentes.
Os estudos científicos não são conclusivos quanto ao efeito real da maioria dos medicamentos nootrópicos, sejam eles sintéticos ou naturais. Os profissionais da saúde dividem-se, apontando muitas vezes dúvidas e demonstrando cepticismo. Contudo, frequentemente as pessoas que tomam tais drogas e suplementos sentem e afirmam melhorias consideráveis nos seus desempenhos cognitivos e emocionais. Claro que deveremos sempre mencionar que o estilo de vida e os hábitos alimentares são determinantes num bom desempenho intelectual e no estado emocional. Uma boa alimentação, actividade física regular e hábitos culturais que desafiem o conhecimento são essenciais para este efeito. Para além do mais importante, que é providenciar ao cérebro tempo de descanso suficiente. Cada vez mais, os médicos são peremptórios na importância fundamental do sono, afirmando mesmo que dormir o tempo suficiente – entre seis a oito horas diárias – é tão ou mais importante do que comer. Seja para o desempenho cognitivo seja para a saúde de um modo geral. Por isso, antes de partirmos para a suplementação ou medicação com o fim de melhorarmos a nossa performance intelectual e emocional, há que antes de mais alterar estes hábitos, sendo que o tempo de descanso do sono continua a ser desprezado por muitos. Mas partindo para os ditos nootrópicos podemos dividi-los entre os naturais e os sintéticos. Entres estes últimos estão os compostos químicos da família dos racetams e o Adderall, entre outros menos populares. Entre os naturais a gama é muito variada, desde as vitaminas até aos ácidos gordos, magnésio e outras plantas às quais se atribuem efeitos benéficos para estes casos, como é o caso do gincko biloba, do ginseng (chinês, americano e coreano), raiz do ouro, entre muitos outros.                                                                                                                                                                    As vitaminas do complexo B desempenham um papel fulcral, em termos alimentares, existem em boas quantidades nas carnes vermelhas e em algumas leguminosas. Ácidos gordos como o ómega 3 e o magnésio são essenciais para este efeito e para a saúde um modo geral. Em modo de conclusão, podemos referir que podemos e devemos procurar formas de melhorar o nosso desempenho intelectual, físico, emocional ou outros, seja na forma natural ou medicamentosa. Estes aspectos são essenciais para a nossa qualidade de vida, à mediada que envelhecemos, seja em que contexto histórico for, e sobretudo para a nossa sobrevivência num cenário adverso. Contudo, nós somos o resultado das nossas opções de vida e dos nossos hábitos. Não podemos esperar bons resultados quando não estamos a moldar a nossa existência de modo correcto. Não existem pílulas milagrosas e a nossa vontade e espírito de sacrifício serão essênciais para o nosso desempenho, seja ele cognitivo ou de outro nível qualquer. A nossa preparação para um cenário desfavorável passa esencialmente pelos hábitos que adquirimos e as defesas que obtivermos enquanto estivermos a tempo de o fazer.

terça-feira, 14 de março de 2017

Permacultura e bioconstrução (livros)

No âmbito do tema da agricultura biológica e práticas ecologicamente sustentáveis, tem surgido, nos últimos anos, um crescente interesse na área da permacultura e bioconstrução. O que se entende por permacultura? O termo permacultura foi inventado nos anos 70 por 2 australianos, David Holmgren e Bill Mollison, para descrever um sistema pioneiro que tem como pretensão fazer frente à degradação ecológica causada, entre outros factores, por práticas agrícolas agressivas para o ambiente. Para tal, tem tentado desenvolver estratégias no sentido de criar métodos sustentáveis de produção de alimentos. Não se trata de um sistema com práticas rígidas e fixas. No entanto, possui um conjunto de valores éticos que permanecem constantes independentemente da situação, quer se esteja a criar sistemas de planeamento urbano ou comércio, quer se esteja a gerir uma pequena horta ou uma floresta de 2000 hectares.


       A permacultura está baseada, nomeadamente, no reconhecimento de padrões e princípios universais observados na natureza, aprendendo a aplicá-los em sistemas ecológicos arquitectados pelo Homem. Ao contrário de tentar domar a natureza, procura-se colaborar com ela. Desta forma, são frequentemente utilizadas práticas típicas de agricultura biológica como rotações de culturas, consociações, alternativas à luta química (pesticidas) no controlo de inimigos da cultura, etc. No entanto, a permacultura procura, igualmente, explorar outras questões como o uso de fontes de energia renovável, bioconstruções (construções que não sejam agressivas para o ambiente), captação e filtragem de água, entre outros aspectos.

