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segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

O "Enigma" dos Bancos.

                                                                   


  O sistema bancário internacional é visto como um enigma. Talvez pelo facto de existirem mais de 30.000 bancos diferentes ao redor do mundo que possuem quantidades inimagináveis de activos. Os dez maiores bancos, por si sós, contam com mais de 25 triliões de dólares.
Hoje em dia, os bancos parecem muito complexos, mas originalmente foram criados para deixar a vida mais simples.

                                                          Origem dos bancos

     No século XI, a Itália era o centro de comércio da Europa. Comerciantes de todo o continente aqui se encontravam para negociar as suas mercadorias. Mas havia um problema: moedas de mais em circulação.
Em Pisa, os mercadores tinham de lidar com sete moedas diferentes cambiavam entre si constantemente. Esse negócio de troca acontecia, em geral, ao ar livre, em bancos de rua. Daqui surgiu a designação de banco.

Os perigos da viagem, o dinheiro falso e a dificuldade de obtenção de um empréstimo fizeram os mercadores pensarem na necessidade de um novo modelo de negócios. Os corretores dessa época começaram a dar crédito aos empresários, enquanto os comerciantes genoveses desenvolveram pagamentos em moeda escritural.
As redes de bancos de toda a Europa distribuíam crédito a várias entidades, inclusive para as igrejas ou reis europeus.
Desde sempre, e numa descrição mais simples as pessoas depositam o seu dinheiro e recebem uma pequena quantia de juros em troca. O banco com esse dinheiro empresta com taxas de juros muito mais elevadas. É um risco calculado, pois sabem que alguns dos devedores entrarão em incumprimento com o seu empréstimo.
Esse processo é essencial para nosso sistema económico, porque fornece os recursos essenciais para pessoas adquirirem coisas grandes como casas ou carros e negócios por conta própria, ou para a indústria se expandir e se tornar mais lucrativa, criando assim mais postos de trabalho.
Então, os bancos com os depósitos provenientes das poupanças de pessoas e das entidades criam recursos que a sociedade pode usar para os mais diversos negócios.
Outras fontes de renda dos bancos incluem a aceitação de depósitos de poupança, os negócios de cartão de crédito, as operações de câmbio, serviços de notação financeira e de gestão de caixa.
O principal problema dos bancos nos dias de hoje é que muitos deles abandonaram seu papel tradicional de fornecedores de produtos financeiros de longo prazo em favor de ganhos de curto prazo, que acarretam riscos muito mais elevados.
Durante o boom financeiro, a maioria dos grandes bancos adoptaram aplicações financeiras que eram de difícil compreensão e fizeram suas próprias operações em uma tentativa de fazer dinheiro rápido e ganhar milhões de lucros para os seus executivos e traders. Fizeram de alto risco, o que danificou a economia mundial, particularmente em vários regiões do Globo, com fortes implicações sociais.
Exemplo disto foi em 2008, quando bancos como o Lehman Brothers concederam crédito para, basicamente, qualquer um que quisesse comprar uma casa, e assim colocaram os bancos numa posição de risco extremamente perigosa. Isso levou ao colapso do mercado imobiliário nos EUA e em partes da Europa, fazendo com que o preços das acções baixasse drasticamente o que levou a uma crise bancária global e uma das maiores crises financeiras da história. Centenas de biliões de dólares simplesmente evaporaram. Milhões de pessoas perderam os seus empregos e muito dinheiro foi perdido.
A maioria dos principais bancos do mundo teve de pagar biliões de dólares em multas e os banqueiros viram deteriorada a sua imagem de credibilidade de que até aí ainda usufruíam. Os governos dos Estados Unidos e da União Europeia tiveram de criar enormes pacotes de resgate para comprar activos podres e impedir que os bancos fossem à falência.
Novas leis e regras foram postas em vigor para regular o sector bancário. Fundos compulsórios bancários de emergência foram aplicados para absorver os choques em caso de outra crise financeira. Contudo, as reformas mais profundas continuam por fazer.
Já em 2009, William White, reconhecido economista canadiano e presidente da OCDE, advertiu que o sistema financiero mundial vivia numa situação muito periclitante, uma vez que não tinha recursos económicos suficientes para fazer frente a outra crise. Segundo ele, “o mundo sobrevem uma perigosa avalanche de dívidas incobráveis e de bancarrotas que irão pôr à prova a estabilidade política e social mundial”. Acrescentando que “a situação actual é pior que em 2007, uma vez que os recursos e engenhos macroeconómicos necessários para combater a crise estão praticamente esgotados”.

               Cabe aqui revisitar a opinião de um dos maiores filósofos que produziu o Génio Europeu há mais de dois milénios, para que possamos meditar no seu pensamento perfeitamente sóbrio, imbuído em justiça e aplicável à actualidade:  
     "Assim, das duas maneiras de adquirir e de se enriquecer, uma pela economia e pelos trabalhos rústicos, outra pelo comércio, a primeira é indispensável e merece elogios; a segunda, em contrapartida, merece algumas censuras: nada recebe da natureza, mas tudo da convenção.
O que há de mais odioso, sobretudo, do que o tráfico de dinheiro, que consiste em dar para ter mais e com isso desvia a moeda de sua destinação primitiva? Ela foi inventada para facilitar as trocas; a usura, pelo contrário, faz com que o dinheiro sirva para aumentar-se a si mesmo; assim, em grego, lhe demos o nome de tokos, que significa progenitura, porque as coisas geradas se parecem com as que as geraram. Ora, neste caso, é a moeda que torna a trazer moeda, género de ganho totalmente contrário à natureza."  (Aristóteles - "Política" - Apreciação dos Dois Modos de Aquisição)

 

quinta-feira, 5 de maio de 2016

"São rosas, Senhor" !

O  plano  está  traçado  há  muito  tempo, com os Estados  do Golfo Pérsico  por  detrás  de   muita  coisa.

Estados como  Arabia Saudita, Irão, Qatar, Emiratos, Koweit, conhecem  bem as insuficiências dos lideres  Europeus

Depois utilizam as  organizações  não Governamentais como  instrumento, para ajudar  os  coitadinhos........

 Este "embarque de mobiliário" em grandes contentores de 40" destinava-se aos migrantes na Europa e deveria seguir para os campos de refugiados na Grécia, para tornar sua vida mais suportável e aliviar as suas dificuldades.
No entanto em 14 daqueles contentores de 40" foram descobertas pelos guardas fronteiriças da Grécia 52 toneladas de armas e munições, fingindo ser móveis.

Se isto não  o convence de que esta imigração é nada menos nada mais do que uma invasão armada.... então nada pode convencê-lo!!!!!












terça-feira, 22 de março de 2016

Os serviços de informação e a crise na Europa e Médio Oriente

Na Alemanha do pós-guerra há duas organizações distintas de serviços secretos.

O Bundesnachrichtendienst ou BND (em português Serviço Federal de Informações), fundado em 1 de Abril de 1956. Tem como objectivo assuntos exteriores à Alemanha e coopera com a controversa NSA.

Depois há o Bundesamt für Verfassungsschutz (BfV, em português: Ofício Federal para a Protecção da Constituição), fundado no começo dos anos 50. Destina-se a problemas internos, vigiando os movimentos e indivíduos suspeitos de porem em causa a constituição do pós-guerra. Tem sede em Colónia.
Movimentos como o NPD e a cientologia estão sob a mira deste serviço de informações.

http://www.jornaldenegocios.pt/economia/detalhe/servicos_secretos_alemaes_acreditam_que_governo_sirio_foi_o_responsavel_pelo_massacre_quimico.html

http://expresso.sapo.pt/internacional/2015-10-15-Servicos-secretos-alemaes-suspeitos-de-espiarem-Franca-e-EUA-por-conta-propria

O mais activo no envolvimento da crise do Médio Oriente é efectivamente o BND.
A intermediação de confiltos entre Hamas, Hezbolah e Israel são disso exemplo, tal como aconteceu em 2006, no conflito entre estas duas forças e Israel.

O facto de a Alemanha não ter sido ainda alvo de ataques terroristas em larga escala, nem motins urbanos ao nível dos que já tiveram lugar em França pode levar a conjecturar a eficácia destes serviços e a proximidade dos movimentos armados das zonas de conflito.
Presidida por Gerhard Schindler e contando com cerca de seis mil colaboradores, reporta directamente ao Ministério do Interior alemão.

Será que o escândalo de 2014, que levou à expulsão do espião da CIA , em Berlim, causada por um agente da BND, que cooperava com a NSA, que revelou documentos secretos à congénere americana, pode levar a crer que estes serviços secretos dispõem de uma posição estratégica que lhes dá vantagem em relação aos focos de conflito nas imediações na Europa e os movimentos terroristas de que deles resultam ?

segunda-feira, 14 de março de 2016

Detrás de la Razón - Guerra Mundial, Rusia, EEUU y Arabia Saudí en Siria



La Tercera Guerra Mundial parece estar llamando a la puerta. La puerta se llama ‘Siria’. Y uno de los que quiere tocarla, es Arabia Saudí.

Si la toca, se podría desatar una guerra sin fin, una guerra mundial, al menos eso dice el primer ministro ruso, Dmitri Medvedev, quien suena las alarmas ante la intención de Arabia Saudí de pretender enviar miles de soldados a que hagan una invasión terrestre en la nación siria.

Arabia Saudí incluso dice que podría ser irreversible la decisión. Francia, lejos de su postura de hace unos meses cuando coincidía el presidente François Hollande con el ruso, Vladimir Putin, ahora se tiende más hacia Arabia Saudí, pues los franceses acusaron a los rusos de estar asesinando civiles y destruyendo hospitales con sus bombardeos aéreos sobre Siria.

Por otra parte, el canciller ruso, Serguei Lavrov, lo negó inmediatamente. Turquía por el contrario, le encantó la idea de invadir Siria, que ya está prestando sus bases para que aterricen los aviones saudíes que luego incursionarían sobre terreno sirio.

Es más, el Gobierno de Ankara no descarta participar hombro a hombro en tierra siria con soldados saudíes.

El peligro es que el Gobierno sirio sentenció que cualquier invasión terrestre sin su permiso aunque sea con el pretexto de acabar con los terroristas, será considerada una agresión, y los agresores regresarían en cajas de madera a sus casas.

Aún más, Rusia siempre ha considerado defender al Ejército de Siria. Es por eso que esta ecuación donde hay muchos actores internacionales bombardeando (EE.UU., Francia, Rusia) podría desencadenar en una guerra mundial.

Dos días antes, Lavrov y Kerry acordaron una tregua, Rusia no bombardea y la oposición siria tampoco, tregua que entraría en vigor dentro de una semana. Pero el anuncio de este plan se hizo antes y no importó a la pretensión invasora de Arabia Saudí.

¿Cómo se mueven las fichas en este Oriente Medio que cada vez más se convierte en un polvorín sin salida?


Fonte: http://www.hispantv.com/showepisode/episode/detras-de-la-razon---guerra-mundial,-rusia,-eeuu-y-arabia-saudi-en-siria/21770

segunda-feira, 7 de março de 2016

Explica-me o que é o BCE...

QUE É O BCE?
- O BCE é o banco central dos Estados da UE que pertencem à zona euro, como é o caso de Portugal.

E DONDE VEIO O DINHEIRO DO BCE?
- O dinheiro do BCE, ou seja o capital social, é dinheiro de nós todos, cidadãos da UE, na proporção da riqueza de cada país. Assim, à Alemanha correspondeu 20% do total. Os 17 países da UE que aderiram ao euro entraram no conjunto com 70% do capital social e os restantes 10 dos 27 Estados da UE contribuíram com 30%.

E É MUITO, ESSE DINHEIRO?
- O capital social era 5,8 mil milhões de euros, mas no fim do ano passado foi decidido fazer o 1º aumento de capital desde que há cerca de 12 anos o BCE foi criado, em três fases. No fim de 2010, no fim de 2011 e no fim de 2012 até elevar a 10,6 mil milhões o capital do banco.

ENTÃO, SE O BCE É O BANCO DESTES ESTADOS PODE EMPRESTAR DINHEIRO A PORTUGAL, OU NÃO? COMO QUALQUER BANCO PODE EMPRESTAR DINHEIRO A UM OU OUTRO DOS SEUS ACCIONISTAS ?
- Não, não pode.

PORQUÊ?!
- Porquê? Porque... porque, bem... são as regras.

ENTÃO, A QUEM PODE O BCE EMPRESTAR DINHEIRO?
- A outros bancos, a bancos alemães, bancos franceses ou portugueses.

AH PERCEBO, ENTÂO PORTUGAL, OU A ALEMANHA, QUANDO PRECISA DE DINHEIRO EMPRESTADO NÃO VAI AO BCE, VAI AOS OUTROS BANCOS QUE POR SUA VEZ VÃO AO BCE.
- Pois.

MAS PARA QUÊ COMPLICAR? NÂO ERA MELHOR PORTUGAL OU A GRÉCIA OU A ALEMANHA IREM DIRECTAMENTE AO BCE?
- Bom... sim... quer dizer... em certo sentido... mas assim os banqueiros não ganhavam nada nesse negócio!

AGORA NÃO PERCEBI!!..
- Sim, os bancos precisam de ganhar alguma coisinha. O BCE de Maio a Dezembro de 2010 emprestou cerca de 72 mil milhões de euros a países do euro, a chamada dívida soberana, através de um conjunto de bancos, a 1%, e esse conjunto de bancos emprestaram ao Estado português e a outros Estados a 6 ou 7%.

MAS ISSO ASSIM É UM "NEGÓCIO DA CHINA"! SÓ PARA IREM A BRUXELAS BUSCAR O DINHEIRO!
- Não têm sequer de se deslocar a Bruxelas. A sede do BCE é na Alemanha, em Frankfurt. Neste exemplo, ganharam com o empréstimo a Portugal uns 3 ou 4 mil milhões de euros.

ISSO É UM VERDADEIRO ROUBO... COM ESSE DINHEIRO ESCUSAVA-SE ATÉ DE CORTAR NAS PENSÕES, NO SUBSÍDIO DE DESEMPREGO OU DE NOS TIRAREM PARTE DO 13º MÊS.
As pessoas têm de perceber que os bancos têm de ganhar bem, senão como é que podiam pagar os dividendos aos accionistas e aqueles ordenados aos administradores que são gente muito especializada.

MAS QUEM É QUE MANDA NO BCE E PERMITE UM ESCÂNDALO DESTES?
- Mandam os governos dos países da zona euro. A Alemanha em primeiro lugar que é o país mais rico, a França, Portugal e os outros países.

ENTÃO, OS GOVERNOS DÃO O NOSSO DINHEIRO AO BCE PARA ELES EMPRESTAREM AOS BANCOS A 1%, PARA DEPOIS ESTES EMPRESTAREM A 5 E A 7% AOS GOVERNOS QUE SÃO DONOS DO BCE?
- Bom, não é bem assim. Como a Alemanha é rica e pode pagar bem as dívidas, os bancos levam só uns 3%. A nós ou à Grécia ou à Irlanda que estamos de corda na garganta e a quem é mais arriscado emprestar, é que levam juros a 6, a 7% ou mais.

ENTÃO NÓS SOMOS OS DONOS DO DINHEIRO E NÃO PODEMOS PEDIR AO NOSSO PRÓPRIO BANCO!...
- Nós, qual nós?! O país, Portugal ou a Alemanha, não é só composto por gente vulgar como nós. Não se queira comparar um borra-botas qualquer que ganha 400 ou 600 euros por mês ou um calaceiro que anda para aí desempregado, com um grande accionista que recebe 5 ou 10 milhões de dividendos por ano, ou com um administrador duma grande empresa ou de um banco que ganha, com os prémios a que tem direito, uns 50, 100, ou 200 mil euros por mês. Não se pode comparar.

MAS, E OS NOSSOS GOVERNOS ACEITAM UMA COISA DESSAS?
- Os nossos Governos... Por um lado, são, na maior parte, amigos dos banqueiros ou estão à espera dos seus favores, de um empregozito razoável quando lhes faltarem os votos.

MAS ENTÃO ELES NÃO ESTÃO LÁ ELEITOS POR NÓS?
- Em certo sentido, sim, é claro, mas depois... quem tem a massa é quem manda. É o que se vê nesta actual crise mundial, a maior de há um século, para cá. Essa coisa a que chamam sistema financeiro transformou o mundo da finança num casino mundial, como os casinos nunca tinham visto nem suspeitavam, e levou os EUA e a Europa à beira da ruína. É claro, essas pessoas importantes levaram o dinheiro para casa e deixaram a gente como nós, que tinha metido o dinheiro nos bancos e nos fundos, a ver navios. Os governos, então, nos EUA e na Europa, para evitar a ruína dos bancos tiveram de repor o dinheiro.

E ONDE O FORAM BUSCAR?
- Onde havia de ser!? Aos impostos, aos ordenados, às pensões. De onde havia de vir o dinheiro do Estado?...

MAS METERAM OS RESPONSÁVEIS NA CADEIA?
- Na cadeia? Que disparate! Então, se eles é que fizeram a coisa, engenharias financeiras sofisticadíssimas, só eles é que sabem aplicar o remédio, só eles é que podem arrumar a casa. É claro que alguns mais comprometidos, como Raymond McDaniel, que era o presidente da Moody's, uma dessas agências de rating que classificaram a credibilidade de Portugal para pagar a dívida como lixo e atiraram com o país ao tapete, foram... passados à reforma. Como McDaniel é uma pessoa importante, levou uma indemnização de 10 milhões de dólares a que tinha direito.

E ENTÃO COMO É? COMEMOS E CALAMOS?
Oh pá, Isso já não é comigo, né?
Eu só estou a explicar... caraças!!!!

quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

Relevância da crise dos refugiados

Desde que começámos a abordar o tema da crise dos refugiados, algumas pessoas podem-se ter interrogado qual a relevância deste tópico para o Grupo Legio e para o sobrevivencialismo no geral.
Consideramos que a situação que actualmente assola a Europa poderá originar uma grave e prolongada desestabilização deste continente com consequências nefastas a nível social, económico, demográfico, etc. Os recentes atentados terroristas em Paris são prova disso mesmo.
Assim, julgamos ser de extrema importância ir acompanhando este assunto.
Só desta forma será possível garantir uma preparação conveniente caso suceda algo que abale fortemente a nossa sociedade.


quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Jean Raspail - O Acampamento dos Santos

 

        Tendo em vista a presente situação da Europa no que toca a imigração em massa, gostávamos de recomendar a leitura do "profético" livro «Le Camp des Saints»" de Jean Raspail, publicado originalmente em 1973 em França e em Portugal no ano de 1977, pelas Publicações Europa-América; tendo recebido na Língua Portuguesa o sugestivo e funesto título de "Mortos: 200 Milhões. Todos Nós".
Segue-se a sinopse da referida Obra:


*«Um dia, num futuro que não vem longe, uma estranha frota de velhos navios
corroídos pelo tempo e pelo uso parte do golfo de Bengala ruma em
direcção à Europa. Traz a bordo um milhão de estropiados: os esfomeados dos
"países subdesenvolvidos", que, cansados da miséria, resolvem bater às
portas do paraíso do homem branco.*

*Como irá ele reagir à invasão pacífica dos que vêm buscar abrigo nas suas
terras? Com a respiração suspensa, o mundo espera. Entretanto, ao longo de
todas as fronteiras do hemisfério rico, outros milhões de homens - muitos -
aguardam para se aventurarem também à conquista do paraíso...*

*Ficção científica? E talvez não, se tivermos presentes as previsões
demográficas para o ano 2000...*

*É este o grave problema que Jean Raspail nos propõe neste romance grave.
Um romance em que, através do trágico ou do burlesco das situações
imaginadas, o autor assume uma posição que o leitor pode aceitar ou
rejeitar. O problema, esse, talvez não possa ignorá-lo...»*

quinta-feira, 11 de junho de 2015

Sobre o vírus do papiloma humano: Carlos Alvarez Dardet, Catedrático de Saúde Pública da Univ. Alicante

Hace unos años se introdujo en el calendario de vacunación infantil la vacuna contra el virus del papiloma humano (VPH).

Se anunció que protegía contra el cáncer de cuello de útero, pero lo cierto es que es una vacuna inútil y, lo que es peor, peligrosa. Sin embargo, se está poniendo sistemáticamente en nuestro país a niñas de 13 y 14 años, poniendo en peligro su salud.

A continuación el Dr. Carlos Alvarez Dardet, Catedrático de Salud Pública, le cuenta la terrible verdad sobre esta vacuna y los intereses que están detrás de ella. Véalo ahora en este impactante vídeo:



sexta-feira, 22 de maio de 2015

Caos Urbano

Caos Urbano - A Crise e o Estado por António de Sousa Lara




Quando um fenómeno disruptivo abala a ordem social, seja ele de origem natural ou humana, e o sistema não tem capacidade para o resolver de forma autónoma, encontramo-nos perante um cenário de crise, tipicamente gerador de estados de turbulência, instabilidade e imprevisibilidade. Em zonas densamente povoadas, nomeadamente nas cidades, o impacto de uma crise torna-se proporcionalmente avassalador, com os seus efeitos a fazerem-se sentir na população sob a forma de ansiedade, medo e irracionalidade.

Em consequência, os efeitos de destruição e degradação propagam-se aos sistemas, sejam eles políticos, sociais, económicos ou mesmo de segurança, num fluxo contínuo inerente à própria evolução da crise. Instala-se o caos urbano. Proliferam os comportamentos subversivos – mais como produtos da evolução da crise do que como a sua causa – e, a par deles, emergem questões que requerem resposta igualmente pronta.

Como se deverá intervir?
Quem deverá assumir a gestão da crise, travando ou minimizando os efeitos de caos?
Poderá este papel adotar simultaneamente uma vertente preventiva e outra prospetiva?

Partindo de um modelo teórico de evolução da crise, e através da sua aplicação na análise exaustiva de diversos exemplos de crise contemporâneos, este livro apresenta o Estado como a entidade acertada para assumir essa responsabilidade. Ao adotar uma posição preponderante na gestão de crise e caos urbano baseada em estratégias de intervenção delineadas a priori, o Estado deverá ter a capacidade para controlar o impacto destes fenómenos na sociedade, utilizando-os em seu proveito como catalisadores na promoção da coesão social e na manutenção do status quo.

Este livro traz-nos uma nova perspetiva sobre modelos prospetivos que, tornando-se ferramentas ao serviço das Ciências Sociais, lhes conferem maior utilidade na sociedade.

Com Prefácio do General Pinto Ramalho

Ao longo do livro são abordados, os seguintes temas:

    Considerações sobre a Teoria do Caos Urbano;
    A Crise;
    Breve Reflexão sobre o Caos;
    O Modelo Teórico do Desenvolvimento da Crise;
    Casos de Estudo - Análise do Modelo em Crises no Século XXI;
    Violência Urbana (Tópicos para a Construção de um Early Warning System);
    Políticas de Segurança - Desafios e Rumos;
    O Paradigma Securitário versus a Investigação Criminal no Estado de Direito Democrático;
    Educação, Coesão Social e Segurança Pública - O Impacto na Crise e no Caos.





segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Culturas sobrevivencialistas – Couve-Galega

No que diz respeito à agricultura num contexto sobrevivencialista, a escolha de culturas a plantar é uma
decisão algo subjectiva.
No entanto, nesta selecção deve-se ter em conta determinados parâmetros, nomeadamente a rapidez de crescimento das plantas, a resistência e adaptabilidade a condições adversas (como presença de pragas/agentes patogénicos ou escassez de nutrientes e água), e a sua capacidade nutritiva e facilidade de conservação.

Uma planta que reúne de forma fantástica estes factores é a couve-galega.
De todos os vegetais, a couve-galega (tal como as outras variedades de couves de folhas) é a que contém as concentrações mais elevadas de fitonutrientes, especialmente carotenoides, luteína e zeaxantina.
É, também, uma fonte importante de vitamina A, cálcio e ferro.

Para além de se tratar de um vegetal altamente nutritivo, é bastante fácil de cultivar, preferindo temperaturas algo baixas e podendo resistir a ligeiras geadas.
Consegue desenvolver-se bem mesmo nos períodos mais frios do ano, letais para a maioria dos outros vegetais, chegando a resistir a temperaturas de -10ºC.
É pouco exigente em termos de textura e estrutura do solo mas, naturalmente, quanto mais rico o solo, melhor será a produtividade. Assim sendo, gosta de solos ricos em azoto e matéria orgânica.
Convém, ainda, assegurar uma drenagem adequada para não deixar o solo encharcado. Outro aspecto importante consiste na sua resistência a pragas e doenças, sendo a lagarta da borboleta-da-couve a praga mais problemática.

A couve-galega é frequentemente usada em sopas (como o caldo verde) mas pode ser servido como
esparregado ou fresco em saladas, especialmente se se tratarem de folhas jovens.
Pode também ser usada na alimentação de suínos, galináceos e outros animais de quinta.
Conserva-se facilmente por congelação ou desidratação.

Sementeira: Geralmente, semeia-se no fim de Abril ou início de Maio.
No entanto, em clima ameno, a sementeira pode ser efectuada em qualquer época do ano. Esta pode ser feita a lanço directamente na horta mas é conveniente semear em linhas com um espaçamento entre linhas de cerca de 50cm e um espaçamento entre plantas de cerca de 30cm, para garantir uma maior produtividade. As sementes devem ser colocadas a cerca de 1cm de profundidade.
Também é possível semear em sementeiras primeiro, fazendo posteriormente uma transplantação para a horta quando as plantas possuírem 4 a 5 folhas verdadeiras. Deve-se evitar realizar esta operação no período mais quente do dia. Convém fazer uma irrigação logo após o processo de transplantação.
Aquando da sementeira/plantação, é vantajoso que o solo se encontre bem estrumado.

Manutenção: controle as infestantes (ervas daninhas) regularmente.
Tal pode ser feito facilmente com uma enxada caso não se trate de uma cultura bastante extensa. Deve-se manter o solo húmido mas garantindo uma adequada drenagem para não o deixar encharcar. Solos encharcados favorecem o aparecimento de doenças.
É importante monitorizar regularmente o estado sanitário das folhas, removendo as lagartas presentes.
Adicionalmente, poder-se-á fazer uma adubação azotada de cobertura, visto estas plantas gostarem de solos ricos em azoto.

Colheita: deixe a couve-galega até realmente precisar dela, isto é, nos períodos em que não houver mais alimento disponível na horta.
Devido à sua resistência, a couve-galega sobreviverá mesmo em períodos letais para a generalidade dos outros vegetais. As folhas podem ser colhidas progressivamente ao longo do tempo.

Em condições óptimas, esta planta pode produzir durante alguns anos.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Cuidado com os contadores EDP "inteligentes"

Já ouviram falar dos “contadores inteligentes” que a EDP quer instalar nas nossas casas?

Leiam esta informação da EDP:
“Contadores inteligentes substituem os contadores tradicionais, facilitando a comunicação bidireccional entre consumidores e a empresa que presta os serviços.
Subestações digitais e outros equipamentos passam a ser geridos através de um sistema de controlo de informação remoto e centralizado.
As redes inteligentes são, sem dúvida, o futuro da distribuição de energia eléctrica em Portugal.”
 
( http://www.edpdistribuicao.pt/pt/rede/InovGrid/Pages/RedesInteligentes.aspx )

Então agora… Vejam este curto video legendado em Português.

Os futuros contadores de electricidade Inteligentes?
Talvez até "inteligentes" demais...

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Treino: o mais importante item do “equipamento” de sobrevivência

Treino de fogo do Grupo Legio

Gastar “pipas” de dinheiro com o equipamento melhor e mais recente, é algo que muitos fazem nesta área.  Atenção, não nos interpretem mal, nós também gostamos de bom equipamto.

Mas o problema, é que não vemos muitos a  gastar dinheiro ou esforço na sua formação e conhecimento sobre o seu equipamento.
Quando dizemos formação, não nos referimos apenas especificamente a participar de cursos (embora o recomendemos).  Acreditamos que a experiência é tão importante quanto o treino.
 
Quando nos defrontamos com uma situação que tinhamos enfrentado antes, geralmente sabemos como lidar com ela. Por quê? É claro, porque já lidamos com ela anteriormente.

Muitas pessoas pensam que quando se depararem com uma nova situação, irão conseguir e obter as competências para se “safar”.  Mas como já muitos se aperceberam, não é assim que se passam as coisas.
Realisticamente, irá recorrer ao seu nível de formação para enfrentar e tentar ultrapassar essa situação com os conhecimentos e experiencias que possui.


Marcha do Grupo Legio na Serra do Alvão
Vejamos isto sob um ponto de vista fisico.
Acredita que será capaz de fazer uma saída de emergência (bug out)  a pé de 40 km carregado com tudo o necessário, para chegar ao seu local preparado para esse fim ?

Temos a certeza de que existem muitas pessoas por aí que acreditam que conseguem.
Mas nós duvidamos…

Sempre haverá quem deixe que umas fantasias (ou visto na tv) leve a melhor sobre as suas reais capacidades.
Se nunca se esforçou e treinou para obter essa a capacidade física, muito provavelmente isso não irá  acontecer se alguma vez se tornar real a necessidade de tal saída.

Existem intermináveis recursos de sobrevivência online, e pode passar horas e horas a ver o grande número de "especialistas de sobrevivência" no YouTube.
Se está apertado de dinheiro, e essa é a única opção que tem, então é melhor do que nada.
Mas mesmo assim, nós incentivamo-lo a  sair e a praticar essas habilidades e a ganhar essa "experiência”, e a boa noticia é que pode faze-lo por pouco dinheiro.
Ao tentar e errar fazer algo é que pode aprender como fazê-las correctamente.
Um exemplo disto é o fogo por fricção. Provavelmente vai falhar muitas vezes antes de o conseguir fazer, mas a experiência irá ajudá-lo a conseguir noutras situações.

Se tem algum dinheiro para gastar, pode iniciar formação nas seguintes áreas:
• Sobrevivência (abrigos, fogo, agua, etc)
• Defesa pessoal (ou seja, Karate, boxe, etc ...)
• Jardinagem / Hortas /  Plantas medicinais

Algumas dessas competências  pode obtê-las com amigos, já para outras  terá que frequentar cursos.
Por principio, dinheiro em (boa) formação, é bem gasto.
Vai notar o quanto irá subir o nível das suas competências e experiencias.

E não esqueça -> Treino: o mais importante item do “equipamento” de sobrevivência


quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

O Homem Cinza (Gray Man)


O “Homem Cinza” é, essencialmente, uma pessoa que pode “desaparecer” numa multidão e movimentar-se de forma  despercebida.
É alguém que, por exemplo, não entabula conversas, que não pára uma outra pessoa para lhe dizer que perdeu algo, ou seja, não chama a atenção sobre si.

Algumas  pessoas têm a ideia errada de que o Homem Cinza não pode usar vestuário do tipo táctico. Existe alguma verdade nisso, mas o conceito vai muito mais além.

O objectivo principal é para não criar estímulos para aqueles que o rodeiam. Se isso acontecer, pode fazer com que de alguma forma se destaque e alguém se lembre de si.
Na próxima vez que entrar numa loja, restaurante, etc, atente que há pessoas em que não se repara, que passam despercebidas, a quem não se presta atenção.  Eles são completamente “cinzentos” e não transmitem qualquer sinal de ameaça.  Este é o “Homem Cinza”.

Como podemos fazer isso?

• Não usar qualquer tipo de logotipo, seja daquela marca famosa, de clubes desportivos, da empresa onde trabalha, etc. O ideal seria estar "higienizado", isto é, não ter qualquer material de identificação nas roupas ou equipamentos. Por exemplo, se estiver a usar um boné do seu clube de futebol, alguém pode se também um fã, observá-lo (a criação de estímulo) e pode até mesmo iniciar uma conversa. O que seria o pior cenário possível de falhanço para o “homem cinza”.

• Vista jeans, calças clássicas, polos normais, t-shirt, camisas, etc em cores neutras. Evite as calças militares, serão notadas. Não vista nada chamativo ou exótico. Basicamente, quer-se um estilo “normal”, daqueles que nunca saem de moda.  Estes principios, é claro, aplicam-se igualmente ao calçado.

• Vista-se para a ocasião., ou seja, para onde vai e para o que vai fazer.

• Use roupas de acordo com a época do ano,

• Não estabeleça contacto visual e ande num ritmo normal.

• Não use penteados do ultimo estilo da moda. Com um corte de cabelo extravagante não irá conseguir passar despercebido, mesmo com roupas “normais”.

 • Para as senhoras: Evitem roupas reveladoras que podem chamar a atenção dos homens.

• Lembre-se sempre de nunca parecer ameaçador.

No entanto. para alguns ser um "Homem Cinza" pode ser uma tarefa mais  difícil.
Se, por exemplo, a sua altura sobressai da média, tem excesso de peso, é excessivamente musculado, tem cicatrizes que se vejam, marcas de nascenças, provavelmente irá ser notado e lembrado.

Num próximo artigo iremos aprofundar este assunto do “Homem Cinza”.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

Aluguer de contadores de água, luz e gás acaba dia 26 Maio de 2015

        

       Os consumidores vão deixar de pagar os alugueres de contadores de água, luz ou gás a partir de 26 de Maio próximo. Nesta data entra também em vigor a proibição de cobrança bimestral ou trimestral destes serviços, segundo um diploma que foi ontem publicado na edição do Diário da República. A factura de todos aqueles serviços públicos vai ser obrigatoriamente enviada mensalmente, evitando o acumular de dois ou três meses de facturação, indica a Lei 12/2008, ontem publicada no boletim oficial e que altera um diploma de 1996 sobre os 'serviços públicos essenciais'. A nova legislação passa a considerar o telefone fixo também como um serviço essencial e inclui igualmente nesta figura as comunicações móveis e via Internet, além do gás natural, serviços postais, gestão do lixo doméstico e recolha e tratamento dos esgotos. O diploma põe fim à cobrança pelo aluguer dos contadores feita pelas empresas que fazem o abastecimento de água, gás e electricidade. Também o prazo para a suspensão do fornecimento destes serviços, por falta de pagamento, passa a ser de dez dias após esse incumprimento, mais dois dias do que estava previsto no actual regime. Outra mudança importante é o facto de o diploma abranger igualmente os prestadores privados daqueles serviços, classificando-os como serviço público, independentemente da natureza jurídica da entidade que o presta. Numa reacção à publicação do diploma em causa, 'a Deco congratula-se com estas alterações, há muito reivindicadas', afirmou à agência Lusa Luís Pisco, jurista da associação de defesa do consumidor. O diploma ontem publicado, para entrar em vigor a 26 de Maio, proíbe também a cobrança aos utentes de qualquer valor pela amortização ou inspecção periódica dos contadores, ou de 'qualquer outra taxa de efeito equivalente'.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

A Obsolescência Programada


Obsolescência programada é a decisão do produtor de propositadamente desenvolver, fabricar e distribuir um produto para consumo de forma que se torne obsoleto ou não-funcional especificamente para forçar o consumidor a comprar a nova geração do produto.1 A obsolescência programada faz parte de um fenômeno industrial e mercadológico surgido nos países capitalistas nas décadas de 1930 e 1940 conhecido como "descartalização", e é totalmente nociva ao meio ambiente, sendo considerada uma estratégia não-sustentável. A obsolescência programada faz parte de uma estratégia de mercado que visa garantir um consumo constante através da insatisfação, de forma que os produtos que satisfazem as necessidades daqueles que os compram parem de funcionar ou tornem-se obsoletos em um curto espaço de tempo, tendo que ser obrigatoriamente substituídos de tempos em tempos por outros produtos mais modernos.
 Fonte: Wikipedia

quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Nem tudo o que brilha é ouro...

Pois sim...  É claro que os EUA, nem sabiam, nem nada tiveram a ver com a decisão da Arábia Saudita... :)


McCain: "Debemos agradecer a los sauditas la bajada del precio del petróleo"

El senador John McCain afirmó que la actual bajada de los precios del petróleo no se debe a las acciones de la Administración de Barack Obama, sino a las autoridades sauditas, por lo que los estadounidenses deberían estarles agradecidos.

"Debemos estar agradeciendo a los sauditas, que han permitido que el precio de un barril de petróleo baje hasta el punto en el que está afectando a la economía rusa", dijo McCain en una entrevista con la cadena CNN.

Así, el político descartó que la Administración de EE.UU. y sus acciones, incluida la producción de petróleo de esquisto en el país, causen la disminución de los precios del crudo a nivel mundial.

El mes pasado, los países de la OPEP decidieron no reducir la producción de petróleo, decisión promovida ante todo por Arabia Saudita, argumentando que el precio tiene que estar regulado por el mercado. Desde entonces, el precio del barril no ha dejado de caer drásticamente.

Fonte: REUTERS/Joshua Roberts

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

2016 é o ano do “crash” nas bolsas, avisa o “Dr. Doom” Nouriel Roubini

Nouriel Roubini, o mediático economista que previu a crise financeira global, diz que os mercados estão a formar uma "bolha" que irá rebentar não em 2015 mas no ano seguinte, em 2016. É o "Dr. Doom".



O mediático Nouriel Roubini é conhecido por "Dr. Doom", pelas suas habituais previsões cataclísmicas. Em 2006, acertou.




As bolsas europeias estão perto dos níveis mais elevados dos últimos sete anos e, nos EUA, Wall Street passou quase todo o ano de 2014 a renovar máximos históricos consecutivos.
Um dos economistas norte-americanos mais mediáticos, Nouriel Roubini, diz que está a formar-se a “mãe de todas das bolhas” nos mercados e que o colapso – que deverá acontecer, acredita, em 2016 – será tremendo.

Nouriel Roubini é conhecido por “Dr. Doom” pelas suas previsões habitualmente cataclísmicas para os mercados. A sua reputação cresceu, contudo, quando o economista alertou numa conferência do Fundo Monetário Internacional (FMI), em 2006, que o mercado imobiliário nos EUA iria colapsar e que o país iria cair numa grave recessão que causaria ondas de choque em todo o mundo.
Foi, na altura, ridicularizado por quase todos, mas a crise financeira de 2008 desenrolou-se de forma muito semelhante ao que tinha previsto.

Agora, o economista e professor da New York University (NYU) diz numa entrevista à Yahoo Finance que a “mãe de todas as bolhas nos preços dos ativos já começou” e que poderá ser mais grave do que aquela que antecedeu a crise financeira de 2008. E atira uma data para o colapso das bolsas: 2016.
Em que fase da “bolha” estamos? “Estamos mais ou menos no meio”, diz Roubini. “No próximo ano (2015) teremos crescimento económico e dinheiro barato, pelo que esta ‘espuma’ que vemos nos mercados ainda deverá continuar”.
O economista refere-se à “espuma” como uma indicação de que os mercados estão a formar bolhas, alimentadas pela inflação baixa que existe nas economias desenvolvidas e pela política monetária agressiva dos bancos centrais, no sentido de comprimir as taxas de juro para mínimos históricos e injetar liquidez no mercado monetário.

O economista está particularmente preocupado com o mercado norte-americano, onde a bolsa sobe quase 40% no último ano, mas prevê um colapso que iria necessariamente alastrar-se aos outros ativos e regiões. As bolsas europeias também estão em máximos de vários anos, muito devido à expectativa de mais medidas de estímulo monetário por parte do Banco Central Europeu.

Os preços de vários ativos, desde as obrigações às ações, estão “demasiado esticados“, diz Nouriel Roubini. Em especial, as ações ligadas às redes sociais e Internet preocupam o economista.
A certa altura, que o “Dr. Doom” diz que não será para já mas em 2016, os mercados vão ajustar-se muito rapidamente. “Eventualmente, todas as bolhas rebentam”, avisa Roubini.

O mercado imobiliário nos EUA não está em “bolha”, desta vez, mas há muitos países onde isso está a acontecer.
Entre os países que, na opinião de Roubini, têm bolhas no imobiliário estão o Canadá, o Reino Unido, a Suécia, a Suíça e também em Hong Kong e Singapura.