Segundo David Holmgren, os 12 princípios de design da permacultura são:
1.    Observe e interaja: Ao interagirmos com a natureza, podemos desenhar soluções adequadas à nossa situação particular.
2.    Capte e armazene energia: Desenvolvendo sistemas que permitem arrecadar recursos que estejam no pico de abundância, podemos utilizá-los quando houver necessidade.
3.    Obtenha rendimento: Assegure-se de que está a obter recompensas verdadeiramente úteis como parte do trabalho que está a desempenhar.
4.    Pratique auto-regulação e aceite retornos: Devemos desencorajar actividades desadequadas para garantir que os sistemas continuem a funcionar bem.
5.    Utilize e valorize recursos e serviços renováveis: Faça o melhor uso da abundância da natureza para reduzir o nosso comportamento consumista e a nossa dependência em recursos não renováveis.
6.    Evite o desperdício: Ao valorizar e fazer uso de todos os recursos que estão disponíveis para nós, nada será desperdiçado.
7.    Projecte dos padrões aos detalhes: Dando um passo atrás, podemos observar padrões na natureza e na sociedade. Estes padrões podem formar a espinha dorsal dos nossos projectos, com os detalhes a ser preenchidos conforme avançamos.
8.    Integrar ao invés de segregar: Colocando as coisas certas no local certo, fazemos com que as relações entre uma e outra se desenvolvam e elas passam a trabalhar juntas para ajudar uma à outra.
9.    Utilize soluções pequenas e lentas: Sistemas pequenos e lentos são mais fáceis de manter do que sistemas grandes, fazendo uso mais adequado de recursos locais e produzindo resultados mais sustentáveis.
10.    Utilize e valorize a diversidade: A diversidade reduz a vulnerabilidade a uma variedade de ameaças e tira vantagem da natureza única do ambiente na qual reside.
11.    Utilize bordas e valorize elementos marginais: A interface entre as coisas é onde os eventos mais interessantes ocorrem. É onde frequentemente estão os elementos mais valiosos, diversificados e produtivos de um sistema.
12.    Utilize e responda criativamente às mudanças: Podemos ter um impacto positivo nas mudanças inevitáveis se as observarmos com atenção e intervirmos no momento certo.

Para quem quiser explorar este tema, no seguinte link podem ser encontrados alguns dos mais importantes livros de permacultura e bioconstrução (em formato pdf):

http://www.ideasverdes.es/2000-libros-gratis-sobre-permacultura-agroecologia-bioconstruccion-y-vida-sustentable/

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

Suécia Sob Ocupação

       A Suécia está a dar o berro. Há 55 zonas em que a polícia não entra, ou melhor, ambulâncias não entram e a polícia, se entra, é bom que leve bons agentes para proteger bombeiros e afins. A polícia estima que precisaria de mais 200 agentes que não possui. Têm sido encontradas granadas activas pela polícia em certas zonas e tem ocorrido um aumento de todo o tipo de desordens, desde carros incendiados a tráfico de drogas, crimes estes que têm subido a um ritmo alarmante. Na Turquia, as autoridades já informam os seus cidadãos de que a Suécia ou deslocações à Suécia são muito perigosas e a polícia não consegue controlar a situação. Estocolmo é um caso complicado mas Malmö é o "fim". Demitem-se 3 polícias por dia. Na Suécia, os agentes são bem preparados, há muitas agentes femininas, e estes começam a ficar exaustos e exaustas com o peso que os conflitos e o stress causam. Na noite após os comentários proferidos por Donald Trump acerca da Suécia, a polícia sueca disparou sobre indivíduos que partiram instalações e, segundo se pensa, atearam fogos de propósito para atrair a polícia. A polícia pede para as mulheres não saírem à noite para não serem violadas.
Em 2015, a Suécia, um país com 9,5 milhões de habitantes, recebeu mais de 160000 pedidos de asilo e é estimado que até ao final de 2016 tenha acolhido 190000 refugiados (2% da população). O grau de violência dos crimes está a aumentar e a polícia começa a perder a batalha, e isto transformou o problema numa crise existencial para o país.

Seguem-se alguns vídeos relevantes:


No seguinte vídeo, o conhecido Paul Joseph Watson começa por referir que os assassinatos aumentaram 80% e em certas zonas começaram-se a ver crianças armadas. Os media estão a esconder a situação, há Somalis que estavam na Suécia que dizem que querem voltar para a Somalia porque é mais seguro e a Somália é um inferno.


Em 1 minuto e meio depois de ter saído do carro, um cameraman de uma TV Australiana foi atropelado e, logo após a polícia ter abandonado o local, a equipa foi atacada. No meio disto tudo, há migrantes correctos também.





Assaltantes armados de Ak-47 perderam a batalha com os polícias Suecos. Um dos assaltantes foi morto:


Em algumas zonas, a polícia nem pode ir de carro. Segundo aviso da polícia a 17 de Fevereiro já do ano passado, a lei e a ordem estão a colapsar. Carros da polícia já foram atacados com objectos de vários tipos e até granadas. Na Dinamarca estes problemas também começam a surgir.
E, como sempre, a maioria dos políticos esconde a situação.

Este é um dos vídeos mais sugestivos: